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Cosan Prioriza Disciplina Financeira e Estratégias em Teleconferência do 1º Trimestre de 2024

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A Cosan apresentou seus resultados do primeiro trimestre de 2024 em uma teleconferência com analistas e investidores. O CFO, Ricardo Araújo, enfatizou as prioridades da empresa, concentrando-se na disciplina na alocação de capital, monitoramento dos níveis de alavancagem e adaptação ao cenário de taxas de juros mais altas.

Resultados Financeiros

No período mencionado, a empresa registrou um EBITDA de R$ 7,1 bilhões, em comparação com R$ 8,9 bilhões no mesmo período do ano anterior. Esse declínio foi em grande parte influenciado pelo reconhecimento de créditos tributários pela subsidiária Raízen no primeiro trimestre de 2023. O lucro líquido foi negativo, totalizando R$ 192 milhões.

Principais Destaques

O CFO destacou o desempenho da empresa controlada Rumo, que registrou um aumento nos volumes transportados e na tarifa média consolidada. Ele também mencionou os avanços no projeto de extensão do Mato Grosso (LRV), em Lucas do Rio Verde.

Na Compass, houve uma recuperação no consumo industrial de gás, compensada por uma redução no segmento residencial devido às temperaturas mais altas. Isso resultou em uma redução na margem, juntamente com a conclusão das obras do TRSP.

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A Moove manteve vendas estáveis de lubrificantes, com um aumento significativo na margem (19%), refletindo sua agenda estratégica de melhoria contínua. Quanto à Radar, os arrendamentos das propriedades agrícolas permaneceram alinhados com o mesmo trimestre do ano anterior, com um aumento no valor das terras.

Por fim, a Raízen foi destacada pela moagem recorde de cana (84 milhões de toneladas) na safra 2023/24, com um aumento na produtividade de 21%. A rentabilidade foi maior em mobilidade e açúcar, mas menor no preço do etanol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Inadimplência no crédito rural atinge 11,4% e acende alerta no agronegócio brasileiro

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Crédito rural enfrenta pior nível de inadimplência da história recente

A inadimplência no crédito rural atingiu 11,4% em outubro de 2025, o maior patamar desde o início da série histórica, segundo dados da CNA. O indicador representa um salto expressivo em relação ao mesmo período de 2024, quando estava em 3,54%, e reforça o cenário de maior pressão financeira sobre produtores e empresas do agronegócio.

Além disso, o número de empresas do setor em recuperação judicial também avançou, chegando a 13,53 a cada mil empresas ativas, sinalizando um ambiente de crédito mais restritivo e desafiador.

CONACREDI se reposiciona e deixa de ser evento para virar ecossistema permanente

Em meio ao avanço da inadimplência e à maior complexidade na gestão de risco no campo, o CONACREDI anuncia uma mudança estrutural em sua atuação.

O congresso, que ao longo de dez anos se consolidou como o principal encontro de crédito do agronegócio na América Latina, passa a operar como um ecossistema contínuo de qualificação, deixando de ser apenas um evento anual.

A transformação também inclui o lançamento de uma nova identidade visual, que simboliza a transição para um modelo permanente de produção e disseminação de conhecimento.

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Crédito agro se torna área estratégica nas decisões do setor

Segundo a organização, o movimento acompanha uma mudança mais ampla no próprio agronegócio: o crédito deixou de ser apenas uma função operacional e passou a ocupar posição estratégica nas decisões empresariais.

Com margens mais pressionadas, aumento da inadimplência e maior necessidade de análise de risco, a tomada de decisão no setor exige cada vez mais dados, qualificação técnica e integração entre áreas financeiras e operacionais.

Ecossistema integra eventos, formação e inteligência de mercado

O novo modelo do CONACREDI reúne diferentes iniciativas que passam a funcionar de forma integrada ao longo do ano, formando uma rede contínua de conhecimento:

  • Congresso anual do crédito agro
  • Road shows regionais em diferentes estados
  • Pesquisa Nacional do Crédito Agro
  • CONACREDI Awards
  • MBA em Crédito, Comercialização e Gestão de Riscos no Agronegócio
  • COMUCREDI (comunidade de profissionais do setor)
  • Vitrine do Profissional de Crédito Agro
  • Livro “Vozes do Crédito Agro”

Cada frente atua em uma camada específica do ecossistema, desde a geração de dados e debates regionais até a formação de profissionais e conexão entre empresas e talentos.

Formação, dados e conexão fortalecem gestão de risco no agro

De acordo com a organização, o objetivo do ecossistema é consolidar um hub estruturado de conhecimento aplicado ao crédito agro, com impacto direto na governança e na tomada de decisão.

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Entre os principais efeitos esperados estão a qualificação técnica dos profissionais, maior precisão na análise de risco, melhoria na gestão financeira das operações e adaptação à crescente digitalização do setor.

“Cenário exige atualização constante”, afirma CEO do CONACREDI

Para a CEO do CONACREDI, o momento atual do crédito agro exige maior preparo técnico e integração entre áreas.

“O crédito agro vive um novo ciclo, marcado por maior complexidade na análise de risco, pressão sobre margens, aumento da inadimplência e necessidade de decisões mais rápidas e embasadas. Esse cenário exige atualização constante, integração entre áreas e acesso contínuo à informação qualificada”, afirma Mayra Delfino.

Panorama

O avanço da inadimplência no crédito rural reforça a necessidade de estruturas mais robustas de gestão de risco no agronegócio brasileiro. Ao mesmo tempo, iniciativas como a transformação do CONACREDI em ecossistema permanente indicam uma tendência de profissionalização contínua e maior integração entre dados, formação e mercado financeiro no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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