AGRONEGÓCIO

Cenário Econômico: Desafios Marcam o Início de 2025, Aponta Rabobank

Publicado em

Em sua análise semanal Brazil Weekly, os especialistas do Rabobank, Maurício Une e Renan Alves, destacaram o início de 2025 como um período repleto de desafios econômicos, tanto no cenário internacional quanto no doméstico. O estudo, intitulado “O ano começa com muitos desafios”, abordou aspectos como inflação global, incertezas fiscais no Brasil e o desempenho de indicadores econômicos.

Pressões inflacionárias e política monetária nos Estados Unidos

A ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), do Federal Reserve, revelou que os dirigentes decidiram desacelerar os cortes das taxas de juros em razão dos elevados riscos de inflação. A maioria dos membros reconheceu o aumento das pressões inflacionárias futuras, reforçando a cautela na condução da política monetária.

Incertezas fiscais e inflação no Brasil

No cenário interno, as incertezas fiscais persistem. O Ministro da Fazenda descartou a possibilidade de aumento do IOF como medida para conter a alta do dólar. Em 2024, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 4,8%, superando o teto da meta de inflação de 4,5%. Nos últimos quatro anos, esta foi a terceira vez que o IPCA ficou acima do limite estabelecido, repetindo o ocorrido em 2021 e 2022.

Leia Também:  Feijão-Carioca Mantém Cotação Acima de R$ 220, Enquanto Desafios no Feijão-Preto Aumentam
Indicadores econômicos: Produção industrial, varejo e balança comercial
  • Produção Industrial: Registrou queda de 0,6% em novembro na comparação mensal, com retração em todas as grandes categorias econômicas e em 19 das 25 atividades avaliadas.
  • Varejo Ampliado: Apresentou uma retração de 1,8% no mesmo período, embora tenha registrado crescimento anual de 2,1%. O desempenho negativo foi liderado pelo setor de veículos.
  • Balança Comercial: O saldo de 2024 encerrou em US$ 74,6 bilhões, com superávit de US$ 4,8 bilhões em dezembro.
Cenário fiscal: Déficit e arrecadação

Após um mês de trégua, o setor público consolidado voltou a apresentar déficit fiscal primário, registrando R$ 6,6 bilhões em novembro. A arrecadação de impostos federais no mesmo mês alcançou R$ 209,2 bilhões, evidenciando certa resiliência na receita pública.

Perspectivas para 2025

O Rabobank projeta o dólar encerrando o ano cotado a R$ 5,94, com o real ainda sujeito às incertezas globais e locais. Além disso, destaca-se a divulgação de importantes indicadores econômicos, como o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) e o volume de serviços medido pelo IBGE, previstos para os próximos dias.

Leia Também:  Produção recorde e importações elevadas derrubam preço do leite em 2025, aponta Cepea

O mercado seguirá atento também aos dados regionais de atividade no Peru e na Colômbia, além de indicadores como a balança comercial e a taxa de desemprego em países vizinhos. O panorama indica que 2025 será mais um ano de desafios e necessidade de ajustes para enfrentar as adversidades econômicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Modernização do agro eleva demanda por energia elétrica no Tocantins e exige infraestrutura mais robusta no campo

Published

on

A modernização do agronegócio tem ampliado de forma significativa a demanda por energia elétrica no campo, tornando o insumo um dos pilares da produção rural contemporânea. No Tocantins, a expansão das atividades agrícolas intensivas reforça a necessidade de uma infraestrutura energética mais estável, eficiente e compatível com o avanço tecnológico no setor.

Sistemas de irrigação, armazenagem, secagem de grãos, automação e conectividade passaram a integrar o dia a dia das propriedades, elevando a dependência da energia elétrica e transformando sua gestão em fator estratégico para a competitividade do agro.

Energia elétrica se torna insumo estratégico na produção rural

Com a adoção crescente de tecnologias no campo, a energia elétrica deixou de ser apenas um recurso de apoio e passou a ocupar papel central nas operações agrícolas.

A presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, destaca que a evolução do setor está diretamente ligada à capacidade de investimento em inovação e infraestrutura.

“O crescimento do agro tocantinense está diretamente ligado à capacidade de investir em tecnologia, eficiência e inovação. Para que esse avanço continue acontecendo, é fundamental que a infraestrutura acompanhe essa transformação”, afirma.

Consumo energético cresce com irrigação e agroindustrialização

O aumento do uso de sistemas de irrigação, estruturas de armazenagem e agroindústrias tem alterado o padrão de consumo energético no meio rural, tornando a demanda mais contínua ao longo do ano.

Leia Também:  Feijão-Carioca Mantém Cotação Acima de R$ 220, Enquanto Desafios no Feijão-Preto Aumentam

Segundo a concessionária Energisa Tocantins, o fornecimento de energia no estado cresceu 163% na última década, acompanhando a expansão econômica e a interiorização das atividades produtivas.

Autoleitura ganha espaço entre produtores rurais

Além da expansão da oferta de energia, cresce também a preocupação com a gestão do consumo dentro das propriedades rurais.

Uma das ferramentas que vem ganhando adesão é a autoleitura, autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que permite ao próprio consumidor informar mensalmente a leitura do medidor.

A prática ajuda a reduzir distorções na cobrança e permite maior controle do consumo, especialmente em áreas rurais onde a leitura presencial ocorre, em média, a cada três meses.

De acordo com dados da Energisa Tocantins, mais de 160 mil autoleituras foram registradas em 2025, número 25,15% superior ao ano anterior. A expectativa é ultrapassar 200 mil registros em 2026.

Planejamento energético acompanha expansão do agro

Para a concessionária, o perfil de consumo no campo vem se tornando mais constante e menos sazonal, impulsionado pela mecanização, irrigação e avanço da agroindustrialização.

O diretor técnico comercial da Energisa Tocantins, Alberto Cunha, destaca a importância do planejamento conjunto entre setor elétrico e produtores.

“Observamos um consumo mais contínuo e menos sazonal, impulsionado pelo crescimento da irrigação, da agroindustrialização e pela adoção de novas tecnologias nas propriedades rurais”, afirma.

Segundo ele, o diálogo com entidades do setor produtivo é fundamental para antecipar demandas e estruturar investimentos em infraestrutura.

Leia Também:  Preços do Suíno Vivo Atingem Maior Patamar Real Desde Fevereiro de 2021, Aponta Cepea
Energia integra planejamento estratégico das propriedades

Para lideranças do setor produtivo, a energia elétrica passou a ser um componente essencial do planejamento rural, diretamente ligado à eficiência e à expansão da produção.

Caroline Barcellos reforça que o avanço do agro depende da capacidade de adaptação da infraestrutura.

“O agro tocantinense tem mostrado sua capacidade de crescimento e inovação. Para que esse avanço continue acontecendo, é fundamental que a infraestrutura acompanhe essa evolução”, conclui.

Perspectivas apontam para maior integração entre energia e agronegócio

A tendência é que a demanda por energia elétrica no campo continue crescendo nos próximos anos, acompanhando a digitalização e a intensificação produtiva do agronegócio.

Nesse cenário, a integração entre produtores, entidades representativas e concessionárias será determinante para garantir segurança energética, eficiência operacional e suporte ao desenvolvimento do setor no Tocantins.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA