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Europa ganha peso também nas vendas de etanol e abre espaço para agro

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As exportações brasileiras de etanol recuaram em volume em 2025, mas os dados do comércio exterior apontam uma mudança relevante no perfil dos mercados compradores, com avanço consistente das vendas para a Europa e manutenção de preços em patamar mais elevado, cenário que amplia oportunidades para o produtor rural nos próximos ciclos.

O Brasil embarcou 1,61 bilhão de litros de etanol ao longo do ano passado. Mesmo com a redução frente a 2024, o faturamento somou R$ 5,04 bilhões, sustentado por um preço médio de R$ 3,13 por litro, acima do registrado no ano anterior. Os números são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Datagro, consultoria especializada em açúcar, etanol e bioenergia.

A Coreia do Sul manteve-se como principal destino do etanol brasileiro, com 780 milhões de litros, garantindo estabilidade a um mercado tradicional. Já os Países Baixos, principal porta de entrada do produto na União Europeia, ampliaram as compras para 221 milhões de litros, crescimento de 45,3%, sinalizando o fortalecimento da demanda europeia por biocombustíveis.

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O avanço na Europa ocorre em um momento de reforço das metas ambientais do bloco, o que tende a favorecer produtores capazes de atender a requisitos de sustentabilidade e rastreabilidade — características cada vez mais presentes nas usinas brasileiras.

Outro mercado que ganhou relevância foi Gana, com importações de 61 milhões de litros, alta de 40,8%, reforçando a diversificação de destinos e reduzindo a dependência de poucos compradores.

No último mês de 2025, as exportações apresentaram reação importante, com embarques de 173 milhões de litros, crescimento de 56,8% em relação ao mês anterior. O faturamento alcançou R$ 545 milhões, refletindo tanto o aumento do volume quanto a manutenção de preços firmes.

Embora o volume de dezembro tenha ficado levemente abaixo da média histórica, o desempenho do mês é visto pelo mercado como indicativo de retomada do fluxo externo para o etanol brasileiro.

As importações de etanol pelo Brasil somaram 319 milhões de litros em 2025, maior volume desde 2021. O movimento é interpretado como um ajuste pontual de mercado, comum em anos de reorganização regional da oferta, sem alterar a posição do País como um dos principais produtores globais de biocombustíveis.

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Para o produtor rural, o cenário reforça a importância de eficiência produtiva, previsibilidade e adequação a mercados exigentes, especialmente diante da abertura de novas oportunidades na Europa e em mercados emergentes.

Analistas do setor avaliam que o etanol brasileiro segue competitivo no cenário internacional e que a consolidação de novos destinos tende a ampliar as oportunidades comerciais nos próximos anos, principalmente para produtores e usinas alinhados às demandas ambientais e energéticas globais.

Fonte: Pensar Agro

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Boletim aponta queda nos casos de dengue e chikungunya em Cuiabá em 2026

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou o Boletim Epidemiológico nº 24/2026, com dados atualizados sobre a situação das arboviroses no município. O levantamento, elaborado pela Diretoria de Vigilância em Saúde, mostra uma redução nas médias semanais de casos de dengue e chikungunya ao longo de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na 25ª Semana Epidemiológica, Cuiabá registrou nove casos notificados de dengue e três de chikungunya. No acumulado do ano, a média semanal de notificações de dengue caiu de 75,6 casos em 2025 para 51,8 em 2026. Já a chikungunya apresentou uma redução ainda mais significativa, passando de 434,9 notificações semanais no ano anterior para apenas 4,8 neste ano.

Até 2 de julho de 2026, o município contabilizou 1.295 notificações de dengue, das quais 568 foram confirmadas. Houve um óbito confirmado pela doença e outro permanece em investigação. A incidência é de 70,5 casos por 100 mil habitantes, considerando apenas os casos autóctones.

Em relação à chikungunya, foram registradas 121 notificações e 115 confirmações, sem óbitos. A incidência da doença é de 7,8 casos por 100 mil habitantes. Já a zika contabilizou oito notificações, com três casos confirmados e incidência de 0,4 por 100 mil habitantes.

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Além do monitoramento epidemiológico, a Secretaria Municipal de Saúde mantém ações permanentes de combate ao mosquito Aedes aegypti. Desde o início do ano, as equipes de vigilância realizaram vistoria em 574.889 imóveis em toda a capital.

Durante as inspeções, foram realizados tratamentos em 60.826 imóveis, 68.063 depósitos com água receberam tratamento adequado e 17.104 depósitos considerados de risco foram eliminados de forma definitiva.

A secretária municipal de Saúde, Lúcia Helena Barboza Sampaio, destaca que os indicadores demonstram o impacto das ações de vigilância, mas reforça que a prevenção continua sendo responsabilidade compartilhada entre o poder público e a população.

“A redução dos casos é um resultado importante, fruto do trabalho contínuo das equipes de vigilância e da atenção básica. No entanto, o combate ao mosquito precisa ser diário. A maior parte dos criadouros ainda está dentro das residências, por isso contamos com o apoio da população para eliminar qualquer recipiente que possa acumular água”, afirmou.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito. A orientação é manter quintais limpos, eliminar recipientes que possam acumular água, tampar caixas d’água e realizar inspeções frequentes em calhas, vasos de plantas, pneus e outros objetos.

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Outra medida importante é a vacinação contra a dengue. A vacina Qdenga está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme o calendário do Ministério da Saúde, sendo aplicada em duas doses.

Em caso de sintomas como febre, dores no corpo, dor de cabeça, manchas na pele ou dor intensa nas articulações, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica, evitando a automedicação. A identificação precoce da doença contribui para o tratamento adequado e reduz o risco de complicações.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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