AGRONEGÓCIO

Na exportação do 1º semestre, frango inteiro manteve estabilidade, mas preço médio sofreu o maior recuo

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Correspondendo a pouco mais de 21% do volume total da carne de frango exportada no 1º semestre, o volume de frango inteiro manteve-se relativamente estável em relação ao mesmo período de 2023, com incremento inferior a 1%.

Embora modesto, tal desempenho foi bem melhor que o dos cortes de frango, cujo volume recuou 1,72%. Ou, mais ainda, que o da carne salgada, com recuou de 12,5%. Assim, acima da ave inteira, só os industrializados, com aumento de volume próximo de 8%.

Porém, a despeito da estabilidade, o frango inteiro acabou sofrendo a maior queda de preço, seu valor médio retraindo-se quase 14%. É verdade, aqui, que a carne salgada enfrentou recuo quase similar (13,15%). Mas esta representou menos de 3% do total exportado e, portanto, teve menor peso na balança.

nteressante ressalvar, no entanto, que a redução no preço do frango inteiro está diretamente relacionada à forte valorização do produto um ano atrás. No início de 2023 superou a marca dos US$2 mil/tonelada e acabou encerrando o 1º semestre com um preço médio superior ao dos cortes. Agora, volta a registrar a mesma paridade observada nos últimos quatro anos (2020/2023), negociado por cerca de 95% do valor alcançado pelos cortes.

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Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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