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Taxa de Prenhez com Protocolo Único de IATF Atinge 51,6% no Brasil

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A taxa de prenhez obtida por meio de um único protocolo de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) no Brasil cresceu 1,3 ponto percentual entre 2023 e 2024, alcançando 51,6%. Esse dado foi apresentado no 18º Relatório do Grupo Especializado em Reprodução Aplicada ao Rebanho de Corte (Gerar Corte), durante encontros realizados em várias cidades, incluindo Uruguaiana (RS), Ponta Porã (MS), Chapada dos Guimarães (MT), Goiânia (GO), Ilhéus (BA) e Carolina (MA). O evento atraiu cerca de 280 técnicos do Gerar, além de pecuaristas, veterinários e outros profissionais interessados em reprodução bovina.

O relatório, que conta com 82 páginas, apresenta dados de 1.317.185 protocolos realizados em 1.838 propriedades. A taxa de transferência de embriões em tempo fixo também mostrou avanço, subindo de 44,5% para 47,6%. O desempenho na taxa de prenhez com protocolo de IATF foi especialmente notável em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, onde atingiu 53,9%.

Outro dado relevante é o aumento na proporção de fazendas nos tercis superiores — aquelas com índices de prenhez na primeira IATF iguais ou superiores a 60% — que subiram de 8% para 10% em comparação ao ano anterior. As propriedades que estão no segundo tercil, com taxas entre 50% e 59%, representaram 57% do total, frente a 51% no ano passado.

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“O IATF é a técnica mais utilizada em rebanhos tecnificados e de alta produção no Brasil. O trabalho do GERAR é fundamental para gerar parâmetros que auxiliam na melhoria contínua dessa técnica e na obtenção de melhores resultados”, afirma o médico veterinário José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP/Botucatu-SP e idealizador do grupo.

Rafael Moreira, médico veterinário e Gerente de Produto da Zoetis, enfatiza a importância da tecnologia IATF para a pecuária brasileira: “As reuniões anuais do GERAR são motivadas pela relevância da pecuária para o Brasil. Investimos na análise de dados com o intuito de oferecer subsídios que ajudem a evoluir nos índices reprodutivos e na rentabilidade do setor de cria.”

O relatório completo, que inclui dados nacionais sobre IATF e análises em diferentes categorias e condições, está disponível no site da Zoetis: www.zoetis.com.br/gerar.

Sobre o GERAR Corte

O GERAR Corte, idealizado e liderado pelo Prof. José Luiz Moraes Vasconcelos, é um grupo especializado que reúne 450 técnicos em reprodução bovina, atuando nas principais regiões pecuárias do Brasil. Com um acervo de mais de 13 milhões de dados acumulados ao longo de 18 anos, o grupo é patrocinado pela Zoetis e analisa anualmente os resultados de IATF, considerando fatores que impactam a prenhez e o nascimento, além de promover tecnologias e ações para melhorar os resultados. Os resultados são apresentados em um relatório anual, além de relatórios individuais com a tecnologia Power BI para técnicos e propriedades que compartilham seus dados.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

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O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

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Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

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Fonte: Pensar Agro

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