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Granjas blindadas: como sanidade e vacinação garantem produtividade e segurança na avicultura

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As granjas avícolas enfrentam diversos riscos sanitários que podem comprometer a saúde das aves e a produtividade. Bactérias, vírus, vetores biológicos, falhas de biosseguridade e manejos inadequados estão entre os principais desafios. Para blindar as propriedades, a prevenção é a principal estratégia, conforme orienta a médica-veterinária Simone Martins, coordenadora técnica de Avicultura da MSD Saúde Animal.

“Prevenir a entrada e disseminação de patógenos que afetem saúde, bem-estar e desempenho das aves é prioridade. Isolamento, controle de fluxo, higienização e educação continuada são medidas indispensáveis”, explica a especialista.

Sanidade das aves impacta qualidade de ovos e carne

O controle sanitário das granjas está diretamente ligado à qualidade final dos produtos. Aves doentes apresentam menor ganho de peso e ovos com casca frágil ou tamanho irregular. Além disso, doenças podem contaminar carne e ovos com microrganismos prejudiciais à saúde humana, como a Salmonella.

Um ambiente sanitário controlado garante a saúde das aves e a segurança alimentar, assegurando produtos confiáveis ao consumidor.

Biosseguridade deve cobrir toda a cadeia produtiva

O conceito de biosseguridade deve abranger desde granjas de matrizes, incubatórios até frigoríficos. “Acompanhamento em todas as etapas reduz riscos e perdas, tornando a produção de carne ou ovos mais segura e rentável”, destaca Simone.

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Entre as principais ações estão:

  • Controle rigoroso de acesso de pessoas, veículos e animais.
  • Delimitação de áreas de produção e barreiras sanitárias.
  • Limpeza e desinfecção constante de equipamentos, instalações e veículos.
  • Uso de roupas e calçados exclusivos por área de produção.
Vacinação de ponta a ponta fortalece a imunidade das aves

A vacinação é uma das ferramentas mais eficazes para prevenir doenças e fortalecer o sistema imunológico das aves. No entanto, Simone alerta para a diferença entre vacinar e imunizar:

“Uma eficaz imunização exige programa vacinal adequado, respeitando idade da ave, via de aplicação, intervalo e demais indicações. Sem isso, trata-se apenas de manejo vacinal.”

A aplicação correta, armazenamento adequado e técnicas precisas (oral, injeção ou spray) são essenciais para que a vacina funcione plenamente, evitando perdas de eficácia e garantindo proteção durante toda a vida produtiva das aves.

MSD Saúde Animal apoia a produção avícola brasileira

A MSD Saúde Animal oferece soluções integradas para a prevenção de doenças, com mais de 40 vacinas avícolas, incluindo tecnologias inovadoras, vacinas multivalentes, máquinas automáticas de vacinação e programas de bem-estar animal.

“O trabalho de ponta a ponta garante saúde das aves, segurança alimentar e sustentabilidade da produção, mantendo elevados índices de produtividade e rentabilidade”, afirma Simone.

Avicultura brasileira reconhecida internacionalmente

A atenção à biosseguridade e à vacinação de ponta a ponta contribui para que a produção avícola brasileira seja reconhecida mundialmente por sua qualidade e segurança, abrindo portas para novos mercados e consolidando a confiança dos consumidores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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