AGRONEGÓCIO

Presidente da Abrapa Destaca Eficiência e Sustentabilidade como Pilares do Sucesso para o Algodão Brasileiro

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Durante a Cotton Trip 2024, realizada em Cristalina (GO), Alexandre Schenkel, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), concedeu uma entrevista exclusiva à Safras News, na qual abordou as estratégias necessárias para que o Brasil mantenha sua competitividade no mercado global de algodão.

Schenkel destacou a importância de eficiência e produtividade em um cenário de preços baixos do algodão norte-americano e a crescente necessidade de exportação da produção brasileira. “Em períodos de preços baixos, é essencial que mantenhamos uma produção eficiente com custos reduzidos. Devemos estar atentos a todos os detalhes que possam melhorar nossa produtividade e garantir que o custo de produção seja o menor possível,” afirmou Schenkel.

Para a próxima safra, a estratégia inclui a continuidade da venda e a aquisição de insumos com o objetivo de garantir uma produção eficiente. Além de manter a alta produtividade, Schenkel ressaltou a importância de investir em inovação para expandir o consumo interno. “Nossa meta é aumentar a capacidade da indústria nacional para consumir mais da nossa produção e também expandir a comercialização de produtos têxteis brasileiros, tanto no mercado interno quanto externo,” afirmou.

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O presidente da Abrapa também discutiu os desafios e vantagens do Brasil em comparação com os Estados Unidos no mercado global. “O Brasil possui uma grande vantagem com sua alta produtividade e práticas sustentáveis. Produzimos o dobro da produtividade em comparação com o algodão americano. Além disso, cultivamos tanto alimentos quanto fibras na mesma área durante o ano, o que nos torna mais sustentáveis. Cumprimos rigorosamente o Código Florestal e praticamos o plantio direto para proteger o solo e as águas,” explicou Schenkel.

Por fim, Schenkel enfatizou a necessidade de continuar investindo em eficiência para manter a posição de destaque do Brasil. “Somos um dos maiores exportadores de algodão do mundo e precisamos continuar trabalhando para preservar essa posição, com foco na redução de custos e eficiência,” concluiu o presidente da Abrapa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio

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O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.

Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.

Soja lidera crescimento das exportações brasileiras

A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.

Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.

A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.

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Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.

Milho acelera e amplia participação no comércio global

Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.

O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

Portos do Arco Norte ampliam relevância logística

A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.

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Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.

Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.

A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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