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Expansão do Plantio de Trigo no Brasil e na Argentina

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O mercado de trigo no Brasil permanece com um volume de negócios reduzido. Conforme destaca Elcio Bento, analista da Safras & Mercado, os moinhos estão realizando compras apenas para atender necessidades imediatas. “A volatilidade dos preços internacionais e do câmbio torna arriscado qualquer movimento mais significativo de compra. Os produtores estão focados nas atividades agrícolas e, cientes da escassez de oferta interna e do longo período de entressafra, mantêm-se inflexíveis em suas exigências”, comenta Bento.

Revisão da Estimativa de Plantio

Nesta semana, a Safras & Mercado revisou sua estimativa para a área plantada com trigo no Brasil. A nova projeção indica uma superfície de 2,995 milhões de hectares, uma redução de 11,5% em relação aos 3,384 milhões de hectares semeados no ano passado. Paraná e Rio Grande do Sul, os maiores estados produtores, são os principais responsáveis por essa diminuição. No Paraná, a área plantada deve ser de 1,15 milhão de hectares, uma queda de 14,2% em comparação a 2023. No Rio Grande do Sul, a superfície deve atingir 1,27 milhão de hectares, representando uma diminuição de 12,4% em relação ao ano anterior.

Apesar da redução na área plantada, a produção de trigo no Brasil deve aumentar em 2024, devido a uma melhora na produtividade. No ano passado, a safra foi prejudicada por chuvas durante a colheita, resultando em um rendimento médio de 2.530 quilos por hectare. Este ano, a Safras & Mercado projeta um rendimento de 3.015 quilos por hectare. Com isso, a produção total deve alcançar 9,03 milhões de toneladas, um aumento de 5,5% em relação às 8,56 milhões de toneladas do ano passado. O Paraná deve colher 3,75 milhões de toneladas, um aumento de 2,7%, enquanto o Rio Grande do Sul deve produzir 3,6 milhões de toneladas, um crescimento de 14,3%.

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Dados da Conab

De acordo com a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), o plantio de trigo avançou para 46,8% da área estimada para a temporada 2023/24 nos oito principais estados produtores (Goiás, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul). Este percentual é baseado em um levantamento semanal com dados coletados até 9 de junho. Na semana anterior, a semeadura estava em 35,8%. No mesmo período do ano passado, o plantio estava em 46,9%.

A Conab prevê que a produção brasileira de trigo em 2024 será de 9,065 milhões de toneladas, conforme o 9º levantamento da safra brasileira de grãos. No mês anterior, a previsão era de 9,08 milhões. Em comparação com a safra anterior, que foi de 8,096 milhões de toneladas, isso representa um aumento de 12%. A área plantada deve ser de 3,078 milhões de hectares, uma queda de 11,4% em relação à temporada anterior. A produtividade deve atingir 2.945 quilos por hectare, um aumento de 26,3% em relação aos 2.331 quilos por hectare do ano passado.

No Rio Grande do Sul, a semeadura ainda não começou devido às condições climáticas desfavoráveis. Em contrapartida, a colheita já começou nas lavouras de sequeiro de Goiás, com a semeadura se aproximando da metade das áreas tritícolas.

Relatório do Deral no Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou que o plantio da safra 2023/24 de trigo atingiu 82% da área estimada de 1,117 milhão de hectares, 21% abaixo dos 1,415 milhão de hectares cultivados em 2023. A safra 2023/24 de trigo no Paraná deve resultar em uma produção de 3,713 milhões de toneladas, 2% a mais do que as 3,645 milhões de toneladas colhidas na temporada passada. A produtividade média é estimada em 3.323 quilos por hectare, superior aos 2.583 quilos por hectare registrados em 2023.

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Condições no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, de acordo com a Emater/RS, as condições climáticas favoráveis da última semana permitiram a intensificação da semeadura de trigo, anteriormente atrasada devido à conclusão da safra de verão e às condições adversas de umidade. A área cultivada na safra 2023 foi de 1.505.807 hectares, com uma produtividade de 1.751 kg/ha, segundo o IBGE. A Emater/RS-Ascar está realizando um levantamento de intenção de plantio para a safra 2024, que deve ser divulgado em breve. A tendência preliminar aponta para uma ligeira redução na área plantada, devido aos baixos preços do cereal e à frustração de produtividade na última safra.

