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GESTÃO PARTICIPATIVA: Magistrados e servidores discutem metas da Justiça Eleitoral

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As metas nacionais da Justiça Eleitoral de 2025 foram discutidas durante reunião de trabalho realizada nesta terça-feira (24.07), com a participação de 300 pessoas, entre magistradas, magistrados, servidoras e servidores do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). A iniciativa faz parte da Gestão Participativa, instituída pela Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nº 221, de 2016.

A resolução institui princípios de gestão participativa e democracia na elaboração das metas nacionais, que permite a expressão de opiniões plurais para o aperfeiçoamento do Poder Judiciário. As metas nacionais, por sua vez, fazem parte da Estratégia Nacional do Poder Judiciário e representam o compromisso firmado anualmente pelos órgãos do Poder Judiciário para a melhoria da prestação jurisdicional.

A presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, ressaltou que a gestão está de portas abertas para auxiliar magistradas, magistrados, servidoras e servidores para a realização de uma eleição limpa, transparente e correta, além do cumprimento das metas. “Sabemos perfeitamente que é uma dupla jornada que temos, mas, não podemos nos esquecer que estamos à frente da Justiça Eleitoral, e acredito que teremos êxito. O TRE-MT está de portas abertas para auxiliá-los e colaborar no que for preciso, pois o aprimoramento desta justiça especializada passa pela agilidade na prestação jurisdicional”.

A vice-presidente e corregedora regional eleitoral, desembargadora Serly Marcondes Alves, frisou que a Corregedoria implementou um relacionamento com os Cartórios Eleitorais, para que as metas passem a ser uma questão natural no desenvolvimento dos trabalhos. “A melhor maneira é termos, diariamente, as metas em mente. A Corregedoria sempre conversa antes, manda antes o alerta para prestar atenção com relação ao prazo de cumprimento. Isso facilita a organização e otimiza o tempo”.

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O juiz-membro e presidente da Comissão de Segurança do TRE-MT, Ciro José de Andrade Arapiraca, colocou a comissão a disposição e destacou o trabalho de juízas e juízes eleitorais na realização do pleito. “Estamos prontos para receber os pleitos e discutir situações que envolvam a segurança de magistrados e magistradas. Gostaria de saudá-los pela atuação na eleição, com votos de que ocorra da forma mais justa, e que seja possível atuarem com sua consciência livre”.

O juiz auxiliar da Corregedoria Regional Eleitoral, Antônio Veloso Peleja Júnior, falou sobre o cumprimento das metas do CNJ. “Destaco que a taxa de congestionamento de processos caiu de 30% para 29,57%. Isso é positivo e devemos continuar nos esforçando para reduzir ainda mais, visando maior celeridade na prestação jurisdicional”.

Consulta pública

O assessor de Planejamento e Gestão Estratégica do TRE-MT, André Régis Emidio, contextualizou as metas nacionais e apresentou resultados de uma consulta pública feita à sociedade quanto às metas. Com relação à Meta 1, que consiste em julgar mais processos que os distribuídos, 83% consideraram que ela será relevante para a Justiça Eleitoral em 2025. A Meta 2, que visa julgar processos mais antigos, continuará relevante para 85% dos respondentes, e com relação à Meta 4, que consiste em julgar processos contra a Administração Pública, à improbidade administrativa e aos ilícitos eleitorais, 95% consideram que será relevante para a Justiça Eleitoral em 2025. Quanto à Meta 9, que visa estimular a inovação no Poder Judiciário, 84% responderam que será relevante no próximo ano.

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A elaboração das metas nacionais de 2025 teve início em junho, com a 1ª Reunião Preparatória. Neste mesmo mês, foi feita a proposta inicial das metas. Em julho, o TRE-MT realizou audiência pública, para colher sugestões e ouvir a população. Em agosto ocorrerá a consolidação das propostas colhidas, para apresentação na 2ª Reunião Preparatória, prevista para setembro. Em outubro será concluído o glossário inicial, para ser validado no Encontro Nacional, que será realizado em novembro deste ano.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Imagem de print da tela do computador que mostram imagens pequenas dos e das participantes da reunião.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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