AGRONEGÓCIO

Retomada no Setor Pecuário Impulsiona Expectativas de Criadores de Hereford e Braford para a Primavera

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A temporada de primavera para a comercialização de reprodutores das raças Hereford e Braford começa com otimismo entre os criadores, segundo Eduardo Soares, presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB). Este entusiasmo é impulsionado pela retomada econômica no Rio Grande do Sul após as recentes enchentes, bem como pela recuperação gradual dos preços no mercado pecuário.

Soares observa que o setor está iniciando um novo ciclo de cria, marcado pelo fim de um período de baixa e pela necessidade de reintegrar mais vacas ao processo de reprodução. “O recente período de chuvas intensas no Estado do Rio Grande do Sul contribuiu para a brotação dos campos nativos, o que melhora significativamente as condições para a pecuária e aumenta o ânimo dos produtores”, explica.

Além disso, o presidente da ABHB destaca que os criadores de Hereford e Braford estão investindo continuamente na melhoria genética de seu rebanho. Isso se traduz na oferta de touros de alta qualidade e fêmeas de excelente performance para os investidores. O calendário de leilões das raças Hereford e Braford para esta temporada inclui 40 eventos oficiais, alguns dos quais já ocorreram em agosto. Em 2023, foram vendidos 4 mil exemplares das duas raças em várias regiões do Brasil, gerando um faturamento superior a R$ 42 milhões.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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