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Açúcar: Mercado Internacional Registra Alta nos Contratos Futuros

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Nesta terça-feira (31), os contratos futuros de açúcar apresentaram alta nas principais bolsas internacionais. O movimento foi impulsionado pela previsão da Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia (ISM), que estima uma queda de 2% na produção de açúcar da Índia para a safra 2024/25, totalizando 33,31 milhões de toneladas.

De acordo com informações do Barchart, a recente queda nos preços do petróleo bruto pode exercer pressão sobre os preços do etanol. Isso pode levar as usinas de açúcar a redirecionarem uma maior proporção de cana-de-açúcar para a produção de açúcar, em vez de etanol, resultando em um aumento da oferta global do produto.

Desempenho nas Bolsas Internacionais

Na ICE Futures de Nova York, o contrato de açúcar bruto para outubro de 2024 fechou em alta de 11 pontos, sendo negociado a 19,12 cts/lb. O contrato para março de 2025 também registrou aumento, subindo 12 pontos para 19,44 cts/lb.

Em Londres, na ICE Futures Europe, o açúcar branco seguiu a mesma tendência de valorização. O contrato para outubro de 2024 subiu US$ 1,90, fechando a US$ 538,60 por tonelada, enquanto o contrato para dezembro de 2024 teve um acréscimo de US$ 1,80, encerrando a US$ 526,70 por tonelada.

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Mercado Doméstico e Outros Produtos

No mercado doméstico, o açúcar cristal apresentou leve alta, com o Indicador Cepea/Esalq registrando a saca de 50 quilos a R$ 132,38, um aumento de 0,61%. O etanol hidratado, por sua vez, continuou em valorização, com o Indicador Diário de Paulínia apontando o biocombustível a R$ 2.705,00/m³, representando uma alta de 0,60%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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