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Câmara Técnica de combate ao greening debate metas e continuidade das operações em Paranavaí

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Na última terça-feira (20), a Câmara Técnica do HLB/Greening no Paraná se reuniu em Paranavaí, no noroeste do Estado, para debater as metas previstas no Plano de Ação elaborado para conter o greening, uma das principais pragas que afetam os citros em escala global e a continuidade das ações da Operação Big Citros. A reunião ocorreu na sede do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR – Paraná) do município.

As discussões envolveram representantes do Governo, incluindo a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), bem como empresas de pesquisa agropecuária, cooperativas, prefeituras e setor industrial, produtores e responsáveis técnicos.

O foco principal do encontro foi avaliar o andamento das atividades de controle da praga e o progresso das fiscalizações. Paulo Marques, coordenador do programa de Vigilância e Prevenção de Pragas na Fruticultura, destacou as ações de erradicação de plantas sintomáticas: “Estamos finalizando alguns retornos a propriedades. O trabalho visa acompanhar as denúncias encaminhadas por meio da ouvidoria da Adapar desencadeadas notadamente a partir operação BIG Citros”.

Em julho de 2023 foi organizada a Câmara Técnica do HLB/Greening no Paraná, reunindo Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Instituto do Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná), Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (SEAB), cooperativas, prefeituras municipais, responsáveis técnicos e representantes do setor produtivo, para o alinhamento de estratégias e elaboração de uma Plano de Ação conjunto para enfrentamento da praga.

PLANO DE AÇÃO – As metas do Plano de Ação incluem atividades na área da comunicação, para que as informações sobre o combate à doença sejam disseminadas no campo; proibição do comércio irregular de mudas cítricas, que são vias de disseminação de pragas e fomentam a implantação de pomares sem acompanhamento técnico adequado; o controle do inseto vetor Diaphorina citri; o levantamento da incidência de HLB; e a eliminação de plantas doentes.

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OPERAÇÃO – A Operação BIG Citros, iniciada em agosto de 2023, engloba a conscientização, fiscalização e reforço nas medidas de prevenção e controle do greening, também conhecido como HLB (Huanglongbing) ou amarelinho, abrangendo os municípios do Noroeste do Estado, onde a produção de citros é mais concentrada. Marques ressaltou que a Adapar mantém suas atividades de controle independentemente da realização da operação.

Além das discussões sobre as ações de ratificação e fiscalização de denúncias, a reunião também abordou novas estratégias de combate ao HLB e medidas junto ao Ministério de Agricultura e Pecuária (MAPA). “Também foi discutido com o setor produtivo propostas de manejo de plantas sintomáticas para a nova portaria que o Ministério pretende lançar em breve” acrescenta Marques.

DOENÇA – O HLB ou greening dos citros é uma praga importante devido à severidade, rápida disseminação e dificuldades de controle. No Brasil, a bactéria Candidatus Liberibacter asiaticus (CLas) é o principal agente causal do HLB. A doença afeta plantas de praticamente todas as espécies cítricas, além da murta (Murraya paniculata), Fortunella spp. e Poncirus spp., e é transmitida pelo psilídeo asiático dos citros Diaphorina citri Kuwayama.

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O greening afeta seriamente as plantas cítricas, principalmente devido à queda prematura dos frutos, que resulta em redução da produção e pode levar à morte precoce. Além disso, os frutos ficam menores, deformados, podendo apresentar sementes abortadas, açúcares reduzidos e acidez elevada, o que deprecia o seu sabor, diminuindo a qualidade e o valor comercial, tanto para consumo in natura como para processamento industrial.

BOAS PRÁTICAS – Uma das práticas para evitar a doença é o plantio de mudas sadias, de qualidade e oriundas de viveiros registrados. No Paraná, o comércio de plantas por venda ambulante é proibido. O manejo preventivo também inclui o uso de quebra-ventos e adensamento do plantio. O controle do psilídeo também pode ser feito com a Tamarixia radiata, uma vespa criada em laboratório, incluindo o do IDR-Paraná, cujos ovos servem de alimento para ninfas, eliminando-as.

A boa adubação, irrigação de qualidade e cobertura vegetal também são boas aliadas para o desenvolvimento rápido da planta, reduzindo a exposição ao inseto, visto que a transmissão é mais comum em brotos que em folhas adultas. O monitoramento e controle do inseto vetor deve ser realizado de acordo com recomendações técnicas, instalando-se armadilhas amarelas e contagem a cada sete dias.

As pulverizações em intervalos que respeitam as orientações agronômicas são importantes, prevendo-se uso de inseticidas químicos e biológicos com eficiência comprovada. Também se recomenda rotação dos inseticidas, que devem ser aplicados com todas as técnicas que eliminem possibilidades de deriva.

Fonte: AEN PR

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro

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A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.

Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.

A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.

Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.

O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.

O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.

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No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.

Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.

Combustível entra na mesma pressão

A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.

Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.

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A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.

O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.

Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.

O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.

Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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