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BP Bunge Anuncia Investimento de R$ 530 Milhões na Expansão da Usina Pedro Afonso (TO)

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A BP Bunge Bioenergia, uma das líderes brasileiras nos segmentos de etanol, açúcar e bioeletricidade, revelou um investimento de R$ 530 milhões para a expansão da usina Pedro Afonso, localizada em Tocantins. Este projeto visa elevar a capacidade de moagem da unidade de 2,6 para 3,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra, marcando um crescimento de 30%. Com a conclusão da expansão, prevista para julho de 2026, a capacidade total de moagem da companhia será ampliada para 33,2 milhões de toneladas, consolidando sua posição como uma das maiores do setor.

Durante a safra 2023/2024, a BP Bunge registrou um avanço significativo em seus indicadores financeiros, com uma receita líquida de R$ 8,4 bilhões, refletindo um aumento de 7% em relação à safra anterior e de 39% em comparação com a safra inicial (2020/2021). Desde o início de suas operações, a empresa já investiu R$ 7 bilhões.

O CEO da BP Bunge Bioenergia, Geovane Consul, destacou que o investimento na usina de Pedro Afonso é essencial para sustentar o crescimento da companhia. “Na safra 2023/2024, atingimos um recorde de 28,6 milhões de toneladas de moagem, quase atingindo nossa capacidade atual. A expansão em Pedro Afonso é crucial para continuar avançando e atender nossos objetivos de crescimento”, afirmou Consul.

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Agrícola: Ampliação e Sustentabilidade

Os recursos destinados à expansão da usina também contemplam a área agrícola, com a adição de 6 mil hectares de cana, aumentando a área plantada para 34.760 hectares, um incremento de 20%. Estão previstos ainda a instalação de aproximadamente 20 novos pivôs de irrigação, alimentados por energia renovável gerada pela própria usina.

A nova operação incluirá um sistema de carregamento e aplicação de vinhaça localizada para fertirrigação, uma prática sustentável que já é utilizada com sucesso em outras unidades da BP Bunge. Esta abordagem será aplicada em cerca de 15 mil hectares de canavial, promovendo a agricultura regenerativa e a eficiência no uso de recursos.

Consul observou que atualmente 86% dos 450 mil hectares geridos pela companhia utilizam vinhaça na fertirrigação, e a meta é expandir esse índice para 96%. “O projeto de Pedro Afonso está alinhado com nossos objetivos de sustentabilidade e eficiência”, acrescentou.

Indústria: Inovação e Crescimento

Na esfera industrial, a expansão contempla a implementação de tecnologias avançadas que aumentarão a capacidade de moagem e de cogeração de energia. A unidade passará a gerar 185 GWh/ano de energia limpa, o que representa um volume adicional de 25 mil GWh, suficiente para iluminar uma cidade de aproximadamente 10 mil habitantes por ano. Além disso, a capacidade de produção de etanol será ampliada de 200 milhões para 280 milhões de litros por safra, um aumento de 40%.

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Geovane Consul destacou a importância dessas inovações: “Aumentar a produção de energia renovável e etanol é essencial para nossa competitividade e compromisso com o crescimento sustentável. Estamos cientes dos desafios globais da transição energética e buscamos constantemente maneiras de ampliar nossa contribuição para a descarbonização da economia.”

Empregabilidade e Impacto Regional

O projeto de expansão criará 420 novos empregos diretos e indiretos em Pedro Afonso, elevando o total de postos de trabalho na unidade para 1.671, um aumento de 33%. A fase executiva das obras começa em outubro de 2024, com uma equipe de cerca de 600 pessoas envolvidas até a conclusão em julho de 2026.

Com essa expansão, a BP Bunge reafirma seu papel como um dos principais empregadores da região, atualmente responsável por aproximadamente 47% dos empregos locais, conforme a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2022).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja disparam em maio e ANEC projeta embarques acima de 15,8 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) apontam que os embarques da oleaginosa devem alcançar 15,87 milhões de toneladas em maio, consolidando um avanço expressivo frente ao mesmo período do ano passado.

O levantamento da entidade, com base na programação de navios até a semana 20 de 2026, mostra que o Brasil já exportou 58,97 milhões de toneladas de soja entre janeiro e maio. No mesmo intervalo de 2025, o volume acumulado havia sido de 54,26 milhões de toneladas, indicando crescimento consistente da demanda internacional pelo grão brasileiro.

Soja lidera pauta exportadora do agro brasileiro

Somente na semana entre 24 e 30 de maio, os portos brasileiros devem embarcar cerca de 3,59 milhões de toneladas de soja. Na semana anterior, o volume programado era de 3,41 milhões de toneladas.

Os principais corredores de exportação seguem concentrados nos portos de:

  • Santos
  • Barcarena
  • São Luís/Itaqui
  • Paranaguá
  • Rio Grande

O Porto de Santos lidera novamente a movimentação, com previsão superior a 816 mil toneladas embarcadas na semana analisada.

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A forte presença da China continua sustentando os embarques brasileiros. Segundo a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da soja brasileira entre janeiro e abril de 2026. Espanha e Turquia aparecem na sequência, com 4% cada.

Farelo de soja mantém crescimento nas exportações

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo no acumulado do ano. As exportações do derivado somaram 10,41 milhões de toneladas até maio, acima do registrado no mesmo período de 2025.

Para maio, a expectativa é de embarques próximos de 2,63 milhões de toneladas, reforçando a competitividade do processamento brasileiro no mercado internacional.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia
  • Tailândia
  • Irã
  • Holanda
  • Polônia

A Indonésia lidera as compras externas do produto, com participação de 20% no período analisado.

Exportações de milho avançam, mas ainda abaixo do potencial da safrinha

Os embarques de milho começam a ganhar força, embora ainda estejam distantes do pico sazonal esperado para o segundo semestre. Em maio, a previsão da ANEC aponta exportações de aproximadamente 367 mil toneladas.

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No acumulado do ano, o cereal soma 5,84 milhões de toneladas exportadas. O volume ainda permanece abaixo do ritmo observado em igual período de 2025, reflexo do calendário da segunda safra e da maior retenção do produto no mercado interno.

Os principais compradores do milho brasileiro em 2026 foram:

  • Egito
  • Vietnã
  • Irã
  • Argélia
  • Malásia

O Egito aparece como principal destino, absorvendo 27% das exportações brasileiras do cereal entre janeiro e abril.

Complexo agroexportador mantém força em 2026

Somando soja, farelo, milho, trigo, DDGS e sorgo, o Brasil já movimentou mais de 76,7 milhões de toneladas no acumulado de 2026 até maio, segundo a ANEC.

O desempenho reforça o protagonismo do agronegócio brasileiro no comércio global de grãos, especialmente diante da forte demanda asiática e da competitividade logística dos principais portos nacionais.

Especialistas do setor avaliam que o comportamento do câmbio, os prêmios portuários e o avanço da colheita da safrinha serão determinantes para o ritmo dos embarques nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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