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Expo Rio Preto SICREDI 2024 Destaca Raças de Leite com Expectativa de 700 Animais

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A 61ª edição da Expo Rio Preto SICREDI, a maior feira de pecuária do estado de São Paulo, será realizada de 15 a 21 de setembro no Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto, em Rio Preto. Neste ano, o evento terá como foco as principais raças produtoras de leite do Brasil: o Gir Leiteiro e o Girolando. A etapa dedicada ao leite incluirá exposições, torneios leiteiros, julgamentos e leilões.

O evento sediará a 24ª Exposição Nacional do Gir Leiteiro e a Exposição Interestadual do Girolando, ambas organizadas pela Associação dos Produtores de Leite do Noroeste Paulista (Láctea Noroeste). Estas exposições, juntamente com torneios e julgamentos, visam aumentar a visibilidade dos animais e dos criadores, promovendo oportunidades de negócios no setor.

A expectativa é de que cerca de 700 cabeças de gado, entre Gir Leiteiro e Girolando — este último responsável por 80% da produção de leite no país — participem do evento. Os torneios, que ocorrerão entre os dias 15 e 18 de setembro, contarão com 55 animais, sendo 40 Gir Leiteiros e 15 Girolandos. As ordenhas serão realizadas de manhã e à tarde, com a premiação programada para o último dia de competição. O torneio premiará o animal que produzir a maior quantidade de leite, de acordo com a pesagem.

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Durante os dias 19, 20 e 21 de setembro, os animais serão julgados com base em categorias que consideram idade, peso e genética. Esses julgamentos premiarão os pecuaristas que investem na melhoria das raças e proporcionarão um espaço para o setor leiteiro trocar experiências, informações e tecnologias.

Pedro Pezzuto, secretário de Agricultura e Abastecimento de Rio Preto e coordenador geral do evento, destaca a importância do crescimento da feira: “Começamos com 90 animais leiteiros na EXPO 2017 e conseguimos trazer, em 2024, a Nacional do Gir e a Interestadual do Girolando. Serão 700 animais leiteiros e grandes leilões de elite coroando a participação do leite neste evento, que é uma referência na pecuária paulista.”

Entre os dias 18 e 20 de setembro, quatro leilões das raças leiteiras ocorrerão às 20h, apresentando uma seleção criteriosa de animais de alta qualidade genética. A expectativa para esses leilões é alta, tanto para compradores quanto para expositores, em busca de bons negócios.

Alexandre Pereira da Costa, presidente da Láctea Noroeste, expressa seu entusiasmo: “Participar dessas mostras é um marco na minha vida. Depois de 24 anos participando de exposições, conseguir trazer o Gir Leiteiro e o Girolando para exposições nacionais e interestaduais é maravilhoso.”

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Debates e Capacitações Técnicas

O InterTech Leite, que começará no dia 16 de setembro às 19h, será um ponto de encontro para debates e capacitações técnicas. A palestra inaugural será conduzida pelo pesquisador Marcos Vinícius Barbosa da Silva, da Embrapa Gado de Leite, e abordará o tema “Expogenômica do Gir Leiteiro”. A palestra discutirá tecnologias e resultados que preveem a resistência e a produção do animal, além de estratégias para prevenir doenças a partir da genética. Os interessados podem se inscrever gratuitamente pelo Sympla aqui.

O 2º InterTech Agro promete uma programação ainda mais completa em 2024, incluindo novas frentes como Mulheres, Cacau e Inovação Pecuária. “A feira impacta toda a nossa cidade, oferecendo aos produtores a oportunidade de expor e aprimorar seu trabalho, enquanto a população tem a chance de ver de perto os resultados dos esforços dos pecuaristas da região e do Brasil”, afirma Jean Daher, presidente da Acirp.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

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O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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