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Inflação para 2024 sobe para 4,37%, e expectativa para 2025 também avança

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As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC), por meio da pesquisa Focus, ajustaram suas previsões para a inflação de 2024, elevando a taxa esperada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,35% para 4,37%. Apesar desse aumento, a meta estipulada para o período permanece em 3,00%.

No que se refere aos preços administrados — que são regulados por contratos ou pelo setor público — a previsão de inflação sofreu uma leve queda, passando de 4,78% para 4,76%. Em contrapartida, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado principalmente em contratos de aluguel, apresentou uma elevação nas expectativas, subindo de 3,70% para 3,75%.

Para 2025, a previsão do IPCA também foi reajustada, passando de 3,95% para 3,97%, enquanto a meta de inflação para o ano continua em 3,00%. Já as projeções para os preços administrados se mantiveram estáveis, fixadas em 3,80%, e o IGP-M seguiu com a mesma previsão de 4,00%.

Além das expectativas inflacionárias, o relatório também trouxe projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Para 2024, a previsão subiu de 2,96% para 3,00%, enquanto para 2025, a expectativa permaneceu inalterada, com crescimento projetado de 1,90%. O Banco Central, em seu mais recente Relatório Trimestral de Inflação (RTI), publicado em junho, estima que a economia brasileira deverá crescer 2,3% no próximo ano.

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Quanto à taxa básica de juros (Selic), as previsões indicam um aumento. A expectativa do mercado é que a Selic chegue a 11,50% até o final de 2024, frente aos atuais 10,50%. Em comparação, há quatro semanas, a previsão era de que a taxa terminasse o ano em 10,50%. Para 2025, a projeção para a Selic permanece estável em 10,50%.

Por fim, o câmbio deve seguir com pouca variação. A previsão para a taxa de câmbio em 2024 foi mantida em R$ 5,40 por dólar, enquanto a estimativa para 2025 permaneceu em R$ 5,35 por dólar. Há quatro semanas, o mercado previa um câmbio de R$ 5,32 para 2024 e de R$ 5,30 para 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações globais de café crescem em março e acumulam alta na safra 2025/26, aponta OIC

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As exportações globais de café registraram crescimento em março de 2026, consolidando um cenário de avanço no comércio internacional do grão na safra 2025/26. Dados da Organização Internacional do Café (OIC) indicam que os embarques somaram 13,59 milhões de sacas de 60 quilos no mês, alta de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho positivo ocorre em meio a ajustes na oferta global e mudanças no perfil de demanda, com destaque para o avanço do café robusta no mercado internacional.

Exportações acumuladas avançam mais de 3% na safra 2025/26

No acumulado dos seis primeiros meses da safra mundial 2025/26 — entre outubro de 2025 e março de 2026 —, as exportações globais totalizaram 70,91 milhões de sacas, crescimento de 3,3% frente às 68,67 milhões de sacas embarcadas no mesmo intervalo da temporada anterior.

O resultado reforça a recuperação gradual do fluxo comercial global, mesmo diante de desafios logísticos e oscilações climáticas que impactam a produção em importantes países exportadores.

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Robusta ganha espaço no mercado global

O desempenho das variedades de café segue distinto no mercado internacional. Nos últimos 12 meses (abril de 2025 a março de 2026), o café robusta apresentou forte crescimento nas exportações.

  • Robusta: 59,85 milhões de sacas (+15%)
  • Arábica: 82,70 milhões de sacas (-4,9%)

O avanço do robusta reflete a maior demanda por cafés com menor custo e maior competitividade, além de mudanças no consumo global, especialmente em mercados emergentes e na indústria de café solúvel.

Arábica recua com ajustes na oferta e preços

Por outro lado, o café arábica registrou retração nas exportações no comparativo anual. A queda de 4,9% está associada a fatores como redução de oferta em alguns países produtores e ajustes nos preços internacionais, que impactam a competitividade do produto.

Esse movimento reforça a tendência de maior equilíbrio entre as variedades no comércio global, com o robusta ganhando participação relevante.

Cenário global do café segue dinâmico

O mercado internacional do café continua marcado por volatilidade e mudanças estruturais, com influência de fatores como clima, custos de produção, logística e comportamento do consumo.

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Para o Brasil — maior produtor e exportador mundial —, o cenário exige atenção estratégica, especialmente diante da crescente demanda por robusta e da necessidade de manter competitividade no arábica.

Resumo do mercado de café (março e safra 2025/26)
  • Exportações em março: 13,59 milhões de sacas (+1,6%)
  • Acumulado (outubro a março): 70,91 milhões de sacas (+3,3%)
  • Arábica (12 meses): 82,70 milhões de sacas (-4,9%)
  • Robusta (12 meses): 59,85 milhões de sacas (+15%)

O avanço das exportações e a mudança no perfil de consumo indicam um mercado em transformação, com impactos diretos para produtores, exportadores e toda a cadeia do agronegócio cafeeiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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