AGRONEGÓCIO

Festival da cultura japonesa em Cuiabá anuncia atrações e reforça programação multicultural

Publicado em

A programação da 2ª Feira Cultural do Japão – Cuiabá começa a ganhar forma com a confirmação de diversas atrações artísticas, concursos e workshops que prometem transformar o Complexo Biocultural do Porto — Museu do Rio, Aquário Municipal, Orla e adjacências — em um grande espaço de celebração da cultura japonesa entre os dias 26 e 29 de março. O acesso ao evento será por entrada solidária, com a doação de 1 kg de alimento não perecível por dia, que será destinado a instituições filantrópicas.

Com uma agenda diversificada, o festival reunirá música, dança, moda, artes marciais, cultura pop e atividades interativas, oferecendo ao público uma verdadeira imersão nas tradições japonesas e em suas expressões contemporâneas. A proposta é dialogar com diferentes gerações e perfis de visitantes, ampliando o acesso à cultura oriental e fortalecendo o intercâmbio cultural na capital mato-grossense.

Segundo o coordenador-geral do evento, Rafael Yonekubo, a programação foi pensada para aproximar o público de diferentes manifestações culturais do Japão, combinando tradição, entretenimento e aprendizado. “Estamos preparando uma programação bastante rica, que envolve desde concursos tradicionais até apresentações culturais e oficinas. A ideia é permitir que o público vivencie diferentes aspectos da cultura japonesa, seja por meio da música, da dança, das artes marciais ou da cultura pop que hoje também aproxima muitos jovens desse universo”, destaca.

Concursos e cultura pop japonesa

Entre as atrações confirmadas está o tradicional Concurso Miss Nikkei, que valoriza a identidade e a representatividade da comunidade nipo-brasileira. Podem participar mulheres mato-grossenses com ascendência japonesa, com idade entre 16 e 33 anos. As inscrições são destinadas exclusivamente às candidatas do concurso e podem ser feitas pelo site www.missnikkey.com.br.

A programação também inclui competições e desfiles ligados à cultura pop japonesa, como Concurso Cosplay, Concurso J-Pop, Concurso Anime Song, além do Desfile Cosplay e do Desfile J-Fashion, que apresenta referências da moda inspirada no estilo japonês contemporâneo.

Leia Também:  Exportação de açúcar do Brasil soma 3,7 milhões de toneladas e cresce no mês de outubro

Artes marciais e desafios culturais

As artes marciais também terão espaço garantido no festival. Estão previstas apresentações de dois grupos de kendo e demonstrações de karatê no estilo shotokan, conduzidas por praticantes experientes e mestres da modalidade.

Entre as atividades interativas está ainda o Campeonato de Jan Ken Po, versão competitiva do tradicional jogo japonês conhecido como “pedra, papel e tesoura”, além do Desafio do Saque, competição de tênis de mesa aberta à participação do público.

A programação contará também com apresentações culturais do Grupo D’soul e do Matsuri Dance, que traz coreografias inspiradas nos festivais tradicionais japoneses.

Música e performances ao longo do festival

O palco da Feira Cultural do Japão receberá apresentações musicais durante os quatro dias de evento. Entre os artistas confirmados estão Joe Hirata, presença já consagrada em festivais da comunidade japonesa, além das cantoras Isadora Akemi e Sayuri Hirata, conhecida no universo das trilhas de anime e o apresentador Kendi Yamai.

Também estão confirmadas apresentações de Akane + Violão, Wadan + Taiko, o mágico Édson Iwasaki e sessões de karaokê, uma tradição bastante presente nas comunidades nipo-brasileiras.

Outro destaque será a apresentação dos grupos de taiko, tradicionais tambores japoneses que unem música, ritmo e performance cênica. Estão confirmados os grupos Matsuri Daiko e Raiden, que prometem levar ao palco a força e a energia dessa expressão cultural.

Workshops aproximam o público da tradição japonesa

Além das apresentações e concursos, o festival também terá uma programação educativa com workshops abertos ao público. As oficinas confirmadas incluem Matsuri Dance, J-Pop / K-Pop, Sanshin, Taiko e Origami, proporcionando aos visitantes a oportunidade de aprender técnicas e tradições diretamente ligadas à cultura japonesa.

Leia Também:  Minerva Foods impulsiona capacitação de mais de 30 mil colaboradores com plataforma global de aprendizagem corporativa

A proposta é ampliar o acesso do público ao conhecimento cultural, incentivando a participação ativa e a troca de experiências entre artistas, praticantes e visitantes.

Festival reforça diversidade cultural e desenvolvimento local

A segunda edição da Feira Cultural do Japão dá continuidade ao movimento de valorização cultural iniciado em 2025, quando o evento voltou a acontecer em Cuiabá após uma década. O sucesso da retomada impulsionou o crescimento da programação e da estrutura para 2026.

A organização prepara uma estrutura ampliada, com mais de 30 operações de alimentação e cerca de 60 operações de bazar e artesanato, reunindo produtos orientais e regionais. A expectativa é oferecer uma experiência completa ao público, aliando cultura, gastronomia, entretenimento e geração de oportunidades para empreendedores locais.

A Feira Cultural do Japão – Cuiabá 2026 é realizada pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, em parceria com a Associação Nipo Cuiabá, fortalecendo os laços históricos entre a cultura japonesa e a sociedade cuiabana.

Além de celebrar tradições e promover intercâmbio cultural, o evento também reforça seu compromisso social por meio da entrada solidária, destinando os alimentos arrecadados a instituições filantrópicas da região.

SERVIÇO

Evento: 2ª Feira Cultural do Japão – Cuiabá
Data: 26 a 29 de março de 2026
Local: Complexo Biocultural do Porto (Museu do Rio, Aquário Municipal, Orla e adjacências) – bairro Porto, Cuiabá
Entrada solidária: 1 kg de alimento não perecível por dia
Realização: Prefeitura de Cuiabá / Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura
Corealização: Associação Nipo Cuiabá
Inscrições para o Concurso Miss Nikkei: www.missnikkey.com.br

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil prevê colher 186 milhões de toneladas, mas depende do clima

Published

on

O Brasil iniciou o plantio de uma safra de soja que poderá se aproximar de 186 milhões de toneladas e estabelecer um novo recorde. O potencial está sustentado por uma área estimada entre 49 milhões e 49,3 milhões de hectares, mas a confirmação desse volume dependerá da distribuição das chuvas nos próximos meses. Com o El Niño, o país começa a temporada diante de riscos opostos: excesso de água no Sul e precipitações atrasadas ou irregulares em partes do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

As projeções disponíveis colocam a produção brasileira entre 183,5 milhões e 185,6 milhões de toneladas. A estimativa mais recente da consultoria StoneX aponta 183,5 milhões de toneladas, enquanto a Datagro Grãos calcula um potencial de 185,6 milhões. Os números ainda são preliminares e partem de uma condição fundamental: produtividade próxima ou superior à média esperada.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ainda não apresentou o primeiro levantamento oficial da safra 2026/27. Por enquanto, as estimativas das consultorias mostram crescimento moderado sobre a colheita anterior, diferentemente dos saltos registrados pelo país em outros ciclos. A área deverá avançar menos de 1%, no menor ritmo de expansão das últimas duas décadas.

A primeira estimativa da AgRural aponta 49,006 milhões de hectares, aumento de 443 mil hectares ou 0,9% sobre a temporada passada. A Datagro trabalha com 49,3 milhões de hectares, alta de 0,3%. Apesar da diferença entre os levantamentos, ambos indicam que o Brasil deverá ampliar o cultivo de soja pelo 20º ano consecutivo.

Com pouca expansão territorial, o resultado será decidido principalmente pela produtividade. A estimativa da Datagro, por exemplo, considera rendimento médio de 3.763 quilos por hectare. Uma variação de apenas 100 quilos na produtividade nacional, aplicada sobre uma área próxima de 49 milhões de hectares, pode acrescentar ou retirar quase 5 milhões de toneladas da safra.

O plantio começou pelo Paraná, onde as chuvas permitiram a entrada das máquinas em parte das áreas liberadas desde 1º de setembro. Até quinta-feira (3), aproximadamente 0,05% da área nacional havia sido semeada, ante 0,02% no mesmo período do ano passado. Mato Grosso, responsável por mais de um quarto da produção brasileira, também está autorizado a plantar desde segunda-feira (7).

