AGRONEGÓCIO

Plataforma Conecta Pequenos Produtores do Paraná ao Mercado Consumidor

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Ao completar dois anos, a plataforma Laços do Agro continua a impulsionar o agronegócio no Paraná, conectando pequenos produtores de 50 cidades ao mercado consumidor. A iniciativa visa integrar mais cooperativas, promover o crescimento sustentável dos pequenos produtores rurais e alcançar um faturamento milionário.

O agronegócio brasileiro, que representa 21,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, é fortemente apoiado pela agricultura familiar, responsável por 5% dessa contribuição. Os pequenos empreendedores rurais, que fornecem hortaliças frescas, café moído e leite, desempenham um papel fundamental na economia nacional. No Paraná, esse protagonismo é fomentado por iniciativas como a Laços do Agro, que conecta produtores e cooperativas ao mercado comprador, reduzindo distâncias e melhorando a eficiência.

“O projeto da Laços do Agro tem alcançado excelentes resultados, com a participação de mais de 50 cidades e mais de 700 produtores que baixaram o aplicativo. Além disso, mais de 20 cooperativas estão utilizando as soluções oferecidas pela Laços do Agro para aprimorar a gestão do estoque de produção, dos contratos de vendas e do cronograma de entrega”, explica Leandro Scalabrin, CEO do grupo SWA, empresa de tecnologia sediada no Paraná, responsável pelo desenvolvimento da plataforma.

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Para 2024, a Laços do Agro projeta um faturamento superior a R$ 3 milhões, com a meta de alcançar 200 cooperativas e mais 20 mil produtores. “Além disso, estamos empenhados em aprimorar nossos painéis de indicadores para auxiliar os governos no desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a agricultura familiar. Com dados mais precisos e abrangentes, poderemos fornecer informações relevantes e atualizadas, permitindo que os governos tomem decisões mais assertivas e efetivas”, detalha Scalabrin.

Tecnologia ao Alcance dos Produtores

A Laços do Agro é uma plataforma acessível via celular, que facilita a gestão de contratos de vendas, cronogramas de entrega e pagamentos, melhorando a eficiência, transparência e comunicação entre produtores, cooperativas e técnicos agrícolas. A interface clara e intuitiva permite que os produtores visualizem suas datas de entrega e registrem cada etapa de suas atividades, enquanto notifica as cooperativas sobre incidentes que possam afetar o cronograma.

Os técnicos agrícolas, em parceria com representantes da Laços do Agro, agendam visitas, monitoram a produção, geram relatórios e recebem notificações sobre quaisquer problemas, simplificando a gestão de todas as fases do processo produtivo. “Buscamos proporcionar uma venda garantida e empoderar os pequenos produtores, inserindo-os em mercados maiores. Queremos mostrar que não é necessário ser um grande produtor para ter segurança na lavoura e alcançar bons resultados”, celebra Scalabrin.

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Inspirado pela Família e Comunidade

Leandro Scalabrin, filho de produtores rurais, transformou os desafios enfrentados por sua família em uma oportunidade de empreender e promover o desenvolvimento local. Crescendo em Realeza, no Paraná, Scalabrin viu na difícil situação dos pequenos produtores uma chance de fazer a diferença. “Cada safra trazia os mesmos desafios: vamos vender? Qual será o preço? Como planejar? Mesmo que meus pais fossem pessoas simples, vindas do campo, sempre nos incentivaram, a mim e a meus irmãos, a estudar e aprender”, explica.

Com formação em tecnologia, Scalabrin buscou maneiras de transformar os problemas do campo em soluções práticas. “Hoje, temos certeza de que a plataforma reúne vários pequenos produtores, os torna grandes, garante a qualidade do produto e a certeza de que o produtor rural vai comercializar cada pé de hortaliça”, destaca.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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