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Gestão Inteligente de Estoques: A Solução para os Desafios Climáticos no Setor de FLV

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As queimadas e a escassez de chuvas que afetam diversas regiões do Brasil têm gerado preocupações tanto para produtores quanto para o varejo, especialmente no que diz respeito a frutas, legumes e verduras (FLV), que são mais suscetíveis às mudanças climáticas. Este cenário torna imprescindível que o setor invista em soluções, como a inteligência artificial, para gerenciar estoques de forma eficiente e minimizar o desperdício de alimentos, que podem se tornar ainda mais escassos.

Com a redução na disponibilidade de produtos devido às condições climáticas adversas, os custos e a oferta de itens essenciais na cadeia alimentar são impactados. Por isso, a utilização de inteligência artificial para prever a demanda torna-se crucial, pois essa tecnologia permite identificar como a disponibilidade de alimentos influencia os preços para o consumidor.

Ao aplicar essa análise tecnológica, os pedidos do varejo podem ser realizados de maneira mais precisa, ajustando as aquisições em resposta a flutuações nos preços de determinados produtos. Isso não apenas evita estoques excessivos nos supermercados, mas também diminui o risco de falta de produtos no campo e o desperdício causado por falhas de planejamento.

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A startup Aravita se destaca nesse contexto, empregando modelos de machine learning e inteligência artificial para fornecer recomendações sobre a demanda para supermercados. Isso ajuda os varejistas a fazerem pedidos que se aproximam da perfeição, levando em consideração variáveis internas, como histórico de vendas e promoções planejadas, bem como fatores externos, como indicadores macroeconômicos, preços da concorrência e condições climáticas, aplicados a cada loja e categoria de produto.

“As condições climáticas e sazonais têm um papel fundamental na gestão de alimentos frescos, afetando a demanda, a qualidade e a disponibilidade dos produtos. Com as mudanças climáticas em curso, um monitoramento eficaz se torna ainda mais crucial para os varejistas”, explica Aline Azevedo, co-fundadora e diretora de Produtos da Aravita.

Diante da situação climática atual, a inteligência artificial pode ser uma grande aliada para os supermercados, garantindo controle adequado sobre os produtos, o que se traduz em quantidade, qualidade e preços ideais para os consumidores.

“Otimizando as quantidades a serem adquiridas, conseguimos reduzir simultaneamente o excesso de alguns produtos, que gera desperdício e prejuízo, e a falta de outros, que resulta na perda de vendas. Estamos vivendo um momento crítico, em que a variabilidade climática tende a aumentar. Com condições climáticas sem precedentes, o impacto no volume de produção, na qualidade e na durabilidade de frutas, verduras e legumes, bem como o aumento do desperdício e suas consequências para a população, tornam-se ainda mais significativos”, conclui Marco Perlman, CEO da Aravita.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil é peça-chave do supermercado global agrícola e reforça liderança no comércio mundial de alimentos

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O Brasil consolidou sua posição como uma das maiores potências agropecuárias do planeta, mas a tradicional definição de “celeiro do mundo” pode não representar com precisão o papel desempenhado pelo país na segurança alimentar global. A avaliação é do professor de Agronegócio Global do Insper, Marcos S. Jank, que defende uma interpretação mais alinhada à dinâmica atual do comércio internacional de alimentos.

Segundo o especialista, embora o Brasil seja um dos principais produtores e exportadores agrícolas do mundo, o conceito de “supermercado global” descreve de forma mais adequada sua participação nas cadeias agroalimentares internacionais.

Brasil responde por 6% da produção agropecuária mundial

Os números mostram que o Brasil é responsável por aproximadamente 6% da produção agropecuária global em termos de volume calórico. O país ocupa posição de destaque, mas permanece atrás de grandes produtores como China, que responde por 16% da produção mundial, Estados Unidos, com 11%, e Índia, com 9%.

No comércio internacional, entretanto, o protagonismo brasileiro é ainda mais evidente. Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram cerca de US$ 170 bilhões, representando aproximadamente 9% de todo o comércio agrícola global. O desempenho coloca o Brasil como o segundo maior exportador agropecuário do mundo e líder em diversas cadeias de commodities agrícolas.

Segurança alimentar reduz dependência entre países

De acordo com Jank, a ideia de um único país abastecendo o planeta não corresponde à realidade atual. A segurança alimentar é uma prioridade estratégica para as nações, que buscam manter elevada capacidade de produção interna para reduzir dependências externas.

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Atualmente, apenas 22% da produção agropecuária mundial é destinada ao comércio internacional. Os outros 78% permanecem nos países produtores para atender ao consumo doméstico.

No caso brasileiro, aproximadamente 60% da produção agrícola permanece no mercado interno, enquanto cerca de 40% é direcionada às exportações, considerando a produção convertida em equivalente calórico.

Esse cenário demonstra que a maior parte dos alimentos produzidos globalmente é consumida dentro das próprias fronteiras nacionais, reforçando a importância da autossuficiência alimentar.

Brasil complementa déficits globais de oferta

A China ilustra bem essa dinâmica. Apesar de ser o maior produtor, consumidor e importador de alimentos do mundo, o país importa cerca de 15% do que consome. A principal exceção é a soja, cuja dependência externa supera 80%.

Nesse contexto, o Brasil desempenha papel fundamental ao fornecer produtos agrícolas capazes de suprir desequilíbrios entre oferta e demanda em diferentes regiões do planeta. O país se destaca como fornecedor confiável de commodities em diversas cadeias agroindustriais, incluindo soja, milho, carnes, açúcar, café, algodão e celulose.

A combinação de escala produtiva, disponibilidade de recursos naturais e tecnologia tem permitido ao agronegócio brasileiro ampliar sua relevância estratégica nos mercados internacionais.

Presença brasileira está nos alimentos consumidos em mais de 190 países

Embora os consumidores estrangeiros raramente encontrem marcas brasileiras nas prateleiras dos supermercados, a participação do Brasil na alimentação mundial é muito maior do que aparenta.

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Mais de 190 países importam commodities produzidas no Brasil. Esses produtos são processados por indústrias locais e transformados em milhares de alimentos, bebidas e itens de consumo final comercializados em supermercados, restaurantes, hotéis, cafeterias, açougues e serviços de alimentação.

Na prática, ingredientes e matérias-primas brasileiras estão presentes em inúmeros produtos consumidos diariamente ao redor do mundo, mesmo quando sua origem não é identificada pelo consumidor final.

Brasil fortalece posição como pilar do abastecimento global

A análise reforça que o papel do Brasil transcende a imagem tradicional de fornecedor de matérias-primas agrícolas. O país ocupa posição central nas cadeias globais de abastecimento e contribui diretamente para a segurança alimentar de dezenas de mercados internacionais.

Diante desse cenário, especialistas avaliam que o Brasil se aproxima mais da definição de um dos principais pilares do “supermercado global” de alimentos do que da ideia de “celeiro do mundo”, uma vez que a produção destinada ao consumo interno continua sendo prioridade para a maioria das nações.

Com crescimento contínuo da produtividade, ampliação dos mercados compradores e fortalecimento da competitividade internacional, o agronegócio brasileiro segue consolidando sua influência no abastecimento alimentar mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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