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Escolas recebem palestras sobre preservação dos cursos d’água

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Mato Grosso atravessa mais um período de seca. Algumas cidades estão há mais de 20 dias sem chuvas significativas. A estiagem impacta diretamente no nível dos rios, que está cada vez mais baixo. Cenário que reforça ainda mais a importância de ações de educação ambiental para a preservação dos recursos hídricos. Com o objetivo de levar conscientização sobre a importância da água, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e a Associação Rondonopolitana de Proteção Ambiental (ARPA), por meio de uma parceria com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Lourenço, oferecem palestras de graça sobre os cuidados e usos sustentáveis dos recursos hídricos às escolas. 

A palestra intitulada “Água em foco” é resultado da integração dos projetos “CBH (Comitês de Bacias Hidrográficas) nas escolas” e “Água para o futuro – interiorização” e tem como temas a escassez hídrica, saneamento, distribuição de água nos municípios, bacias hidrográficas e comitês de bacias. Especialistas das entidades envolvidas no projeto conduziram o bate papo com os estudantes de forma didática e interativa. 

A presidente do CBH São Lourenço, Milly Siqueira Cardinal de Almeida, conta como surgiu a iniciativa. “A ideia de levar palestras às escolas sobre diversos temas, incluindo a preservação dos recursos hídricos, nasceu da necessidade de educar as futuras gerações sobre a importância da sustentabilidade e da conservação do meio ambiente. Ao levar informações e promover a conscientização desde cedo, busca-se formar cidadãos mais conscientes e engajados na busca por um futuro mais sustentável. Além disso, as escolas são espaços privilegiados para a disseminação de conhecimento e a formação de valores, tornando-se um ambiente ideal para abordar temas como a gestão da água”.

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A palestra tem duração de 50 minutos aproximadamente. Por meio de recursos visuais, ilustrativos e pedagógicos, os alunos puderam acessar assuntos importantes relacionados à sustentabilidade dos cursos d’água e que nem sempre são discutidos de forma objetiva, como secas e inundações, que alteram os padrões de precipitação e impactam diretamente a disponibilidade e a qualidade dos recursos hídricos. Também houve espaço para tirar dúvidas e compartilhar experiências. A palestra é indicada para estudantes que estejam matriculados nos anos finais do Ensino Fundamental. Todas as escolas das cidades que compõem a Bacia Hidrográfica do Rio São Lourenço que quiserem receber a palestra poderão fazer a solicitação.

A primeira unidade de ensino a receber a palestra “Água em foco”, nesta quarta-feira (20/08), foi a Escola Estadual de Desenvolvimento Integral de Educação Básica Alfredo Marien. Cerca de 100 estudantes participaram do momento de formação que aborda a relevância das medidas de preservação ambiental. O diretor da escola, Antônio Alves de Oliveira Neto, destacou a importância da abordagem do assunto. “É essencial falarmos sobre a temática da água. Por mais que aparente abundância, é notável a redução dos recursos hídricos nos últimos anos. Melhor ainda quando falamos de modo local, pois muitas vezes a população foca em problemas de outros locais e desconhece o que acontece com o rio que abastece sua casa. O Comitê será um caminho de informação que poderá conduzir a organização de cobrança das autoridades por mais ações e também da sociedade, alertando sobre os riscos e buscando soluções para um problema real. Para os estudantes, é um momento de enriquecimento de sua formação”.

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Quer levar a palestra para sua escola?

Diretores e/ou coordenadores de escolas com alunos matriculados no segundo ciclo do Ensino Fundamental podem solicitar a realização da palestra “Água em foco”. O pedido poder ser feito pelo número (66) 9 99343636 ou pelo e-mail: [email protected]. Os agendamentos serão feitos de acordo com a disponibilidade da equipe organizadora em compatibilização com as escolas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT investiga contratações temporárias na Educação

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A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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