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Mercado Brasileiro de Milho Enfrenta Estabilidade e Poucas Negociações

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O mercado brasileiro de milho deve enfrentar uma quinta-feira com cotações estáveis e negociações travadas. A falta de consenso em relação aos preços faz com que os agentes do setor analisem cuidadosamente os principais fatores de formação de preços para avançar nos negócios. Enquanto os consumidores mostram tranquilidade com seus estoques, os produtores continuam cautelosos em fixar ofertas. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago opera em alta, enquanto o dólar registra queda frente ao real.

Cenário Nacional

Nesta quarta-feira, o mercado de milho no Brasil permaneceu estável, com consumidores e produtores adotando uma postura cautelosa nas negociações. Os consumidores, confiantes nos estoques e apostando na queda de preços devido à safrinha, não pressionam por novos negócios. Por outro lado, os produtores estão retraídos, influenciados pela oscilação do dólar, que superou R$ 5,40 durante a manhã.

No Porto de Santos, os preços variaram entre R$ 63,00 e R$ 65,00 por saca (CIF). Em Paranaguá, as cotações ficaram entre R$ 62,50 e R$ 65,00 por saca.

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Preços por Região
  • Paraná (Cascavel): R$ 54,00 – R$ 56,00 por saca (compra/venda)
  • São Paulo (Mogiana): R$ 55,00 – R$ 60,00 por saca
  • Campinas (CIF): R$ 61,00 – R$ 64,00 por saca
  • Rio Grande do Sul (Erechim): R$ 64,00 – R$ 65,50 por saca
  • Minas Gerais (Uberlândia): R$ 53,00 – R$ 54,00 por saca
  • Goiás (Rio Verde): R$ 48,00 – R$ 50,00 por saca (CIF)
  • Mato Grosso (Rondonópolis): R$ 41,00 – R$ 43,00 por saca
Mercado Internacional

Os contratos de milho para julho na Bolsa de Chicago estão cotados a US$ 4,58 1/2 por bushel, uma alta de 4,25 centavos de dólar (0,93%) em relação ao fechamento anterior. A valorização se deve à reação dos investidores ao corte nos estoques globais indicado pelo relatório de oferta e demanda do USDA, além da seca prolongada no México, que pode aumentar a dependência do país por importações de milho dos EUA.

Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial registra uma leve queda de 0,04%, sendo cotado a R$ 5,4028. O Dollar Index, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de outras moedas, apresenta valorização de 0,22%, alcançando 104,88 pontos.

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Mercados Globais

As principais bolsas asiáticas fecharam em baixa:

  • Xangai: -0,28%
  • Japão: -0,40%

Na Europa, as bolsas operam com índices negativos:

  • Paris: -1,13%
  • Frankfurt: -1,09%
  • Londres: -0,33%

O petróleo também opera em baixa, com o contrato de julho do WTI em Nova York cotado a US$ 78,14 o barril (-0,45%).

A conjuntura atual demonstra um mercado de milho travado internamente, enquanto fatores internacionais e a oscilação do dólar continuam a influenciar as decisões dos agentes do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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