AGRONEGÓCIO

Goiás Abre Inscrições para o Programa de Aquisição de Alimentos PAA Leite

Publicado em

O Governo de Goiás, através da Emater Goiás, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e do Goiás Social, está com inscrições abertas para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Estado de Goiás, na modalidade PAA Leite. Com um orçamento de R$ 10 milhões, o programa tem como objetivo comprar leite integral de produtores locais para beneficiar mais de 17 mil famílias em situação de vulnerabilidade social.

Os interessados em participar do programa devem realizar o cadastramento de suas propostas exclusivamente por meio da Plataforma do PAA Goiás, disponível nos sites da Emater Goiás e da Seapa. O prazo para o envio das propostas é até o dia 23 de agosto.

Rafael Gouveia, presidente da Emater Goiás, ressaltou que a equipe técnica da instituição está preparada para auxiliar os produtores durante o processo de inscrição. “Nosso time foi devidamente treinado sobre o edital do PAA Leite e está disponível para ajudar os produtores no cadastramento de propostas e esclarecer quaisquer dúvidas”, afirmou.

Leia Também:  Agricultura regenerativa ganha espaço e equilibra produtividade com preservação ambiental no campo brasileiro

O PAA Leite tem como meta fomentar a produção de leite entre agricultores familiares e atender às necessidades locais de suplementação alimentar. A previsão é de que aproximadamente 2 milhões de litros de leite sejam distribuídos gratuitamente ao longo de quatro meses.

Essa é a primeira vez que o PAA é implementado na modalidade de Incentivo à Produção e ao Consumo de Leite. O programa prevê que o Estado compre o leite de organizações associativas ou cooperativas de agricultores familiares. Após o beneficiamento, o leite será doado às unidades recebedoras e diretamente aos beneficiários consumidores.

Nesta edição, o programa permitirá que cooperativas e associações de agricultores familiares façam contratos para adquirir e beneficiar o leite, entregando-o na forma de leite em pó ou leite pasteurizado, popularmente conhecido como leite de saquinho.

Os recursos para a execução do programa são provenientes do Fundo de Proteção Social (Protege) do Estado de Goiás. O edital do PAA Leite detalha os formulários que devem ser preenchidos pelas organizações fornecedoras interessadas, além da lista de documentos necessários para a habilitação dos beneficiários fornecedores e recebedores.

Leia Também:  Especialista em furtos de máquinas agrícolas em Goiás é preso pela Polícia Civil em Barra do Garças

O resultado preliminar da seleção será divulgado em 6 de setembro, com período para recursos entre os dias 9 e 11. O resultado final está previsto para ser anunciado em 20 de setembro.

Para conferir o edital completo, acesse: https://goias.gov.br/agricultura/programa-de-aquisicao-de-alimentos-do-estado-de-goias-paa-leite. Para mais informações, acesse o site da Emater Goiás ou procure a unidade local mais próxima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Restrição a antimicrobianos ameaça mercado de R$ 9 bilhões para proteínas animais

Published

on

O agronegócio brasileiro tem um prazo fatal de menos de 90 dias para evitar o fechamento das portas do mercado europeu e britânico. Com a oficialização de novas restrições ao uso de antimicrobianos pela União Europeia, que excluíram o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes, a partir de 3 de setembro.

O impacto econômico é significativo. Apenas em 2025, a União Europeia importou o equivalente a cerca de R$ 9 bilhões em proteínas animais brasileiras. Desse total, aproximadamente R$ 5,3 bilhões corresponderam às exportações de carne bovina e R$ 3,8 bilhões às vendas de carne de frango. Embora o bloco não esteja entre os maiores destinos em volume, é considerado um mercado estratégico por absorver produtos de maior valor agregado e remunerar melhor os exportadores brasileiros.

Além do mercado europeu, o Brasil também corre o risco de enfrentar restrições no Reino Unido. Um ofício enviado nesta semana pelo Ministério da Agricultura aos auditores fiscais federais agropecuários informou que os procedimentos adotados para atender às exigências da União Europeia também deverão ser observados para as exportações destinadas aos britânicos. As medidas abrangem carne bovina, carne de aves, carne equina, pescado, mel, ovos etc.

Segundo o documento, somente poderão ser certificados para a União Europeia e para o Reino Unido os produtos considerados elegíveis aos requisitos relacionados ao uso de antimicrobianos previstos na legislação europeia. A regra passará a valer para certificações emitidas a partir de 3 de setembro de 2026, independentemente da data de chegada da carga ao destino.

Leia Também:  Especialista em furtos de máquinas agrícolas em Goiás é preso pela Polícia Civil em Barra do Garças

O governo brasileiro ainda tenta reverter a decisão. No entanto, o próximo encontro do comitê técnico europeu responsável pela avaliação do tema está previsto apenas para outubro, quando as restrições já terão entrado em vigor. Integrantes do governo avaliam que a questão poderá exigir atuação política em nível mais elevado, inclusive com eventual envolvimento direto do Palácio do Planalto nas negociações com a Comissão Europeia.

Fontes ligadas às discussões classificam a medida como uma barreira comercial injustificada, especialmente após a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia, em 1º de maio. O Ministério da Agricultura afirma que o Brasil segue elevados padrões sanitários e defende o reconhecimento internacional dos controles adotados pelo país.

No ofício encaminhado aos fiscais, a área técnica da pasta determinou que os estabelecimentos habilitados para exportar aos dois mercados implementem controles auditáveis para comprovar o atendimento às exigências relacionadas aos antimicrobianos. Os procedimentos incluem rastreabilidade de animais e matérias-primas, manutenção de registros, segregação entre produtos elegíveis e não elegíveis, além de mecanismos para bloqueio de lotes que percam a condição necessária para certificação.

No caso da carne de aves, os exportadores deverão comprovar que os produtos são provenientes de animais não submetidos aos antimicrobianos proibidos pela legislação europeia. Para a carne bovina, os auditores deverão verificar certificados de transição dos lotes habilitados à exportação, além de conferir informações do Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov) e das Guias de Trânsito Animal.

Leia Também:  Efeitos das Tarifas de Trump Podem Prejudicar Crescimento no Canadá, México e EUA, Afirma OCDE

A regulamentação europeia proíbe o uso, em animais destinados à produção de alimentos exportados ao bloco, de antimicrobianos considerados essenciais para a saúde humana. A lista inclui grupos específicos de antibióticos, antivirais e antiprotozoários reservados ao tratamento de infecções em pessoas.

Segundo informações obtidas pelo governo brasileiro, o Reino Unido também solicitou que o Brasil apresente garantias formais sobre seus sistemas de controle até o dia 2 de setembro. Caso não haja avanço nas negociações, exportadores brasileiros poderão perder acesso a mercados que movimentam bilhões de reais por ano e são considerados estratégicos para as cadeias de proteína animal do país.

A decisão oficializa o entendimento já aprovado em 12 de maio pelo Comitê Permanente das Plantas, dos Animais, dos Alimentos e dos Alimentos para Animais da União Europeia. O regulamento reúne exigências anteriores e atualiza a lista de países que não apresentaram garantias consideradas suficientes para comprovar o controle do uso de antimicrobianos na produção destinada ao mercado europeu.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA