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Marco Legal do Hidrogênio Abre Caminho para Investimentos, Mas Requer Aperfeiçoamento pela ANP, Afirma Especialista

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No início de agosto, foi sancionado o Projeto de Lei nº 2.308/2023, conhecido como Marco Legal do Hidrogênio, que estabelece diretrizes para o desenvolvimento e regulamentação do hidrogênio de baixo carbono no Brasil. A nova legislação, que recebeu aprovação dos Poderes Legislativo e Executivo, define os tipos de hidrogênio, atribui responsabilidades aos órgãos reguladores e institui políticas públicas para fomentar a tecnologia. Além disso, a Câmara dos Deputados aprovou recentemente um pacote de incentivos de R$ 18 bilhões para impulsionar o setor.

Embora o marco legal represente um avanço significativo, ele ainda precisa ser complementado com regulamentações específicas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), conforme aponta Isabela Morbach, advogada e cofundadora da CCS Brasil. Segundo Morbach, a nova regulamentação é crucial para estabelecer uma base sólida para o setor, garantindo maior segurança jurídica e permitindo que a ANP desempenhe seu papel de fiscalização e regulamentação de forma mais eficaz.

“A criação desses parâmetros é essencial para o desenvolvimento do setor. A regulamentação oferece uma estrutura inicial que permitirá ao regulador supervisionar e orientar a implementação de políticas públicas e regulatórias no futuro,” explica Morbach.

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A especialista observa que diversos projetos voltados para a produção de hidrogênio estavam aguardando a aprovação do marco regulatório. “A nova legislação facilitará investimentos não apenas para desenvolvedores de hidrogênio, mas também para toda a cadeia de fornecimento, incluindo energia elétrica, equipamentos e infraestrutura portuária, já que grande parte do hidrogênio será destinado à exportação,” destaca.

Isabela Morbach também enfatiza a importância das definições sobre os três tipos de hidrogênio (hidrogênio de baixa emissão de carbono, hidrogênio renovável e hidrogênio verde) conforme suas fontes de produção e limites de emissões. Estas definições são fundamentais para direcionar políticas públicas e incentivos. “O incentivo ao hidrogênio de baixa emissão pode ajudar a financiar e desenvolver infraestruturas para outras rotas de produção de hidrogênio que atualmente têm custos mais elevados,” analisa.

A advogada acrescenta que o estímulo ao hidrogênio de baixa emissão de carbono pode impulsionar as atividades de Captura e Armazenamento de Carbono (CCS) no país, uma vez que a CCS é crucial para o controle das emissões totais na atmosfera. O controle dos níveis de Gases de Efeito Estufa (GEE) por quilograma de hidrogênio produzido é um aspecto que ainda precisa ser detalhado pela ANP.

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“A definição do ciclo de vida das emissões de uma atividade determinará quais produções serão consideradas hidrogênio de baixo carbono e influenciará a elegibilidade para incentivos. Por isso, é vital definir esses critérios o quanto antes,” ressalta Morbach.

Com a aprovação do marco legal, as próximas regulamentações ficarão a cargo da ANP, que poderá adaptá-las de acordo com as necessidades específicas do setor. Morbach também destaca a criação de um sistema de certificação para o hidrogênio, que permitirá identificar a origem do produto e a quantidade de emissões de carbono associada.

“A certificação é uma inovação importante que ajudará a desbloquear investimentos. O Brasil passará a classificar o hidrogênio com base na origem da energia utilizada e nas emissões de carbono, abandonando o sistema por cores. Isso permitirá atender a padrões internacionais e aprimorar as regulamentações nacionais,” conclui a especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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GERAR Leite da Zoetis eleva taxa de prenhez em vacas leiteiras de 36,7% para 39,4% no Brasil

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O programa GERAR Leite, iniciativa da Zoetis voltada ao aprimoramento da reprodução bovina, registrou avanço significativo nos índices reprodutivos da pecuária leiteira brasileira em 2025. A taxa média de prenhez em vacas leiteiras passou de 36,7% para 39,4%, segundo levantamento com mais de 450 mil dados coletados em fazendas do país.

Os resultados foram apresentados durante encontros realizados em Uberlândia (MG) e Chapecó (SC), que reuniram cerca de 180 profissionais entre médicos-veterinários, pesquisadores, consultores e técnicos do setor.

Programa GERAR consolida duas décadas de evolução na reprodução bovina

Criado em 2006, o GERAR (Grupo Especializado em Reprodução Aplicada ao Rebanho) nasceu com foco na pecuária de corte e, em 2014, passou a incluir a pecuária leiteira. A iniciativa reúne academia, indústria e profissionais de campo para promover a troca de conhecimento técnico e impulsionar resultados produtivos nas fazendas.

Segundo a Zoetis, o programa se consolidou como uma das principais redes de geração e aplicação de conhecimento em reprodução bovina no Brasil, com foco em eficiência e produtividade.

Levantamento com 450 mil dados aponta avanço da eficiência reprodutiva

O estudo mais recente do GERAR Leite analisou mais de 450 mil registros reprodutivos em propriedades leiteiras brasileiras — o maior volume já coletado pelo programa.

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Os dados indicam evolução nos principais indicadores:

  • Vacas primíparas e multíparas: taxa de prenhez subiu de 36,7% para 39,4%
  • Novilhas: aumento de 42% para 43,9%

Os resultados refletem a maior adoção de boas práticas de manejo, melhorias genéticas e estratégias para redução dos impactos do estresse térmico.

Inseminação Artificial em Tempo Fixo impulsiona ganhos produtivos

A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) segue como uma das principais tecnologias utilizadas para elevar a eficiência reprodutiva nos rebanhos leiteiros.

De acordo com especialistas do programa, a técnica tem contribuído para maior previsibilidade dos resultados e aumento dos índices de prenhez em vacas.

Para Verônica Schvartzaid, gerente de Produto da linha de Reprodução de Ruminantes da Zoetis Brasil e responsável pelo GERAR, o avanço é resultado direto da adoção consistente de tecnologias e recomendações técnicas.

“A adoção consistente de boas práticas e tecnologias reprodutivas gera ganhos concretos para os produtores”, destacou.

Novilhas ainda representam oportunidade de avanço na pecuária leiteira

Durante os encontros do GERAR Leite 2026, especialistas destacaram que a adoção da IATF em novilhas ainda é menor do que em vacas leiteiras, o que representa uma oportunidade de melhoria na eficiência dos sistemas produtivos.

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O uso mais amplo da tecnologia pode antecipar a idade ao primeiro parto, reduzir o intervalo produtivo e aumentar o desempenho econômico das propriedades.

Segundo Francisco Lopes, gerente técnico de Reprodução da Zoetis, cada ganho de tempo no ciclo reprodutivo impacta diretamente os resultados da fazenda.

“Quando falamos de eficiência reprodutiva, cada dia ganho faz diferença para o resultado da fazenda”, afirmou.

Integração entre ciência e campo fortalece pecuária leiteira

Ao completar duas décadas, o GERAR reforça seu papel como ponte entre pesquisa científica, inovação tecnológica e aplicação prática no campo.

A iniciativa busca ampliar a eficiência reprodutiva dos rebanhos leiteiros brasileiros, promovendo capacitação técnica e disseminação de boas práticas em reprodução bovina.

Com os resultados mais recentes, o programa evidencia a evolução contínua da pecuária leiteira nacional, sustentada por tecnologia, gestão e conhecimento aplicado.

Caderno GERAR Leite 2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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