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Análise do Mercado de Soja e Milho em Junho pelo Rabobank

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Panorama Atual dos Mercados

Em junho, os preços da soja brasileira no mercado interno registraram um aumento de 2% em relação ao mês anterior. Esse crescimento foi impulsionado por tempestades que afetaram o Rio Grande do Sul e pela desvalorização do real, que elevou os preços locais da soja.

Os preços do milho também apresentaram alta, com um aumento de 1,5% em comparação ao mês anterior, beneficiados pela desvalorização da moeda brasileira.

Exportações e Produção

No último mês, as exportações de soja totalizaram 13,5 milhões de toneladas métricas, marcando uma queda de 14% em relação a maio de 2023. Apesar da menor produção esperada para a temporada 2023/24, as exportações acumuladas no ano ainda estão 2% acima do ano anterior.

Quanto ao milho, as exportações em maio alcançaram 0,4 milhão de toneladas métricas, representando um aumento de 9% em comparação a maio de 2023. No entanto, as exportações acumuladas no ano estão 29% abaixo do ano passado, devido à safra recorde nos EUA e a uma safra ampliada na Argentina, tornando essas origens mais competitivas no mercado global.

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Previsões e Expectativas

De maneira geral, o clima seco predominou nas principais regiões produtoras de milho safrinha, o que favoreceu o progresso da colheita. O Rabobank estima que a safra total de milho atinja 123 milhões de toneladas métricas, uma redução de 12 milhões de toneladas métricas em relação à safra do ano passado.

Essas análises detalhadas fornecem uma visão abrangente das dinâmicas atuais do mercado de grãos e oleaginosas, fundamentais para compreender os cenários econômicos e agrícolas em nível global e regional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho: clima pressiona safrinha, B3 reage e mercado físico segue travado no Brasil

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O mercado brasileiro de milho encerra o dia com sinais mistos, refletindo um cenário típico de transição entre fundamentos climáticos e dinâmica de oferta. De acordo com análise atualizada da TF Agroeconômica, o avanço nos contratos futuros na B3 contrasta com a baixa liquidez no mercado físico, onde compradores seguem cautelosos e vendedores resistem a novas quedas.

Clima muda o rumo do milho e sustenta preços na B3

A principal variável no radar dos agentes é o clima. A preocupação com o desenvolvimento da segunda safra (safrinha) ganhou força após alertas sobre falta de chuvas em importantes regiões produtoras.

A Conab destacou condições adversas em estados como Goiás e Minas Gerais, com registros de estresse hídrico. No Paraná, as temperaturas elevadas combinadas com chuvas irregulares começam a impactar o potencial produtivo, elevando o chamado “prêmio climático” nas cotações.

Esse cenário sustentou os preços na B3. O contrato com vencimento em maio de 2026 fechou a R$ 68,77, com alta diária de R$ 0,56, embora ainda acumule leve recuo semanal. Já o julho de 2026 encerrou a R$ 69,82, com estabilidade no dia e ganho na semana. O setembro de 2026 avançou para R$ 72,05, refletindo maior sensibilidade às incertezas climáticas.

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Além do clima, o suporte veio também da valorização do dólar e do comportamento da Bolsa de Chicago, fatores que seguem influenciando diretamente a formação de preços no Brasil.

Mercado físico trava com baixa liquidez e cautela dos compradores

Apesar do suporte externo e climático, o mercado físico segue travado em diversas regiões do país, com poucos negócios efetivos.

No Rio Grande do Sul, a liquidez permanece baixa, com negociações pontuais. Os preços variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual em R$ 58,18 e leve alta semanal. A menor disponibilidade em algumas áreas, a recomposição de estoques e a disputa por fretes ajudam a evitar quedas mais acentuadas.

Em Santa Catarina, o impasse entre vendedores e compradores continua limitando os negócios. As pedidas giram próximas de R$ 75,00, enquanto as ofertas permanecem ao redor de R$ 65,00. No Planalto Norte, as cotações oscilam entre R$ 70,00 e R$ 75,00 por saca, sem avanços relevantes.

No Paraná, a pressão recente reforçou a postura defensiva do mercado. As indicações estão próximas de R$ 65,00, enquanto a demanda se posiciona em torno de R$ 60,00 CIF, ampliando o spread e dificultando o fechamento de negócios.

Oferta pressiona no Centro-Oeste, mas bioenergia limita quedas

No Mato Grosso do Sul, a maior disponibilidade de milho voltou a pressionar os preços, que variam entre R$ 53,96 e R$ 55,30 por saca. A entrada mais intensa de oferta no mercado físico mantém o viés negativo no curto prazo.

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Por outro lado, o setor de bioenergia segue atuando como importante canal de absorção da produção, ajudando a equilibrar parcialmente o mercado. Ainda assim, esse fator não tem sido suficiente para alterar de forma significativa o cenário de preços no curto prazo.

Perspectiva: clima segue como principal driver

A análise da TF Agroeconômica indica que o mercado deve continuar altamente sensível às condições climáticas nas próximas semanas. A definição do potencial produtivo da safrinha será determinante para o comportamento dos preços, especialmente na B3.

Enquanto isso, o mercado físico tende a permanecer com baixa liquidez, à espera de maior clareza sobre a oferta e de melhores oportunidades de negociação.

Em resumo, o milho no Brasil vive um momento de transição: sustentado pelo risco climático nos futuros, mas ainda travado pela cautela e pela dinâmica de oferta no mercado físico.

Fonte: Portal do Agronegócio

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