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Câmara Setorial do Arroz discutirá temas de interesse do setor na Abertura da Colheita

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Tradicionalmente realizada no primeiro dia da Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, a reunião da Câmara Setorial do Arroz novamente será atração no auditório Frederico Costa, na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS). Este ano, além dos assuntos de interesse do setor, será realizada a transmissão de cargo da presidência do órgão. O ex-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, assume o cargo em sucessão à Daire Coutinho, também ex-dirigente da entidade.

Coutinho, que comanda sua última reunião e passará o cargo à Dornelles, diz que a expectativa para o encontro é alta, especialmente diante das perspectivas da safra de arroz que devem ser apresentadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), representada por Sérgio Santos. “Temos uma grande expectativa em relação às questões da safra deste ano, em função de um ano bem atípico, com plantio tardio, redução histórica de área e, cada vez mais, uma perspectiva de preços animadores para o setor”, afirma.

Outras apresentações ficarão a cargo do economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio Da Luz, sobre as perspectivas tributárias relacionadas ao decreto governamental que impacta o setor e promete esclarecer dúvidas e trazer clareza sobre esse cenário. Além disso, o presidente da Federarroz, Alexandre Velho, vai abordar a previsão para a lavoura de arroz, e Andressa Silva, representante da Abiarroz, trará o assunto da portaria 644/2024, que trata do reajuste de preço na classificação de produtos importados.

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Daire informa que o evento também dará continuidade à análise da Embrapa sobre as questões ambientais na lavoura de arroz. O estudo profundo mostra que as verdades sobre o impacto ambiental podem ser diferentes do que se acreditava, destacando benefícios para as aves e qualidade da água. Outro destaque será a retomada do projeto da Embrapa em parceria com o Cepea para o diagnóstico da cadeia produtiva do arroz.

Dornelles, que receberá o cargo de Coutinho durante o evento, salienta que está atendendo a um chamado do setor assumindo este novo cargo. “Fico muito honrado pela confiança e também pelas boas-vindas e pela acolhida que eu tive de todo o setor. Acredito que eu tenha deixado um legado proveitoso ao deixar a presidência da Federarroz. E agora, retornando, sou muito bem acolhido por todos, o que me deixa muito orgulhoso e com as energias renovadas”, ressalta.

Sobre a reunião, o novo presidente da Câmara Setorial diz que a ideia foi direcionar o encontro para temas que interessam aos produtores, já que, diferente dos demais encontros, este é público e dentro de um evento de grande porte. “Buscamos assuntos que interessam aos produtores, especialmente no que diz respeito ao exame tributário do Rio Grande do Sul que poderá elevar de forma muito abrupta e descomunal os custos de produção no Rio Grande do Sul. Como nós não somos uma fábrica deveremos enfrentar esse problema, em especial no momento onde a competitividade está sendo questionada, assim como o abastecimento, especialmente do Nordeste, a custos compatíveis com o desejo da população.

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Palestras, arena digital, feira, salão da indústria 4.0, vitrines tecnológicas, homenagens e o Ato da Abertura Oficial da Colheita do Arroz fazem parte da programação do evento, de 21 a 23 de fevereiro que pode ser conferida no site colheitadoarroz.com.br, assim como as inscrições, que já estão abertas e são gratuitas. A 34ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas é uma realização da Federarroz e correalização da Embrapa e do Senar RS, com patrocínio Premium do Instituto Riograndense do Arroz (Irga) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Fonte: Assessoria de Comunicação da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do leite UHT dispara mais de 20% no Sudeste e amplia pressão sobre a cesta básica em abril

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Os consumidores sentiram no bolso o aumento dos preços de alimentos essenciais em abril. Levantamento realizado pela Neogrid apontou que o leite UHT liderou as altas nos supermercados brasileiros, refletindo uma menor oferta de matéria-prima e pressionando ainda mais o custo da cesta básica.

De acordo com o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, o preço médio do leite UHT avançou 18,3% no país durante o mês, passando de R$ 4,75 em março para R$ 5,62 em abril. Na região Sudeste, principal mercado consumidor do país, a valorização foi ainda mais expressiva, alcançando 20,19%.

Menor captação de leite sustenta alta dos preços

A escalada dos preços está diretamente relacionada à redução da produção nacional de leite. Dados do Índice de Captação de Leite (ICAP-L) mostram que a coleta recuou 3,9% entre fevereiro e março, acumulando queda de 11,1% no primeiro trimestre de 2026.

Entre os fatores que explicam o cenário estão a menor disponibilidade de pastagens durante o período e a cautela dos produtores diante das margens mais apertadas observadas ao longo de 2025.

A combinação entre oferta reduzida e demanda constante elevou os preços dos lácteos no varejo, tornando o leite um dos principais responsáveis pela inflação alimentar registrada no mês.

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Feijão, pão e legumes também ficaram mais caros

Além do leite, outros produtos básicos da alimentação apresentaram aumento de preços em abril.

Os queijos registraram alta de 2,4%, passando de R$ 63,61 para R$ 65,12. O feijão avançou 2,1%, enquanto os legumes tiveram valorização de 2%. Já o pão apresentou aumento de 1,8% no período.

Segundo Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid, os reajustes estão concentrados justamente em categorias mais sensíveis às condições climáticas e à sazonalidade da produção.

“O comportamento dos preços mostra uma pressão concentrada em produtos essenciais da alimentação, especialmente lácteos e hortifrúti, exigindo maior atenção dos consumidores na composição das compras”, avalia.

Legumes lideram inflação alimentar em 2026

No acumulado entre dezembro de 2025 e abril de 2026, os legumes aparecem como os produtos com maior valorização no varejo alimentar brasileiro.

O grupo registrou alta de 25,3%, com o preço médio passando de R$ 5,50 para R$ 6,89. Em seguida aparecem:

  • Leite UHT: +21,7%;
  • Feijão: +20,5%;
  • Ovos: +13,4%;
  • Carne bovina: +6,6%.

Os números reforçam a pressão sobre os itens que compõem a base da alimentação das famílias brasileiras.

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Sudeste registra altas e quedas relevantes em abril

Na análise regional, o Sudeste apresentou comportamento misto entre alimentos e produtos de consumo diário.

As maiores altas registradas foram:

  • Leite UHT: +20,19%;
  • Pão: +4,1%;
  • Creme dental: +1,6%;
  • Água sanitária: +1,6%;
  • Arroz: +1,4%.

Por outro lado, algumas categorias apresentaram alívio nos preços ao consumidor:

  • Carne suína: -5,9%;
  • Ovos: -4,8%;
  • Açúcar: -3,1%;
  • Café em pó e em grãos: -3%;
  • Desinfetante: -1,8%.
Mercado deve seguir atento à oferta e ao clima

A expectativa para os próximos meses é de continuidade da volatilidade em produtos mais dependentes das condições climáticas e da oferta agrícola, especialmente lácteos, hortifrúti e itens básicos da alimentação.

Em contrapartida, categorias industrializadas e algumas proteínas tendem a apresentar maior estabilidade, favorecidas pela competição entre varejistas e pela acomodação dos custos de produção.

O comportamento desses mercados continuará sendo um dos principais fatores de influência sobre a inflação dos alimentos ao longo de 2026, impactando diretamente o orçamento das famílias brasileiras e as estratégias da cadeia de abastecimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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