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Desafios e estratégias na luta contra o Greening nos citrus

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O greening, ou Huanglongbing (HLB), é uma das maiores ameaças à citricultura mundial, provocando preocupações crescentes entre os produtores. No último ano, a incidência de laranjeiras com sintomas da doença no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste de Minas Gerais atingiu 38,06%, um aumento de 56% em relação a 2022, representando aproximadamente 77,22 milhões de árvores afetadas num total de 202,88 milhões.

A disseminação do HLB é atribuída ao psilídeo asiático Diaphorina citri, um pequeno inseto cujo controle se mostra desafiador devido à complexidade da dinâmica epidemiológica da doença. Diferentemente de outras enfermidades vegetais, uma vez que uma árvore é infectada, suas chances de recuperação são mínimas.

Internacionalmente, o greening está presente em mais de 130 países, exceto na Europa, onde ainda não foi identificado. Nos Estados Unidos, o governo já investiu mais de US$ 2 bilhões em medidas para tentar conter a doença, buscando aprender com experiências de controle na Flórida, principal concorrente do Brasil na produção de laranjas e suco.

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Estratégias de Contenção e Inovação na Flórida

Recentemente, especialistas brasileiros visitaram a Flórida para aprender com práticas locais. As pesquisas conduzidas pelo Dr. Ute Albrecht com injeções de antibióticos no tronco mostraram melhorias significativas na produtividade e qualidade dos frutos. Outras abordagens, como o uso de telas antiafídeos e a modificação genética das plantas para resistência ao vetor, também apresentam resultados promissores.

Lucas Manfrin, Gerente Comercial na BRANDT BRASIL, destaca a exploração de novas estratégias com reguladores vegetais e hormônios para plantas, visando resultados sustentáveis a longo prazo.

A batalha contra o HLB continua desafiadora, requerendo colaboração global e inovação constante da indústria citrícola. Enquanto pesquisadores e produtores buscam soluções eficazes, a erradicação de plantas infectadas e o controle do vetor permanecem como prioridades para garantir um futuro seguro para a citricultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em maio e receita supera US$ 1,3 bilhão

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte ritmo de crescimento em maio de 2026, impulsionadas pela valorização da proteína animal no mercado externo e pelo avanço consistente dos embarques. Até a terceira semana do mês, o faturamento acumulado das vendas externas alcançou US$ 1,321 bilhão, superando todo o resultado obtido em maio de 2025, quando a receita somou US$ 1,134 bilhão.

O desempenho reforça a competitividade da carne bovina brasileira no comércio global e mantém o setor pecuário atento aos impactos positivos da demanda internacional sobre o mercado interno.

Preço médio da carne bovina exportada registra forte valorização

O principal fator por trás do crescimento da receita foi a expressiva valorização do preço médio pago pela carne bovina brasileira no exterior.

Até a terceira semana de maio de 2026, a tonelada da proteína exportada foi negociada, em média, a US$ 6.492,4. No mesmo período do ano passado, o valor médio era de US$ 5.202,2 por tonelada.

A alta demonstra maior valorização da carne brasileira nos mercados compradores e amplia a rentabilidade das exportações realizadas pelos frigoríficos nacionais.

Outro indicador que reforça o bom momento do setor é a receita média diária. Em maio deste ano, o faturamento diário das exportações chegou a US$ 88,072 milhões, avanço de 63,1% em relação aos US$ 54,005 milhões registrados em maio de 2025.

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Embarques de carne bovina mantêm ritmo acelerado

Além da valorização dos preços, o volume exportado também segue elevado em 2026.

Até a terceira semana de maio, o Brasil embarcou 203,480 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. O volume já se aproxima do total exportado durante todo o mês de maio do ano passado, quando os embarques fecharam em 218,003 mil toneladas.

Na média diária, os embarques atingiram 13,565 mil toneladas em maio de 2026, acima das 10,381 mil toneladas por dia registradas no mesmo período de 2025.

O desempenho confirma a continuidade da demanda internacional aquecida pela proteína brasileira, mesmo diante de um cenário global ainda marcado por oscilações econômicas e custos elevados de produção em diferentes países.

Demanda externa fortalece pecuária brasileira

A valorização da carne bovina exportada impacta diretamente toda a cadeia pecuária nacional. Com maior rentabilidade nas vendas externas, os frigoríficos exportadores tendem a intensificar a demanda por animais prontos para abate no mercado interno.

O movimento é acompanhado de perto pelos pecuaristas, já que o mercado internacional exerce forte influência sobre os preços do boi gordo e sobre a dinâmica de compra da indústria frigorífica.

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Além disso, o aumento do valor agregado da proteína brasileira reforça a posição do Brasil entre os principais fornecedores mundiais de carne bovina, sustentado pela escala de produção, competitividade e capacidade de atender grandes mercados consumidores.

Mercado acompanha fechamento das exportações de maio

O setor pecuário segue atento ao desempenho das exportações nas próximas semanas, já que o fechamento completo de maio poderá consolidar um dos melhores resultados recentes para a carne bovina brasileira.

A expectativa do mercado é de continuidade da demanda externa firme ao longo de 2026, especialmente diante da necessidade global de abastecimento regular de proteínas animais.

Com preços mais altos e embarques em ritmo forte, a carne bovina brasileira mantém protagonismo no comércio internacional e fortalece a geração de receita para a cadeia exportadora do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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