AGRONEGÓCIO

Colheita de Soja no Paraná Atinge 90% da Área Plantada; Produção Deve Crescer 14%

Publicado em

Até o dia 24 de março, os produtores paranaenses de soja já haviam colhido mais de 90% da área destinada ao cultivo do grão no Estado. Segundo o boletim mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a expectativa para a safra 2024/2025 é de um aumento de 14% na produção em comparação à safra anterior. A produção total pode atingir 21,189 milhões de toneladas, impulsionada pela manutenção da área cultivada e pelo aumento da produtividade.

O Deral estima que a produtividade da soja nesta safra será de 3.673 quilos por hectare, superando a média de 3.200 quilos por hectare registrada na safra 2023/2024. De acordo com técnicos da Seab, o desempenho superior está relacionado tanto às condições climáticas favoráveis durante o desenvolvimento da lavoura quanto à adoção de técnicas de manejo aprimoradas pelos agricultores paranaenses.

Em relação à área plantada, o cultivo de soja permaneceu estável, com 5,786 milhões de hectares destinados à cultura. Com o aumento da produtividade média, o volume total da soja deve alcançar a estimativa de 21 milhões de toneladas, representando um crescimento significativo.

Leia Também:  Expectativas de inflação em 3,5% incomodam e desancoragem gera um custo, diz diretor do BC

A colheita do grão avançou consideravelmente nas últimas semanas, com um aumento de nove pontos percentuais em uma semana, saindo de 81% para 90% da área colhida. Além disso, a qualidade das lavouras melhorou substancialmente. Até a semana passada, 87% das lavouras estavam em boas condições, 12% em estado mediano e 1% apresentavam uma avaliação ruim. No levantamento mais recente, a proporção de lavouras bem avaliadas subiu para 90%, enquanto as de condição mediana reduziram para 10%, sem registros de lavouras em estado ruim.

Desempenho das Outras Culturas

O Deral também compartilhou informações sobre o desempenho de outras culturas no Estado. A primeira safra de milho já está praticamente concluída, com 92% da área plantada colhida. A produtividade apresentou grande variação devido às condições climáticas. Quanto à segunda safra de milho, restam apenas áreas isoladas que sofreram com a falta de chuvas, representando os 10% restantes a serem colhidos.

A produção de batata-doce e mandioquinha-salsa segue com boas perspectivas financeiras, enquanto a colheita de mandioca de dois ciclos ocorre dentro das expectativas. As lavouras de mandioca de um ciclo também estão se desenvolvendo bem, favorecidas pelo clima e pelo manejo adequado. A colheita de arroz irrigado também está em andamento e deve se estender pelos próximos meses, especialmente nas áreas replantadas devido à enchente no Vale do Rio Ivaí, que apresentam boas condições vegetativas.

Leia Também:  Missão europeia conclui avaliação da cadeia avícola no Brasil em São Paulo

O amendoim, por sua vez, foi afetado pela seca em áreas onde o plantio ocorreu mais cedo, resultando em produtividade abaixo do esperado. Contudo, as lavouras semeadas mais tarde estão apresentando bom desempenho, o que deve ajudar a equilibrar as perdas do plantio antecipado.

Quanto às pastagens, o cenário é positivo. A recuperação das áreas de pastagem tem sido satisfatória, o que facilitará o manejo do gado pelos criadores.

Relatórios Complementares

Para mais informações sobre o desempenho da agropecuária paranaense, os boletins semanais do Deral estão disponíveis, oferecendo dados detalhados sobre o clima e as condições de cultivo. Acesse os boletins no site oficial da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná aqui. https://www.agricultura.pr.gov.br/Pagina/Conjuntura-Boletim-da-Semana-132025

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Published

on

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  Câmara aprova criação da CPR-SIM para ampliar acesso ao crédito da agricultura familiar

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Soja oscila entre alta e correção em Chicago; clima nos EUA, petróleo e demanda global seguem no radar do mercado

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA