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Mercado de milho reage no Brasil, mas spread entre oferta e demanda ainda limita negócios

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Esta semana foi marcada por uma recuperação significativa nos preços do milho no mercado brasileiro. A valorização foi impulsionada pela valorização do dólar frente ao real, em um contexto de incertezas fiscais no Brasil, o que elevou os preços futuros nos portos e incentivou os produtores a segurarem suas ofertas do cereal.

Negociações limitadas

Apesar da alta nos preços, o mercado enfrenta um desafio significativo com o spread elevado entre o que os produtores pedem e o que os compradores estão dispostos a pagar. Esse cenário tem mantido as negociações bastante restritas. Os compradores estão aguardando um maior volume da safra de milho safrinha, o que poderia resultar em uma queda nos preços e, consequentemente, estimular as negociações.

Cenário internacional

No contexto global, a Bolsa de Chicago teve uma semana positiva para os preços do milho, refletindo uma melhoria na demanda pelo cereal dos Estados Unidos. O relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA para junho não trouxe grandes mudanças para a safra do país, mas indicou uma redução nos estoques globais de milho.

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Preços internos

O preço médio da saca de milho no Brasil foi de R$ 57,42 em 13 de junho, registrando um aumento de 2,05% em relação à semana anterior. Em Cascavel, Paraná, o preço baixou para R$ 56,00, enquanto em Campinas/CIF subiu para R$ 64,00 e na região da Mogiana paulista alcançou R$ 60,00. Em Rondonópolis, Mato Grosso, o preço subiu para R$ 43,00, em Erechim, Rio Grande do Sul, manteve-se em R$ 65,50, em Uberlândia, Minas Gerais, ficou em R$ 54,00 e em Rio Verde, Goiás, avançou para R$ 50,00.

Exportações

As exportações brasileiras de milho em junho alcançaram US$ 34,474 milhões, com média diária de US$ 6,894 milhões. O país exportou um total de 175,305 mil toneladas, com média diária de 35,061 mil toneladas, a um preço médio de US$ 196,70 por tonelada. Comparado a junho de 2023, houve uma queda de 46,5% no valor diário médio exportado, 28,8% na quantidade média diária e 24,9% no preço médio.

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Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, refletindo os desafios e dinâmicas atuais do mercado de milho no Brasil e no cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Incêndios em propriedades rurais: como produtores podem se proteger de prejuízos e evitar responsabilizações legais

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Os incêndios em propriedades rurais seguem entre os principais desafios enfrentados pelo agronegócio brasileiro, especialmente durante o período de estiagem. Além dos danos ambientais e econômicos, o avanço das chamas pode gerar questionamentos legais e investigações sobre a origem do fogo, tornando indispensável que o produtor rural adote medidas rápidas para documentar os fatos e resguardar seus direitos.

O fogo compromete lavouras, pastagens, reservas ambientais, estruturas da fazenda, máquinas, rebanhos e a própria qualidade do solo. Em muitos casos, os prejuízos ultrapassam a área atingida pelas chamas e podem impactar a produtividade por várias safras.

Segundo o vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da Aprosoja Mato Grosso, Nathan Belusso, ainda existe uma percepção equivocada de que os produtores rurais são os principais responsáveis pelos incêndios registrados no campo.

“A realidade é justamente o contrário. O produtor rural está entre os maiores prejudicados pelos incêndios, que destroem matéria orgânica, reduzem a fertilidade do solo, comprometem a produtividade e colocam em risco pessoas, animais e patrimônios”, destaca.

Produtores investem em prevenção e combate ao fogo

Nos últimos anos, produtores rurais têm ampliado os investimentos em ações preventivas para reduzir os riscos de incêndios. Entre as principais medidas estão a formação de brigadas internas, aquisição de tanques de água, manutenção de aceiros, treinamento de equipes e integração com órgãos de combate ao fogo.

Mesmo com esses investimentos, situações de incêndio podem ocorrer devido às condições climáticas extremas típicas da estação seca, marcadas por altas temperaturas, baixa umidade relativa do ar e ocorrência de descargas elétricas naturais.

Diante de uma ocorrência, especialistas recomendam que o produtor adote imediatamente procedimentos que possam comprovar sua condição de vítima e demonstrar as ações realizadas para conter o avanço das chamas.

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Boletim de ocorrência e ata notarial fortalecem a defesa do produtor

Entre as principais orientações está o registro formal da ocorrência junto aos órgãos competentes por meio de um boletim de ocorrência (BO), detalhando informações como local, data, horário e possíveis circunstâncias do incêndio.

Outra medida considerada importante é a elaboração de uma ata notarial em cartório. O documento registra oficialmente a situação encontrada na propriedade após o incidente, servindo como prova em eventuais processos administrativos ou judiciais.

De acordo com Belusso, a documentação adequada pode evitar acusações indevidas relacionadas a crimes ambientais.

“É fundamental registrar a ocorrência e reunir provas sobre os danos e as circunstâncias do incêndio. Esse conjunto de informações ajuda a demonstrar que o produtor também foi afetado pelo episódio e adotou as medidas cabíveis para minimizar os impactos”, afirma.

Fogo destrói anos de investimentos em conservação do solo

Os prejuízos provocados pelos incêndios vão muito além da vegetação atingida. O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé da Aprosoja Mato Grosso, Yuri Nunes Cervo, relata que vivenciou uma das maiores ocorrências da região em 2020, quando as chamas avançaram por extensas áreas de reserva ambiental.

Segundo ele, o combate mobilizou equipes durante vários dias consecutivos, exigindo o uso de abafadores, bombas costais, caminhonetes com reservatórios de água e diversos equipamentos para conter o fogo em áreas de mata fechada.

O produtor destaca que o incêndio compromete anos de investimentos realizados para melhorar a qualidade do solo e aumentar a sustentabilidade da produção.

Práticas como plantio consorciado, cobertura vegetal, integração lavoura-pecuária e utilização de insumos biológicos sofrem impactos significativos quando a matéria orgânica é consumida pelas chamas.

“O fogo elimina parte importante da microbiota do solo, reduz a ciclagem de nutrientes, compromete a retenção de umidade e afeta diretamente fatores que influenciam a produtividade agrícola”, explica.

Além das perdas produtivas, incêndios também representam riscos para trabalhadores, animais, instalações, galpões, alojamentos e residências localizadas dentro das propriedades rurais.

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Produção de provas é essencial após o incêndio

Após controlar as chamas, especialistas recomendam que o produtor reúna o máximo possível de evidências relacionadas ao ocorrido.

Fotografias, vídeos, registros das equipes de combate, laudos técnicos, testemunhos e documentos oficiais podem ser fundamentais para esclarecer a origem do incêndio e comprovar as medidas adotadas para contenção do fogo.

A organização dessas informações contribui para a defesa jurídica do produtor em eventuais investigações e processos relacionados ao episódio.

Prevenção continua sendo a melhor estratégia

Embora o registro documental seja importante após uma ocorrência, a prevenção segue como a principal ferramenta para evitar prejuízos.

Capacitação de equipes, manutenção de brigadas, monitoramento constante das áreas rurais, construção de aceiros e parceria com o Corpo de Bombeiros estão entre as práticas mais recomendadas para reduzir os riscos durante o período de seca.

Para os representantes da Aprosoja Mato Grosso, a preservação ambiental e a proteção das áreas produtivas são prioridades para quem depende da terra como fonte de renda e desenvolvimento.

Em um cenário de aumento das temperaturas e maior incidência de eventos climáticos extremos, investir em prevenção, preparo operacional e segurança jurídica tornou-se uma necessidade estratégica para garantir a sustentabilidade das atividades agropecuárias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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