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Estudo “México – Pescados” Facilita Acesso de Empresas Brasileiras ao Mercado Mexicano

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O mercado de pescados do México, que importou US$ 820,9 milhões em produtos pesqueiros em 2023, emerge como uma oportunidade promissora para as empresas brasileiras. Após a abertura do mercado, que esteve fechado até 2021, o Brasil começa a explorar este potencial, embora o volume atual de exportações ainda seja modesto, com apenas US$ 60 mil em vendas para o México. Em contraste, China e Chile exportaram US$ 257,2 milhões e US$ 227,7 milhões, respectivamente, para o país no mesmo ano.

Para auxiliar as empresas brasileiras a aproveitar essas novas oportunidades, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e os Adidos Agrícolas desenvolveram o Estudo de Acesso a Mercado “México – Pescados”. Este estudo oferece um guia abrangente para acessar o mercado mexicano, cobrindo aspectos tarifários, regulamentares e logísticos essenciais para o sucesso.

O estudo destaca as normas regulatórias impostas pela Comisión Federal para la Protección contra Riesgos Sanitarios (Cofepris), similar à ANVISA, que regula os produtos da pesca, e pelo Servicio Nacional de Sanidad, Inocuidad y Calidad Agroalimentaria (SENASICA), que supervisiona a qualidade dos produtos aquícolas e pesqueiros, com funções análogas às do MAPA. O guia orienta as empresas sobre como atender aos requisitos sanitários e garantir conformidade com as leis mexicanas.

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A logística também é abordada detalhadamente no estudo, com informações sobre as principais rotas de entrada dos produtos brasileiros. Os portos de Veracruz, Altamira e Manzanillo, além do Aeroporto Internacional da Cidade do México para transporte aéreo, são destacados como pontos-chave. O tempo médio de trânsito para transporte marítimo varia de 21 a 28 dias, enquanto o aéreo leva de 1 a 2 dias.

A abertura desse mercado representa uma chance significativa para o setor pesqueiro brasileiro, que possui um vasto potencial de crescimento ainda a ser explorado.

Estudo completo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja recua na Bolsa de Chicago e no mercado físico com pressão do petróleo, geopolítica e logística no Brasil

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O mercado da soja voltou a operar em baixa nesta quinta-feira (7), tanto na Bolsa de Chicago quanto no mercado físico brasileiro, em um movimento influenciado principalmente pelo recuo do petróleo, pelas incertezas geopolíticas e pelas condições da safra norte-americana. O cenário reforça a volatilidade das commodities agrícolas diante de fatores externos e internos que seguem pressionando as cotações.

Na Bolsa de Chicago, os contratos da soja operaram em queda no início da manhã, com perdas entre 1,50 e 3 pontos. O contrato de julho voltou a perder o patamar de US$ 12,00 por bushel, sendo negociado a US$ 11,93. O vencimento de setembro ficou em US$ 11,66. O farelo e o óleo de soja também registraram recuos, ainda que mais moderados do que na sessão anterior, sem quedas superiores a 0,3%.

Geopolítica entre EUA e Irã aumenta volatilidade nos mercados

O principal fator de pressão segue sendo o ambiente externo, com destaque para as expectativas em torno de um possível entendimento entre Estados Unidos e Irã. O mercado acompanha com atenção as negociações que podem levar à reabertura do Estreito de Ormuz, o que impactaria diretamente o fluxo global de petróleo e, consequentemente, as commodities.

O avanço das discussões provocou forte reação nos mercados na véspera, com queda generalizada em grãos e energia. No entanto, analistas reforçam que o cenário ainda é instável e sujeito a reversões rápidas, mantendo a volatilidade como principal característica do mercado neste momento.

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Além disso, o bom andamento do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos, aliado às condições climáticas favoráveis, contribui para limitar movimentos de alta na soja, ampliando a pressão baixista.

Outro ponto de atenção dos traders é o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, previsto para ocorrer em Pequim nos próximos dias, que pode trazer novos direcionamentos para o comércio global de commodities.

Soja também cai no Brasil com clima adverso e gargalos logísticos

No mercado brasileiro, a pressão internacional se soma a fatores internos, como problemas climáticos, gargalos logísticos e custos elevados de transporte.

Segundo a TF Agroeconômica, os contratos de soja encerraram a sessão anterior em queda na CBOT, com o vencimento de maio recuando 1,40%, para US$ 11,79 por bushel, e julho caindo 1,38%, para US$ 11,9475. O farelo de soja também recuou 0,97%, enquanto o óleo caiu 2,46%, refletindo o impacto direto da retração do petróleo.

Clima e logística pressionam preços no mercado físico brasileiro

No Rio Grande do Sul, a colheita da soja já atingiu 79% da área, mas segue marcada por forte preocupação com a estiagem, que pode causar perdas de até 50,4% em algumas regiões. A falta de diesel também tem prejudicado a operação de colheitadeiras e elevado os custos produtivos.

As cotações no estado refletiram esse cenário: em Nonoai, a soja caiu 1,75%, para R$ 112,00 por saca, enquanto no porto de Rio Grande o preço ficou em R$ 129,00, recuo de 0,77%.

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Em Santa Catarina, o mercado apresentou maior estabilidade, sustentado pela demanda da cadeia de proteína animal. Em Palma Sola, a saca foi cotada a R$ 112,00 e em Rio do Sul a R$ 118,00. No porto de São Francisco, o preço ficou em R$ 130,00.

No Paraná, houve recuo de 1,79% em Jacarezinho e Londrina, com a saca a R$ 110,00, enquanto o aumento do custo do frete para Paranaguá, pressionado pelo diesel, adiciona tensão ao mercado.

Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande registrou queda de 4,50%, para R$ 106,00, refletindo disputa logística com o milho. Já em Mato Grosso, a colheita foi concluída em 100%, com destaque para o aumento no frete entre Sorriso e Miritituba, que recuou 2,97%, para R$ 306,67 por tonelada.

Mercado segue volátil e atento ao cenário global

O conjunto de fatores reforça um ambiente de elevada volatilidade para a soja, com o mercado ainda altamente dependente de decisões geopolíticas, movimentos do petróleo, clima nos Estados Unidos e gargalos logísticos no Brasil.

A expectativa dos analistas é de que o comportamento dos preços siga sensível a novas notícias envolvendo o Oriente Médio e ao desenrolar da safra norte-americana nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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