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Queda na Produção de Algodão da Índia Deverá Impactar Exportações e Elevar Importações em 2024/25

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A produção de algodão na Índia para o ciclo 2024/25 deverá registrar uma queda de 7,4% em comparação ao ano anterior, atingindo 30,2 milhões de fardos. A redução é atribuída à diminuição da área plantada e ao excesso de chuvas, fatores que prejudicaram o desempenho da safra, conforme informou nesta terça-feira um importante órgão comercial.

Com a produção mais baixa, a Índia, que é o segundo maior produtor mundial de algodão, verá suas exportações reduzidas durante o atual ano comercial, iniciado em 1º de outubro. Em contrapartida, o país deverá aumentar suas importações, o que pode contribuir para a elevação dos preços globais do algodão.

Segundo a Associação de Algodão da Índia (CAI, na sigla em inglês), as importações indianas de algodão deverão subir para 2,5 milhões de fardos no novo ciclo, um aumento expressivo em relação aos 1,75 milhão de fardos registrados no ano anterior. Em sentido oposto, as exportações deverão cair para 1,8 milhão de fardos, ante os 2,85 milhões de fardos exportados no ciclo anterior.

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O declínio na produção está relacionado principalmente à significativa redução da área cultivada, que recuou para 11,29 milhões de hectares, em comparação com os 12,69 milhões de hectares do ano passado. De acordo com Atul Ganatra, presidente da CAI, muitos agricultores do estado de Gujarat, o maior produtor de algodão do país, optaram por substituir o cultivo de algodão pelo amendoim, que apresentou retornos financeiros mais atraentes.

A demanda por algodão na Índia em 2024/25, no entanto, deve permanecer estável, em torno dos 31,3 milhões de fardos, patamar semelhante ao registrado no ano anterior, acrescentou Ganatra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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