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Secretariado reforça planejamento estratégico com conselheiro e técnicos do TCE

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O auditório da Secretaria Municipal de Educação foi palco, na manhã desta quarta-feira (22), de um encontro decisivo entre os principais nomes da gestão do prefeito Abilio Brunini. Secretários e lideranças técnicas demonstraram o que o próprio prefeito definiu como “sangue nos olhos”: motivação para mudanças, inovação e renovação da esperança em resgatar Cuiabá. A reunião teve como foco o planejamento estratégico da administração e contou com a presença do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Valter Albano.

Durante a abertura, Abilio ressaltou que, mesmo diante de uma madrugada marcada por uma grave ocorrência social, fez questão de estar presente. “O planejamento estratégico é de suma importância para o município, tanto quanto outras demandas. Temos que seguir com um plano factível, com expectativas reais, mas que nos coloque com sangue nos olhos para executar”, afirmou. Ele também criticou os planos genéricos do passado: “Durante muito tempo, o plano de Cuiabá era não ter plano. Isso precisa mudar”.

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Valter Albano destacou que planejamento e organização são pilares indispensáveis para concretizar os compromissos assumidos em campanha. “Planejamento é essencial para que os gestores eleitos consigam entregar à sociedade aquilo que prometeram. Não se pode governar sem saber para onde se quer ir”, frisou o conselheiro, que recebeu elogios públicos de Abilio e de outros membros da equipe.

Coordenador político da gestão, Ananias Filho reforçou a responsabilidade dos secretários. “O planejamento não é feito por uma mão só. Cada um precisa dar subsídio ao prefeito para que ele possa administrar com competência. A aula que o conselheiro deu hoje foi fundamental. Quem não aproveitou, perdeu a chance de se abastecer dessa fonte”, destacou.

O encontro também serviu como alerta para a necessidade de uma administração descentralizada, com metas claras e atuação técnica eficiente. “Vamos descobrir competências — e também as incompetências. Mas o prefeito confia em cada nome que escalou. É hora de mostrar serviço”, completou Ananias.

#PraCegoVer

O prefeito Abilio está discursando sobre os planos e estratégias para alcançar os objetivos firmados em campanha. Ao fundo há muitas pessoas sendadas no auditório atentos as suas falas.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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