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Produção de Café no Brasil: Análise da Safra 2024 por Região Geográfica

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A estimativa para a safra de cafés do Brasil em 2024 aponta para um volume físico de 58,81 milhões de sacas de 60kg, cultivadas em uma área total de 1,9 milhão de hectares. Esses números representam um incremento significativo em relação ao ano anterior, refletindo um crescimento de 6,8% na colheita e um aumento de 1,5% na área plantada, com uma produtividade média de 30,9 sacas por hectare.

Região Sudeste: Liderança Absoluta

A Região Sudeste se destaca como a maior produtora de café do país, contribuindo com 87% da produção nacional estimada em 51,17 milhões de sacas. Essa safra é cultivada em uma área de 1,69 milhão de hectares, representando 89% da área total dedicada à cafeicultura no Brasil. Comparado ao ano anterior, houve um crescimento de 1,9% na área plantada.

Região Nordeste: Crescimento Sólido

A produção nordestina está estimada em 3,56 milhões de sacas, equivalendo a 6% da safra nacional. Esta é cultivada em uma área de 101,37 mil hectares, representando cerca de 5,4% da área total de café no Brasil. Houve um crescimento de 3,6% na área plantada em comparação ao ano anterior.

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Região Norte: Desafios de Redução

A Região Norte estima uma produção de 2,74 milhões de sacas, representando 4,6% da produção nacional. Cultivada em 54,35 mil hectares, essa área representa aproximadamente 2,9% da área total de cultivo de café no Brasil, com um decréscimo de 11,1% na área plantada comparado a 2023.

Região Sul: Estabilidade com Ligeira Queda

A produção estimada para a Região Sul é de 706,3 mil sacas em 2024, refletindo uma leve queda de 1,7% em relação ao ano anterior. A área de produção diminuiu em 0,6%, passando de 25,82 mil hectares para 25,67 mil hectares, correspondendo a 1,4% da área nacional.

Região Centro-Oeste: Crescimento Expressivo

A Região Centro-Oeste registra uma safra estimada de 534,3 mil sacas para 2024, um aumento significativo de 15,6% em comparação ao ano anterior. A área de produção também cresceu 3,9%, alcançando 17,53 mil hectares, representando menos de 1% da produção nacional.

Esses dados, compilados no Sumário Executivo do Café – Junho 2024 pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, refletem o dinamismo e a expansão da cafeicultura brasileira, destacando as diferentes realidades regionais e suas contribuições para o cenário nacional.

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Sumário Executivo do Café – junho 2024

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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JBS lucra US$ 221 milhões no 1º trimestre de 2026 e operações no Brasil ajudam a compensar crise nos EUA

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JBS amplia receita global e mantém resiliência operacional

A JBS encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 221 milhões, em um período marcado por forte pressão sobre a operação de carne bovina nos Estados Unidos e desempenho positivo das unidades brasileiras.

A receita líquida global da companhia atingiu US$ 21,6 bilhões entre janeiro e março, crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado principalmente por:

  • Forte demanda global por proteínas
  • Crescimento das exportações brasileiras
  • Desempenho consistente da Seara
  • Diversificação geográfica das operações
Estratégia multiproteína ajudou empresa a enfrentar cenário adverso

A companhia destacou que sua estratégia global multiproteína e multigeográfica foi fundamental para compensar o ambiente desafiador enfrentado pela operação de bovinos na América do Norte.

No trimestre, a JBS registrou:

  • EBITDA ajustado de US$ 1,13 bilhão
  • Margem EBITDA de 5,2%
  • Retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 22,1%

De acordo com Gilberto Tomazoni, a empresa manteve foco rigoroso em eficiência operacional e geração de caixa.

“Entendemos os ciclos naturais de cada proteína e seguimos gerindo o negócio com disciplina e responsabilidade”, afirmou o executivo.