Leia Também:  Nova Lei do Crédito altera regras e aumenta desafios jurídicos para empresas

A abertura do calendário, porém, não significa que todas as regiões estejam prontas para receber as sementes. No Centro-Oeste, o produtor precisa esperar que as primeiras precipitações reponham a umidade do solo e apresentem sinais de continuidade. Uma chuva isolada pode ser insuficiente para garantir a germinação e o desenvolvimento inicial das plantas.

O risco é colocar a semente no solo depois de uma primeira chuva e enfrentar, em seguida, vários dias de calor e baixa umidade. Nessa situação, a germinação pode ser desuniforme e obrigar o produtor a refazer parte da operação, elevando os gastos com sementes, combustível, máquinas e mão de obra.

O alerta amarelo emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para esta terça-feira (8) prevê chuva de até 50 milímetros, ventos de até 60 quilômetros por hora e possibilidade de granizo em áreas de mais de 1.170 municípios. O aviso alcança São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Tocantins, Maranhão, Pará e Rondônia.

A abrangência da instabilidade inclui parte importante da região produtora de soja, mas uma tempestade isolada não representa, necessariamente, o início regular do período chuvoso. Para a implantação das lavouras, mais importante do que um grande volume concentrado em um único dia é a continuidade das precipitações nas semanas seguintes.

Em áreas ainda semeadas ou recém-implantadas, chuva intensa acompanhada de ventos e granizo também pode causar erosão, formação de crostas no solo, deslocamento de sementes e danos às plântulas. O Inmet classifica como baixo o risco de estragos generalizados nas plantações dentro do atual alerta, mas recomenda acompanhamento das atualizações meteorológicas.

O El Niño deverá produzir efeitos diferentes em cada região. No Sul, a tendência é de chuvas mais frequentes e volumes acima da média. A condição pode favorecer o potencial produtivo, especialmente no Rio Grande do Sul, depois de temporadas marcadas por estiagens. A própria StoneX elevou sua previsão nacional ao considerar uma perspectiva melhor para a produtividade gaúcha.

O excesso de chuva, entretanto, também traz riscos. Solos encharcados dificultam a semeadura, reduzem as janelas para a entrada de máquinas e podem provocar erosão. Depois da emergência, períodos prolongados de umidade aumentam a pressão de doenças fúngicas, como ferrugem-asiática, mofo-branco, mancha-alvo, antracnose e podridões de raiz.

Leia Também:  Ibovespa inicia o dia com tendência positiva antes de dados do mercado de trabalho dos EUA

No Centro-Oeste e no Sudeste, a principal dúvida está relacionada ao início e à regularidade das chuvas. O El Niño pode elevar as temperaturas, reduzir a umidade do ar e atrasar a consolidação das precipitações da primavera. Em Mato Grosso, onde são esperados 13,05 milhões de hectares de soja, o ritmo inicial da semeadura deverá ser definido pela condição de cada região e não apenas pelo calendário oficial.

O momento escolhido para plantar também afeta a segunda safra. Atrasos na soja podem empurrar o milho e o algodão para períodos de menor disponibilidade de água. Plantar cedo demais, por outro lado, aumenta o risco de replantio. O desafio é encontrar umidade suficiente para estabelecer a soja sem comprometer a janela das culturas seguintes.

No Norte e no Nordeste, incluindo áreas da fronteira agrícola do Matopiba, a preocupação está na possibilidade de precipitações abaixo da média e mal distribuídas. A irregularidade pode atrasar o plantio e expor as lavouras a períodos de falta de água em fases decisivas, como floração e enchimento dos grãos.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) recomenda que os produtores respeitem o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), evitem concentrar toda a semeadura em poucos dias e combinem cultivares de ciclos diferentes. O escalonamento distribui o risco e reduz a possibilidade de toda a área atravessar uma estiagem ou um período de excesso de chuva na mesma fase de desenvolvimento.

A manutenção da palhada também terá papel importante. Em áreas mais secas, a cobertura reduz a evaporação, protege o solo do calor e favorece a infiltração da água. Nas regiões sujeitas a chuvas intensas, ajuda a diminuir o impacto das gotas e a perda de terra por erosão. Em terrenos inclinados, plantio em nível e terraceamento aumentam a proteção.

A safra começa com potencial para renovar o recorde brasileiro, mas ainda não há produção garantida. A área pode ser medida antes do plantio; a produtividade, somente depois que o clima atravessar todo o ciclo. Entre a projeção de 183,5 milhões e o teto próximo de 186 milhões de toneladas, a diferença será escrita pela chuva.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA