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Sistema Camino é destacado na 4ª reunião do Gabinete de Gestão Integrada

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O Gabinete de Gestão Integrada (GGI) do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) realizou, nesta segunda-feira (26.08), a 4ª reunião de trabalho, com o objetivo de avançar no planejamento da segurança para as Eleições Municipais de 2024. Um dos assuntos em pauta foi o Camino, uma das ferramentas inovadoras deste ano, que visa dar resposta ágil às ocorrências.

O coordenador do GGI e juiz auxiliar da Presidência do TRE-MT, Aristeu Dias Batista Vilella, ressaltou que o Camino permitirá o acompanhamento direto e em tempo real das ocorrências, facilitando a intervenção, quando necessária. “É um trabalho que envolve a colaboração de todos os atores, incluindo agentes de segurança pública e diversas instituições parceiras. Esta ferramenta será fundamental para cumprirmos nosso principal objetivo, que é garantir a segurança tanto da população que irá votar quanto das pessoas envolvidas na condução do processo eleitoral”.

Também presente na reunião, o procurador regional eleitoral, Pedro Melo Pouchain Ribeiro, destacou a importância da ação integrada de todos os órgãos que compõem o GGI. “Esse esforço conjunto é salutar para a segurança do processo eleitoral e o Ministério Público Eleitoral participa ativamente. Temos várias questões sendo discutidas junto às forças de segurança e somos parceiros no sentido de avançar no planejamento que garanta um pleito seguro e tranquilo em nosso estado”.

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As especificidades do sistema Camino, que trabalha com soluções de geotecnologia, foram apresentadas pelo coordenador de Sistemas Eleitorais, Salomão Fortaleza. Ele demonstrou que pelo painel, é possível acompanhar a situação dos 1.502 locais de votação, distribuídos nas 57 Zonas Eleitorais de Mato Grosso. Ele também frisou que, com a integração das câmeras do programa Vigia Mais MT, do Governo do Estado, este monitoramento será ainda melhor. “Nós já temos acesso às imagens e agora precisamos integrá-las ao sistema Camino e, pela qualidade que constatamos, será possível identificar diversas situações no dia da eleição, como compra de votos, por exemplo”, explicou.

A reunião do GGI também tratou de outros assuntos, como a divisão das forças de segurança para atendimento aos locais de votação remanescentes (PRF, PF e PM); definição dos planos de segurança para o TRE-MT e para a Casa da Democracia; definição de policiamento para as sedes dos Cartórios Eleitorais, locais de apuração e totalização, locais de divulgação de resultados, locais de transmissão de resultados quando diversos dos Cartórios Eleitorais ou locais de votação; e definição da segurança para o Teste de Integridade das Urnas.

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O GGI é composto por membros do TRE-MT, Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT); Polícia Judiciária Civil (PJC-MT); Polícia Militar (PM-MT); Polícia Federal (PF); Polícia Rodoviária Federal (PRF); Exército Brasileiro; Marinha do Brasil; Corpo de Bombeiros Militar; Guarda Municipal de Várzea Grande; Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE); Águas Cuiabá; OI Telecomunicações; Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai); Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana; Energisa; 3Corp Technology; e Correios.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto que mostra um telão, ao fundo, em uma parede branca, com imagem de mapa e dados sendo projetados. Ao lado, está um servidor do TRE-MT, que segura um microfone e apresenta as informações. À frente do telão, sentados em volta de uma grande mesa, estão homens e mulheres que participam da reunião.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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