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Governo de SP Estuda Linha de Crédito para Irrigação Fotovoltaica em Pequenas e Médias Propriedades Rurais

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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e a agência de fomento Desenvolve SP deram início a discussões para implementar uma linha de crédito voltada ao incentivo da irrigação fotovoltaica. A reunião, realizada nesta quinta-feira (29/08), abordou estratégias de investimento para o desenvolvimento de pequenas e médias propriedades rurais, com foco na eficiência e qualidade do apoio às regiões afetadas pela estiagem.

O debate atende às diretrizes do Decreto Estadual n° 68.753, que integra o Plano Estadual de Resiliência à Estiagem. Esse plano visa estabelecer ações de prevenção, mitigação e resposta aos impactos das longas secas que têm prejudicado as lavouras no Estado de São Paulo.

Entre as ações discutidas, está a viabilidade de um crédito, que seria oferecido pela agência Desenvolve SP e pelo Fundo de Expansão Agrícola (FEAP), destinado a culturas que dependem de irrigação, como cana-de-açúcar, citros e café. A iniciativa busca promover o desenvolvimento sustentável e garantir a capacidade produtiva de pequenos e médios produtores, que são os mais vulneráveis às adversidades climáticas, especialmente durante os períodos prolongados de estiagem.

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O sistema de irrigação fotovoltaica, que utiliza a luz solar para alimentar as bombas de irrigação, foi destacado como uma solução inovadora e sustentável. A tecnologia, que converte a energia solar em eletricidade por meio do efeito fotoelétrico, já vem sendo promovida pela Secretaria de Agricultura, que busca atrair investidores para expandir esses projetos.

Como próximo passo, será realizado um mapeamento das áreas produtivas do Estado, identificando as culturas e regiões com maior potencial para a implementação da linha de crédito e o desenvolvimento da parceria entre a Secretaria de Agricultura e a Desenvolve SP.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Safra 2026/2027 pode impulsionar vendas de máquinas para agricultura familiar, avalia Agritech

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O reforço dos recursos destinados à agricultura familiar no Plano Safra 2026/2027 foi recebido com expectativa positiva pelo setor de máquinas agrícolas. Para a Agritech, fabricante brasileira especializada em tratores e implementos para pequenos e médios produtores, o aumento do orçamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e a redução das taxas de juros criam um ambiente mais favorável para os investimentos no campo.

No entanto, a empresa ressalta que o impacto sobre as vendas dependerá da efetiva liberação e contratação das linhas de crédito pelos agricultores.

Nesta safra, o Governo Federal destinou R$ 85,2 bilhões ao Pronaf, valor 9% superior aos R$ 78,2 bilhões disponibilizados no ciclo anterior. As linhas de custeio passam a operar com juros entre 1% e 7,5% ao ano, enquanto os financiamentos para investimentos terão taxas entre 1% e 5% para aquisição de máquinas e equipamentos e de até 7,5% para outras finalidades.

Crédito rural será decisivo para retomada do mercado

Segundo o gerente de Vendas e Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, a ampliação dos recursos e o custo menor do financiamento representam um estímulo importante para o produtor rural, especialmente após um período marcado pela perda do poder de compra e retração dos investimentos.

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De acordo com o executivo, o mercado demonstra sinais de recuperação, mas ainda opera com cautela.

Ele observa que a movimentação nas feiras do agronegócio revela o interesse dos produtores em renovar suas máquinas, porém a concretização dos negócios continua condicionada ao acesso ao crédito rural.

A empresa destaca que cerca de 90% das vendas do segmento dependem de financiamento, o que torna a disponibilidade dos recursos um fator determinante para o desempenho do mercado.

Moderfrota também pode acelerar renovação da frota

Além do Pronaf, a Agritech acompanha as oportunidades geradas pelo Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota).

Para a safra 2026/2027, o programa contará com R$ 5,8 bilhões em recursos. As taxas de juros foram definidas em 11,5% ao ano para produtores enquadrados no Pronamp e 12,5% ao ano para os demais agricultores.

O financiamento contempla produtores rurais e cooperativas com renda bruta anual de até R$ 45 milhões, oferecendo prazo de pagamento de até sete anos para máquinas novas e até quatro anos para equipamentos usados.

Na avaliação da Agritech, o Moderfrota pode ampliar o acesso à mecanização, estimular a renovação da frota agrícola e contribuir para ganhos de produtividade no campo. Ainda assim, a empresa ressalta que os resultados dependerão da efetiva execução dos recursos anunciados pelo governo.

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Máquinas desenvolvidas para a agricultura familiar

A estratégia da Agritech está baseada em equipamentos desenvolvidos especificamente para atender às necessidades da agricultura familiar e das pequenas propriedades rurais.

Segundo Cesar Oliveira, a diversidade de culturas e sistemas produtivos exige tratores adaptados às características de cada atividade, permitindo maior eficiência operacional e melhor aproveitamento dos investimentos realizados pelos produtores.

Entre os destaques da empresa está o trator 1155, equipado com motor de 42 cavalos de potência e produzido em mais de 49 configurações, possibilitando adequações de altura, largura e outros componentes conforme a necessidade de cada propriedade.

A fabricante também ampliou recentemente seu portfólio com o lançamento do AGT-20, modelo equipado com motor de 17 cavalos, voltado aos pequenos produtores que buscam ampliar a mecanização com menor investimento, e do AGT-25 Cabinado, desenvolvido para atender diferentes aplicações agrícolas em propriedades familiares e de médio porte.

Para a Agritech, a combinação entre crédito acessível, juros menores e equipamentos adequados à realidade da agricultura familiar poderá favorecer a retomada dos investimentos em mecanização, desde que os recursos previstos no Plano Safra cheguem efetivamente aos produtores rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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