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Último dia da vacinação contra gripe em shoppings de Cuiabá ocorre neste sábado

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A Prefeitura de Cuiabá realiza, neste sábado (28), o último dia da campanha de vacinação contra a Influenza nos principais shoppings da capital. Os estandes estarão montados no Pantanal Shopping, Shopping Estação e Shopping Três Américas, das 10h às 19h, facilitando o acesso da população à vacina em um ambiente seguro, confortável e de grande circulação.

Ao longo da ação, que já teve outras etapas nos dias 7, 14 e 21 de junho, foram aplicadas 1.902 doses, priorizando os grupos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A iniciativa, coordenada pelo Núcleo da Primeira-Dama de Cuiabá, Samantha Iris, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), busca ampliar a cobertura vacinal, que atualmente está em 22% entre os grupos prioritários.

“Levar a vacinação para dentro dos shoppings é mais uma estratégia para garantir que o acesso à vacina seja simples e atrativo, especialmente para as famílias que circulam nesses espaços. Queremos proteger cada vez mais pessoas contra a Influenza, que pode ter consequências graves se não for prevenida”, reforçou a primeira-dama Samantha Iris.

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A secretária municipal de Saúde, Dra Lucia Helena Barboza Sampaio, destacou o sucesso da ação, mesmo com um público modesto. “Mesmo com a adesão tímida nesses pontos, a campanha foi fundamental para ampliar a vacinação. Estamos aguardando que o Estado libere doses suficientes até 1º de julho para estendermos a vacinação para toda a população, mas isso ainda depende da definição da Secretaria Estadual de Saúde”, afirmou Lucia Helena.

A vacina contra a Influenza também segue disponível, gratuitamente, em todas as unidades básicas de saúde de Cuiabá para os públicos prioritários, mediante a apresentação de um documento de identificação com foto.

Grupos prioritários para a vacinação contra a Influenza:

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
  • Idosos (60 anos ou mais)
  • Gestantes e puérperas
  • Povos indígenas e quilombolas
  • Pessoas em situação de rua
  • Trabalhadores da saúde
  • Professores
  • Profissionais das forças de segurança, salvamento e Forças Armadas
  • Pessoas com deficiência permanente
  • Caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo, portuários e dos Correios
  • Funcionários do sistema prisional
  • Pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais
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Ao fim da campanha, a secretária Lucia Helena reforçou a importância da vacina contra a Influenza, principalmente neste período de baixas temperaturas: “A vacinação contra a Influenza é a principal forma de prevenção contra formas graves da doença e suas complicações. É um gesto simples que pode proteger a sua saúde e a de quem você ama. Por isso, procure a unidade mais próxima e vacine-se”, concluiu.

#PraCegoVer

A imagem mostra três pessoas: uma está sentada escrevendo em papéis brancos; outra, em pé, manuseia documentos necessários para a vacinação; e a terceira é a enfermeira que realizará a aplicação da vacina.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Rastreamento no Agro: avanço necessário ou barreira comercial disfarçada? Debate ganha força no mercado global

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Rastreabilidade no agro divide opiniões e se consolida como exigência global

A rastreabilidade dos alimentos deixou de ser tendência para se tornar uma exigência consolidada no comércio internacional. O tema, porém, tem gerado debate no agronegócio brasileiro: trata-se de um avanço em transparência e competitividade ou de uma nova forma de barreira comercial disfarçada?

Para Leandro Viegas, empresário, bacharel em Direito, administrador, produtor rural e cofundador e CEO da Sell Agro, não há mais volta. Segundo ele, o ponto central da discussão já não é se o setor deve adotar a rastreabilidade, mas como implementá-la de forma que fortaleça o produtor rural e não o limite no mercado global.

Pressão global por transparência redefine o comércio agrícola

O aumento da exigência por informações sobre origem, impacto ambiental e conformidade sanitária dos alimentos reflete uma mudança estrutural no comportamento do consumidor e dos mercados internacionais.

