AGRONEGÓCIO

Expoleite 2024 Amplia Horizontes com Café e Suinocultura em Destaque

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A 50ª edição da Expoleite, celebrada por sua dedicação à qualidade do leite dos Campos Gerais através do Gado Holandês, expande sua abrangência este ano para incluir café e suinocultura. Organizada pela Capal Cooperativa Agroindustrial, a feira se destaca nacionalmente como um ponto de encontro crucial para produtores e especialistas do setor agropecuário.

Encontro de Cafeicultores: Novidade na Programação

Uma das novidades desta edição é o primeiro Encontro de Cafeicultores, voltado para associados da Capal do Paraná e São Paulo. Este evento inaugural oferecerá palestras abrangentes sobre as potencialidades do café, destacando os cenários de mercado e as expectativas para a safra de 2024. Fernando Maximiliano, gerente de Inteligência de Mercado Café da Stonex, e Luiz Saldanha, especialista local, serão os palestrantes, abordando desde tendências globais até o impacto do café nos negócios da cooperativa.

Eliel Magalhães Leandro, Diretor Comercial da Capal, ressalta a estratégia de incluir os cafeicultores no evento, enfatizando o papel crucial do café nos negócios da cooperativa.

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7º Encontro de Suinocultores: Aprofundamento e Networking

Simultaneamente, o tradicional 7º Encontro de Suinocultores abrirá a programação no Pavilhão Principal às 8h do dia 11. Pecuaristas terão a oportunidade de aprimorar conhecimentos e compartilhar experiências sobre o setor. Palestrantes renomados como Luís Rua, da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), e Joel Girardello, nutricionista da Aurora Coop, discutirão temas cruciais como exportações, importações e nutrição na suinocultura.

Detalhes e Informações Práticas

A Expoleite 2024 ocorrerá de 11 a 13 de julho no Parque de Exposições Capal, em Arapoti/PR, com entrada gratuita. Para mais informações, visite o site oficial da Capal Cooperativa Agroindustrial. Este evento promete ser uma oportunidade imperdível para atualizações e networking no setor agropecuário brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Pesquisa revela que manejo adequado do solo aumenta infiltração de água e fortalece lavouras contra estiagens

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A compactação do solo tem se consolidado como um dos principais desafios para a produtividade agrícola no Brasil, especialmente em regiões que enfrentam períodos recorrentes de estiagem. Além de restringir o crescimento das raízes, o problema reduz a infiltração de água, limita a circulação de oxigênio no perfil do solo e compromete a eficiência do sistema de plantio direto, amplamente adotado nas principais regiões produtoras de grãos.

Com o objetivo de identificar alternativas capazes de minimizar esses impactos, pesquisadores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), campus Ibirubá, conduziram estudos que avaliaram práticas de manejo voltadas à melhoria das condições físicas e químicas do solo sem a necessidade de revolvimento intenso da área.

Descompactação do solo melhora infiltração e ambiente radicular

As pesquisas foram realizadas em áreas experimentais do IFRS e analisaram os efeitos da descompactação mecânica combinada com a aplicação de corretivos agrícolas, como calcário e gesso, sobre os atributos do solo e o desempenho da cultura da soja.

Os estudos compararam diferentes estratégias de manejo dentro do sistema de plantio direto, buscando compreender como a redução da compactação pode favorecer a infiltração de água, melhorar o ambiente radicular e aumentar a eficiência no uso dos recursos disponíveis pelas plantas.

De acordo com os resultados obtidos, a associação entre descompactação mecânica e calagem apresentou os melhores indicadores para a correção da acidez em camadas subsuperficiais do solo.

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Os pesquisadores observaram que o pH permaneceu mais elevado nas áreas onde foi utilizado o descompactador rotativo em conjunto com a aplicação de calcário, indicando maior movimentação do corretivo para profundidades superiores às observadas nos tratamentos com aplicação exclusivamente superficial.

Enquanto a calagem tradicional concentrou seus efeitos nos primeiros 10 centímetros do perfil do solo, os manejos que incluíram a descompactação apresentaram benefícios perceptíveis até aproximadamente 15 centímetros de profundidade.

Ganhos na produtividade da soja reforçam benefícios do manejo

Além das melhorias químicas, os estudos também identificaram reflexos positivos na estrutura física do solo e no desempenho das lavouras.

As áreas submetidas à descompactação registraram ganhos numéricos de produtividade, com rendimento médio próximo de 200 quilos por hectare acima da média geral do experimento. Também foram observados aumentos no peso de mil grãos nos tratamentos que receberam correção do solo.

Segundo os pesquisadores, a melhoria da estrutura física favorece o armazenamento de água no perfil do solo, contribuindo para reduzir os efeitos dos períodos de déficit hídrico e aumentando a capacidade das plantas de enfrentar condições climáticas adversas.

Saúde do solo ganha papel estratégico no agronegócio

A crescente frequência de estiagens e a necessidade de elevar a produtividade sem expansão de área tornam o manejo adequado do solo uma estratégia cada vez mais relevante para a sustentabilidade da produção agrícola.

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Para Silmo de Ávila, diretor da Agross do Brasil, a pesquisa reforça a importância da integração entre ciência e campo para o desenvolvimento de soluções eficientes.

“Hoje, quando o produtor enfrenta estiagens mais frequentes e precisa produzir mais sem ampliar área, olhar para a saúde do solo passou a ser uma questão estratégica. Ver uma instituição como o IFRS estudando os impactos da compactação e avaliando tecnologias voltadas à infiltração de água e à preservação do plantio direto reforça a importância de aproximar pesquisa e realidade do campo. O produtor precisa de soluções que tragam resultado prático e ajudem a construir lavouras mais resilientes no longo prazo”, afirma.

Solo saudável é aliado da produtividade e da segurança hídrica

Os resultados obtidos pelo IFRS evidenciam que práticas de manejo voltadas à redução da compactação podem gerar benefícios que vão além do aumento da produtividade, contribuindo para melhorar a infiltração de água, ampliar a eficiência do uso dos corretivos agrícolas e fortalecer a resiliência das lavouras diante dos desafios climáticos.

Em um cenário de crescente variabilidade do clima, investimentos em qualidade física e química do solo tornam-se cada vez mais importantes para garantir sustentabilidade, estabilidade produtiva e competitividade ao agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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