Situação na Argentina

Na Argentina, o levantamento semanal divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca indicou que o plantio de trigo para a safra 2024/25 atingiu 39% da área total prevista de 6,151 milhões de hectares. Na semana anterior, a semeadura estava em 21%. No mesmo período da safra passada, o plantio atingia 36% dos 5,917 milhões de hectares cultivados. Segundo a Bolsa de Buenos Aires, o plantio de trigo na Argentina atingiu 46,3% da área prevista, avançando 20,6 pontos percentuais desde a semana passada e ficando 7,3 pontos percentuais à frente do ano passado. A área projetada é de 6,2 milhões de hectares, comparado aos 5,9 milhões do ano passado. Já foram semeados 2,87 milhões de hectares até agora.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em maio e receita supera US$ 1,3 bilhão

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte ritmo de crescimento em maio de 2026, impulsionadas pela valorização da proteína animal no mercado externo e pelo avanço consistente dos embarques. Até a terceira semana do mês, o faturamento acumulado das vendas externas alcançou US$ 1,321 bilhão, superando todo o resultado obtido em maio de 2025, quando a receita somou US$ 1,134 bilhão.

O desempenho reforça a competitividade da carne bovina brasileira no comércio global e mantém o setor pecuário atento aos impactos positivos da demanda internacional sobre o mercado interno.

Preço médio da carne bovina exportada registra forte valorização

O principal fator por trás do crescimento da receita foi a expressiva valorização do preço médio pago pela carne bovina brasileira no exterior.

Até a terceira semana de maio de 2026, a tonelada da proteína exportada foi negociada, em média, a US$ 6.492,4. No mesmo período do ano passado, o valor médio era de US$ 5.202,2 por tonelada.

A alta demonstra maior valorização da carne brasileira nos mercados compradores e amplia a rentabilidade das exportações realizadas pelos frigoríficos nacionais.

Outro indicador que reforça o bom momento do setor é a receita média diária. Em maio deste ano, o faturamento diário das exportações chegou a US$ 88,072 milhões, avanço de 63,1% em relação aos US$ 54,005 milhões registrados em maio de 2025.

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Embarques de carne bovina mantêm ritmo acelerado

Além da valorização dos preços, o volume exportado também segue elevado em 2026.

Até a terceira semana de maio, o Brasil embarcou 203,480 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. O volume já se aproxima do total exportado durante todo o mês de maio do ano passado, quando os embarques fecharam em 218,003 mil toneladas.

Na média diária, os embarques atingiram 13,565 mil toneladas em maio de 2026, acima das 10,381 mil toneladas por dia registradas no mesmo período de 2025.

O desempenho confirma a continuidade da demanda internacional aquecida pela proteína brasileira, mesmo diante de um cenário global ainda marcado por oscilações econômicas e custos elevados de produção em diferentes países.

Demanda externa fortalece pecuária brasileira

A valorização da carne bovina exportada impacta diretamente toda a cadeia pecuária nacional. Com maior rentabilidade nas vendas externas, os frigoríficos exportadores tendem a intensificar a demanda por animais prontos para abate no mercado interno.

O movimento é acompanhado de perto pelos pecuaristas, já que o mercado internacional exerce forte influência sobre os preços do boi gordo e sobre a dinâmica de compra da indústria frigorífica.

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Além disso, o aumento do valor agregado da proteína brasileira reforça a posição do Brasil entre os principais fornecedores mundiais de carne bovina, sustentado pela escala de produção, competitividade e capacidade de atender grandes mercados consumidores.

Mercado acompanha fechamento das exportações de maio

O setor pecuário segue atento ao desempenho das exportações nas próximas semanas, já que o fechamento completo de maio poderá consolidar um dos melhores resultados recentes para a carne bovina brasileira.

A expectativa do mercado é de continuidade da demanda externa firme ao longo de 2026, especialmente diante da necessidade global de abastecimento regular de proteínas animais.

Com preços mais altos e embarques em ritmo forte, a carne bovina brasileira mantém protagonismo no comércio internacional e fortalece a geração de receita para a cadeia exportadora do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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