Essa demanda não se restringe a regiões específicas, como a Europa, mas se consolida como uma tendência global.

No caso do Brasil, o impacto é ainda mais relevante. O país se mantém entre os maiores exportadores de alimentos do mundo. Em 2025, o agronegócio respondeu por US$ 169,2 bilhões em exportações, representando 48,5% de toda a pauta exportadora nacional, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Esse peso reforça que qualquer mudança regulatória internacional afeta diretamente toda a cadeia produtiva, do pequeno produtor às grandes tradings.

Quando a sustentabilidade vira disputa comercial

Embora a rastreabilidade seja amplamente associada à sustentabilidade, o debate ganha complexidade quando entra no campo político e comercial.

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Nos últimos anos, aumentaram as exigências de mercados importadores sobre práticas ambientais e comprovação de origem. Em alguns casos, essas medidas são vistas como evolução natural dos padrões globais. Em outros, surgem questionamentos sobre possível uso dessas exigências como forma de proteção comercial indireta.

O Brasil, por exemplo, possui um dos códigos ambientais mais rigorosos do mundo, com exigências significativas de preservação dentro das propriedades rurais. Ainda assim, o país frequentemente enfrenta desconfiança em mercados externos.

Esse contraste alimenta o debate sobre a necessidade de critérios técnicos, proporcionais e equilibrados na definição das regras de rastreabilidade.

Pequenos e médios produtores podem ser os mais afetados

Um dos principais pontos de atenção está no impacto das novas exigências sobre pequenos e médios produtores rurais.

Enquanto grandes grupos do agronegócio contam com estrutura técnica, tecnologia e equipes especializadas para atender rapidamente normas de certificação e monitoramento, a realidade no campo é desigual.

Muitos produtores ainda enfrentam limitações de conectividade, acesso à assistência técnica e ferramentas digitais, o que dificulta a adequação às novas exigências do mercado internacional.

O risco apontado por especialistas é que a rastreabilidade, se mal implementada, se torne uma barreira de entrada em vez de um mecanismo de inclusão produtiva.

Tecnologia já é aliada do agro brasileiro

Apesar dos desafios, o Brasil reúne condições técnicas para avançar na implementação da rastreabilidade em larga escala.

O agronegócio nacional já incorpora tecnologias como agricultura de precisão, satélites, drones, inteligência artificial e plataformas digitais de gestão no campo.

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Esse nível de inovação posiciona o país como referência mundial em produção agrícola tropical e cria uma base sólida para o desenvolvimento de sistemas integrados de rastreabilidade.

Inclusão e equilíbrio são pontos-chave para o futuro

Para especialistas do setor, o sucesso da rastreabilidade depende menos da tecnologia em si e mais da forma como ela será implementada.

Empresas do agronegócio têm papel estratégico nesse processo, atuando não apenas como fornecedoras de soluções, mas como parceiras dos produtores na adaptação às novas exigências.

Isso inclui capacitação, suporte técnico e acesso a ferramentas que permitam que propriedades de diferentes portes consigam atender aos padrões internacionais.

A avaliação é que a rastreabilidade deve funcionar como uma ponte entre o campo e o consumidor global, e não como um mecanismo de exclusão.

Desafio é equilibrar exigência e competitividade

A rastreabilidade é vista como caminho sem retorno no comércio global de alimentos. Ela agrega valor, aumenta a transparência e fortalece a confiança do consumidor.

No entanto, o desafio do Brasil está em garantir que essa transição ocorra de forma justa, sem penalizar produtores que já operam dentro da legalidade e da sustentabilidade exigida pela legislação nacional.

O futuro do tema depende da capacidade do setor em equilibrar inovação, inclusão e competitividade, assegurando que a evolução do mercado internacional também reconheça o papel do produtor rural brasileiro na segurança alimentar global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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