Operação nos EUA enfrenta “tempestade perfeita”

A unidade JBS Beef North America foi o principal ponto de pressão nos resultados.

A operação registrou:

  • Receita líquida de US$ 7,167 bilhões
  • EBITDA negativo de US$ 267 milhões
  • Margem EBITDA de -3,7%

Segundo a companhia, o segmento enfrenta um dos momentos mais críticos do ciclo pecuário norte-americano, com:

  • Menor oferta de gado
  • Forte aumento no custo da matéria-prima
  • Pressão sobre margens industriais
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A empresa informou que vem promovendo ajustes organizacionais e operacionais para aumentar eficiência e capturar sinergias no mercado norte-americano.

Seara mantém forte rentabilidade e crescimento nas vendas

A Seara foi um dos grandes destaques do trimestre.

A unidade registrou:

  • Receita líquida de US$ 2,379 bilhões
  • Margem EBITDA de 15,5%

O desempenho foi sustentado pelo crescimento das vendas no mercado interno e nas exportações, mesmo diante de desafios geopolíticos em mercados estratégicos.

A companhia segue investindo em:

  • Produtos de valor agregado
  • Expansão de portfólio
  • Fortalecimento de marca
  • Inovação industrial
JBS Brasil registra receita recorde para primeiro trimestre

A operação JBS Brasil também apresentou resultados robustos.

A unidade alcançou:

  • Receita líquida recorde de US$ 3,78 bilhões
  • Margem EBITDA de 4,4%

O desempenho foi impulsionado pela forte demanda internacional e pela diversificação dos destinos de exportação da carne bovina brasileira.

No mercado interno, a marca Friboi ampliou parcerias comerciais e reforçou o foco em produtos de maior valor agregado.

Alta do boi gordo pressiona margens no Brasil

Apesar do crescimento da receita, a rentabilidade da operação brasileira foi impactada pelo aumento no custo do gado.

Segundo dados do Cepea/Esalq, o preço médio do boi gordo no trimestre atingiu R$ 338 por arroba, alta de 6% frente ao mesmo período de 2025.

A valorização reflete:

  • Demanda internacional aquecida
  • Oferta mais ajustada de animais
  • Mercado exportador fortalecido
Pilgrim’s Pride e operação de suínos mantêm desempenho positivo

A Pilgrim’s Pride encerrou o trimestre com:

  • Receita líquida de US$ 4,529 bilhões
  • Margem EBITDA de 9,9%
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Mesmo impactada por eventos climáticos extremos de inverno, a operação avançou em modernização industrial e ampliação de produtos.

Já a JBS USA Pork registrou:

  • Receita recorde de US$ 2,032 bilhões
  • Margem EBITDA de 13,5%

Os resultados foram sustentados pela forte demanda por proteínas mais acessíveis no mercado norte-americano.

Austrália mantém crescimento apesar de custos elevados

A operação australiana da JBS Austrália apresentou receita líquida de US$ 2,145 bilhões no trimestre.

A margem EBITDA ficou em 6,2%, sustentada por:

  • Ganhos de produtividade
  • Crescimento dos volumes exportados
  • Bom desempenho nos segmentos de salmão e suínos

Mesmo com aumento de quase 30% nos custos do gado nos últimos 12 meses, a operação manteve forte execução operacional.

Companhia reforça solidez financeira e alonga dívida

A JBS também destacou o fortalecimento da estrutura financeira.

A alavancagem em dólar encerrou o trimestre em 2,77 vezes, dentro da meta de longo prazo da companhia.

Segundo Guilherme Cavalcanti, a estratégia de gestão de passivos permitiu:

  • Alongar prazo médio da dívida para 15,6 anos
  • Reduzir pressão de vencimentos até 2031
  • Manter custo médio atrativo de 5,7% ao ano

A companhia afirma que a posição financeira sólida oferece segurança para atravessar ciclos mais desafiadores e continuar investindo em expansão global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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