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Exportações de Carne Bovina do Brasil Registram Recorde em Agosto de 2024

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Em agosto de 2024, o Brasil alcançou um marco significativo nas exportações de carne bovina, com embarques que totalizaram 248.061 toneladas e uma receita de US$ 1,072 bilhão. Este desempenho representa o melhor resultado histórico para o mês de agosto, com um crescimento de 16,5% em volume e 13,7% em faturamento em comparação com o mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, o Brasil já exportou 1,8 milhão de toneladas de carne bovina, um aumento de 27,9% em relação ao ano passado, gerando um faturamento de US$ 7,9 bilhões, que representa um crescimento de 18,7%. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (5) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), o crescimento contínuo nas exportações é resultado dos esforços conjuntos do setor e do Governo Federal, através da Agência Brasileira de Fomento às Exportações e Investimentos (ApexBrasil), para abrir novos mercados para a carne bovina brasileira, com o projeto Brazilian Beef. Atualmente, o país está presente em mais de 150 mercados globais com seu produto.

Desempenho de Janeiro a Agosto de 2024

Entre janeiro e agosto de 2024, o Brasil exportou, em média, 226.700 toneladas mensais de carne bovina, equivalente a mais de 8 mil contêineres por mês, para mais de 150 países. O faturamento médio mensal foi próximo a US$ 1 bilhão. A China continua sendo o maior mercado, com embarques acumulados de 797 mil toneladas e um faturamento de US$ 3,5 bilhões.

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Os Estados Unidos importaram quase 122 mil toneladas de carne bovina, sendo 97 mil toneladas de carne in natura e o restante de carne industrializada, totalizando um faturamento de US$ 725 milhões. Os Emirados Árabes Unidos, importante hub de distribuição para países como o Irã, importaram 113,5 mil toneladas, resultando em um faturamento de US$ 517 milhões. Hong Kong, o quarto maior destino para a carne bovina brasileira em 2024, recebeu quase 83 mil toneladas, gerando um faturamento de US$ 270,4 milhões.

Em agosto de 2024, as exportações para a União Europeia cresceram significativamente, com um aumento de 27,9% em valor FOB, totalizando US$ 57,6 milhões. O volume exportado também subiu 27,7%, atingindo 7.960 toneladas. Esse crescimento é atribuído à crescente demanda europeia por carne bovina brasileira, especialmente a categoria in natura, e à expectativa da implementação das novas regras da EUDR, previstas para janeiro. “A iminência dessas novas regras também contribuiu para o aumento da demanda dos importadores”, comenta o presidente da Abiec, Antonio Jorge Camardelli.

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Entre janeiro e agosto de 2024, países como Filipinas, Rússia, Arábia Saudita, Argélia, México e Israel apresentaram aumentos notáveis nas compras de carne bovina. As Filipinas tiveram um aumento de 50% em valor e 61,9% em volume, passando de 35.974 toneladas em 2023 para 58.226 toneladas em 2024. A Rússia registrou um crescimento de 43,7% em valor e 49,9% em volume, totalizando 56.765 toneladas em 2024. A Arábia Saudita viu um aumento de 24,8% em valor e 21,9% em volume. A Argélia e o México também apresentaram aumentos significativos, enquanto Israel teve um crescimento de 19,4% em valor e 22,9% em volume, atingindo 24.626 toneladas em 2024.

“Os resultados são um reflexo do bem-sucedido trabalho de promoção da carne bovina brasileira, como demonstrado pelo crescimento das exportações para mercados recentes como o México. Recentemente, realizamos uma missão ao país, incluindo um evento na embaixada do Brasil com autoridades mexicanas, para apresentar nosso modelo de produção e o potencial para expandir e consolidar esta parceria comercial”, destaca Camardelli.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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