AGRONEGÓCIO

Setor de Cerealistas Defende Equidade Tributária para Manter Competitividade

Publicado em

Entidades representativas do setor agroindustrial, incluindo originação, armazenamento, distribuição de insumos, defensivos agrícolas, exportação de grãos, farelo e laticínios, unem-se em defesa da manutenção da isonomia tributária conforme estipulado pelo Projeto de Lei Complementar n.º 68/2024. Este projeto regulamenta regimes específicos, especialmente o ato cooperativo, previsto na Emenda Constitucional n.º 132, de 20 de dezembro de 2023.

Desde o início das discussões sobre a reforma tributária no Brasil, estas entidades têm expressado preocupação com a possível criação de assimetrias concorrenciais. Tais assimetrias poderiam prejudicar segmentos da agroindústria nacional e revendas de insumos, comprometendo sua viabilidade econômica frente às cooperativas. Em resposta, associações de classe têm se mobilizado para garantir que medidas tributárias não resultem em desequilíbrios no mercado nem em prejuízos aos setores envolvidos.

Jerônimo Goergen, presidente da Associação Brasileira das Empresas Cerealistas do Brasil (ACEBRA), enfatiza a necessidade de justiça fiscal no segmento. “Não buscamos favores ou privilégios tributários. Não podemos permitir tratamentos diferenciados que afetem a livre concorrência e resultem no aumento de alíquotas para toda a sociedade para compensar renúncias fiscais advindas do ato cooperativo ampliado”, explica.

Leia Também:  Brasil defende centro integrado de cooperação policial em Manaus

Segundo nota técnica divulgada pela ACEBRA, qualquer interpretação divergente do ato cooperativo, conforme estabelecido na Lei nº 5.764/1971, poderia criar assimetrias tributárias e de mercado indesejáveis. Isso poderia comprometer princípios constitucionais como a isonomia tributária e a livre concorrência.

As entidades esclarecem que, embora reconheçam o ato cooperativo como uma conquista dos agricultores, este deve ser restrito à relação entre cooperativa e cooperado e não se estender à comercialização de produtos industrializados. Portanto, o setor de cerealistas e industrialização de produtos agropecuários defende a manutenção da isonomia tributária, sem concessões especiais para cooperativas na comercialização de seus produtos.

O setor permanece engajado para que o Congresso Nacional mantenha o texto proposto pelo Executivo Federal em relação ao ato cooperativo, sem ampliações que possam resultar em renúncias fiscais. Além disso, rejeita a ideia de que a regulamentação proposta pelo Projeto de Lei Complementar 68/2024 represente um obstáculo ao cooperativismo brasileiro, garantindo assim os princípios constitucionais de livre concorrência e mercado justo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Dificuldades logísticas faz reduzir volume de trigo exportado pelo Rio Grande do Sul

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

Published

on

O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
Leia Também:  Plano Safra: Setor Agropecuário reivindica R$ 20 bilhões em equalização

Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

Leia Também:  Festival da cultura japonesa em Cuiabá anuncia atrações e reforça programação multicultural

A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA