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Evento Mundial de Avicultura Retorna à EuroTier 2024 com Foco em Novas Tecnologias

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A automação das granjas, o uso de Inteligência Artificial (IA) no manejo animal e a produção sustentável de aves e ovos são os principais temas do World Poultry Show, evento que ocorre paralelamente à EuroTier 2024. A feira será realizada de 12 a 15 de novembro no Centro de Feiras de Hanover, na Alemanha, e é organizada pela Sociedade Agrícola Alemã (DLG) a cada dois anos. Reconhecida como a principal feira mundial na produção de proteína animal, a EuroTier contará com mais de 2 mil expositores de 60 países.

O World Poultry Show, com mais de 300 expositores especializados na indústria avícola, destaca-se pelas novas tecnologias e pesquisas que visam otimizar a produção e comercialização de aves e ovos. Entre os temas abordados na edição deste ano estão biossegurança, saúde e bem-estar animal, redução da pegada de carbono e o uso de novas tecnologias no manejo dos animais.

“A demanda global por carne de aves e ovos está crescendo, e questões como bem-estar animal, redução do uso de antibióticos e emissões dos aviários são centrais nos debates do World Poultry Show”, afirma Sven Häuser, coordenador do programa técnico da EuroTier 2024.

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil produziu cerca de 14,8 milhões de toneladas de frango no último ano, posicionando-se como o segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. Do total produzido no Brasil, 34,65% são destinados ao mercado externo, tornando o país o maior exportador de carne de frango do mundo. “O Brasil é um mercado chave para o desenvolvimento de novas tecnologias na avicultura, e há grande expectativa quanto à participação brasileira nesta edição, tanto de visitantes quanto de expositores”, explica Brena Bäumle, diretora da Bäumle Organização de Feiras, representante oficial da DLG no Brasil.

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A ICC Brazil, especializada em soluções naturais inovadoras para nutrição e saúde animal, é uma das empresas brasileiras confirmadas para a edição deste ano. “Participamos da EuroTier desde 2010 e estamos entusiasmados em apresentar nossas soluções naturais e sustentáveis à base de levedura de etanol brasileira, que contribuem para uma produção animal mais segura e eficiente”, ressalta Fernando Braga, Gerente de Marketing Global da ICC.

Inteligência Artificial na Avicultura

O World Poultry Show contará com uma extensa programação de conferências, mesas redondas e exposições que trazem as principais inovações e tendências em avicultura, saúde animal, alimentação e comercialização de aves e ovos. Um dos destaques é o DLG Spotlight, que abordará o tema “IA na Avicultura”, destacando os avanços tecnológicos na automação e digitalização da indústria avícola. As soluções apresentadas incluem desde a determinação do sexo do animal ainda dentro do ovo até plataformas digitais para monitoramento da saúde e das condições ambientais das granjas. “A digitalização desempenha um papel central na indústria avícola, apoiando os agricultores tanto no manejo dos animais quanto na administração das propriedades”, explica Häuser.

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EuroTier: Líder em Produção Animal

Além do foco na avicultura, a EuroTier é a principal feira mundial na produção animal, apresentando inovações em genética, recursos alimentares e operacionais, sistemas de criação e alimentação. Com expectativa de mais de 120 mil visitantes de 150 países, a feira abrange os setores de avicultura, pecuária, suinocultura, aquicultura, proteínas alternativas, tecnologia climática e ambiental, digitalização, ordenha e resfriamento, manejo de esterco, transporte, processamento, vendas e marketing, além de serviços para a produção agrícola.

“O portfólio da EuroTier cobre toda a cadeia de valor dos alimentos de origem animal, atraindo cada vez mais brasileiros. Na última edição, tivemos cerca de 500 visitantes brasileiros e esperamos superar esse número este ano”, ressalta Brena Bäumle. A feira também destaca-se pelo grande número de pavilhões nacionais, reforçando sua importância global. As maiores delegações vêm do Canadá, China, Finlândia, França, Irlanda do Norte, Coreia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportação de suco cresce 9,6% e receita atinge R$ 2,46 bilhões

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As exportações brasileiras de suco de laranja pelo Porto de Santos cresceram 9,6% entre julho e setembro, primeiro trimestre da safra 2026/27, e alcançaram 203,2 mil toneladas. A recuperação dos embarques, porém, veio acompanhada de queda de 34,4% na receita, que ficou no equivalente a R$ 2,46 bilhões. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

O contraste entre volume e faturamento mostra que o setor vendeu mais produto, mas recebeu menos por tonelada exportada. Cálculo feito a partir dos números divulgados indica redução de aproximadamente 40% no valor médio dos embarques: de cerca de R$ 20,2 mil para R$ 12,1 mil por tonelada equivalente, utilizando a mesma taxa de conversão nos dois períodos.

Esse indicador corresponde à receita média obtida com a exportação de suco, e não ao preço pago pela caixa de laranja ao produtor. Ainda assim, ajuda a dimensionar o ambiente comercial em que a indústria negocia a matéria-prima e escoa sua produção.

Apesar da alta sobre o primeiro trimestre da safra 2025/26, o volume embarcado permanece 14% abaixo da média de 237 mil toneladas registrada nos mesmos meses das últimas cinco safras. O diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, avalia que a retomada é positiva, mas ressalta essa distância em relação ao histórico recente.

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Os volumes são expressos em equivalente de suco de laranja concentrado e congelado, conhecido pela sigla inglesa FCOJ, a 66 graus Brix. Essa padronização permite comparar embarques de sucos com diferentes concentrações.

Estados Unidos e Canadá, considerados em conjunto no levantamento, foram o principal destino, com 96 mil toneladas e receita equivalente a R$ 1,14 bilhão. As compras cresceram 6,4% em volume, enquanto o faturamento recuou 32,7% em relação ao mesmo trimestre da temporada anterior. Os dois países responderam por 47,2% dos embarques por Santos.

A Europa recebeu 91,8 mil toneladas, com receita equivalente a R$ 1,12 bilhão. O volume aumentou 4,8%, mas o faturamento caiu 39,7%. Com participação de 45,2%, o mercado europeu e o grupo formado por Estados Unidos e Canadá concentraram 92,4% das exportações acompanhadas pela entidade.

A mesma diferença entre quantidade vendida e receita apareceu nos mercados asiáticos. A China comprou 7,3 mil toneladas, alta de 111,5%, mas o faturamento diminuiu 4,7%, para o equivalente a R$ 90,36 milhões. O Japão recebeu 2,7 mil toneladas, avanço de 66,9%, com receita de R$ 36,65 milhões, queda de 22,5%.

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Os demais destinos, reunidos na categoria “outros mercados”, tiveram desempenho diferente: as compras cresceram 104,9%, para 5,3 mil toneladas, e a receita aumentou 28,2%, para R$ 74,30 milhões. A participação desse grupo, contudo, foi de apenas 2,6% do volume total.

Para o citricultor, a recuperação dos embarques representa uma melhora no escoamento do suco. A redução da receita média, contudo, limita o sinal positivo que o aumento das vendas externas poderia transmitir às negociações da laranja destinada ao processamento.

Em análise publicada em setembro, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), já apontava que a demanda externa enfraquecida e as dificuldades de escoamento mantinham pressionados os valores da fruta para a indústria. A avaliação abrangia tanto as compras sem contrato de longo prazo quanto as renegociações contratuais.

O balanço do trimestre registra, portanto, uma recuperação parcial: mais suco embarcado, mas ainda abaixo da média recente e com menor receita por tonelada. Para a cadeia citrícola, o avanço das quantidades precisará ser acompanhado de melhora no valor das vendas para ampliar seus efeitos sobre a remuneração da produção.

Fonte: Pensar Agro

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