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Agronegócio Aposta no Biodiesel como Caminho para Sustentabilidade

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O setor do agronegócio no Brasil vem intensificando a busca por alternativas mais sustentáveis para minimizar seu impacto ambiental. Em Diamantino, no Mato Grosso, a cerca de 182 quilômetros de Cuiabá, uma das maiores propriedades agrícolas do país concluiu recentemente a colheita de milho utilizando exclusivamente biodiesel em todas as suas operações, desde a semeadura até a colheita, buscando reduzir emissões de CO2.

Essa foi a primeira vez que uma fazenda brasileira adotou o biodiesel em todo o processo produtivo. A propriedade, pertencente a uma grande empresa do setor, realizou modificações em suas máquinas para possibilitar o uso integral desse combustível renovável.

“Realizamos mais de 24 mil horas de testes e constatamos que o biodiesel funciona com a mesma eficiência operacional que o combustível fóssil, mas com a grande vantagem de reduzir as emissões de gases poluentes”, explicou Juliana Lopes, diretora de esmagamento da Amaggi, empresa responsável pela operação.

Uso de Biodiesel Impulsiona Inovação e Sustentabilidade no Campo

O uso do biodiesel demandou pequenas adaptações nos maquinários, principalmente em componentes como mangueiras, visando garantir maior durabilidade dos equipamentos. “As modificações foram mínimas, focadas em prolongar a vida útil das peças. Fora isso, as máquinas operam como sempre”, acrescentou Bruna Mazzante, representante da fabricante de máquinas agrícolas envolvida no projeto.

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Mato Grosso, segundo o Observatório do Clima, lidera as emissões de dióxido de carbono (CO2) no Brasil, devido à sua posição de maior produtor de milho e soja do país. Na última safra, o estado colheu mais de 47 milhões de toneladas de milho e 40 milhões de toneladas de soja, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). O milho é essencial para a produção de etanol, enquanto a soja é a principal matéria-prima do biodiesel B100.

O biocombustível B100, 100% biodegradável, é produzido a partir de matéria orgânica vegetal. Em Lucas do Rio Verde, uma usina de esmagamento processa óleo de soja, que é convertido em biodiesel por meio da adição de metanol e sódio. Elliot Melo, gerente da planta, destacou que a unidade foi projetada para expansão, permitindo que a produção cresça para atender integralmente à demanda futura de biodiesel.

Além da produção de combustível sustentável, o transporte também segue essa linha. A montadora Scania forneceu 100 caminhões movidos a biodiesel B100, eliminando a necessidade de utilizar diesel convencional. “A inovação foi o que nos atraiu. Este projeto conseguiu reduzir até 99% das emissões de CO2, contribuindo significativamente para um futuro mais limpo”, afirmou Marcelo Gallão, diretor da Scania.

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Com esses avanços, o agronegócio brasileiro começa a trilhar um caminho de menor impacto ambiental, adotando tecnologias que conciliam produtividade com a preservação do meio ambiente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

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Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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