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Alteração no Cadastro de Imóveis Rurais: Receita Federal Modifica Identificação, Alerta Faesc

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A partir do segundo semestre de 2024, a Receita Federal do Brasil implementará uma mudança significativa no Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), informa a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc). O alerta ressalta que os novos imóveis rurais serão agora identificados no CIB por caracteres alfanuméricos, em contraste com o sistema anterior que utilizava apenas números.

Nova Identificação e Georreferenciamento

O identificador do imóvel rural, anteriormente conhecido como Número do Imóvel da Receita Federal (Nirf) no Cadastro de Imóveis Rurais (Cafir), agora servirá como identificador no CIB. Os cadastros emitidos anteriormente, com caracteres numéricos, permanecerão válidos. Segundo a Receita Federal, essa alteração foi necessária para evitar o esgotamento das combinações do Nirf.

José Zeferino Pedrozo, presidente do Sistema Faesc/Senar, destaca que os imóveis que receberão o código CIB terão dados georreferenciados, oferecendo à sociedade informações precisas sobre os imóveis rurais. Esse processo seguirá as normas de proteção de dados pessoais e de sigilo previstas em lei.

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O Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB)

O CIB é parte integrante do Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais (Sinter), agregando informações cadastrais de imóveis rurais e urbanos. Ele reúne dados dos cadastros de origem, como o Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (CNIR) e os cadastros de imóveis urbanos das Prefeituras Municipais.

O código CIB será gerado mediante convênio com os cadastros de origem. No caso dos imóveis rurais, os dados são fornecidos pelo Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (CNIR).

Mais informações: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/cadastros/cafir/identificador-do-cafir ou https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/cadastros/cafir/identificador-do-cafir.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Confinamento de bovinos deve ter oferta favorável de insumos no 2º semestre de 2026, impulsionado por safra recorde de grãos

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O segundo semestre de 2026 deve apresentar um cenário mais favorável para a compra de insumos destinados à nutrição animal no confinamento bovino. A avaliação é de especialistas do setor, que projetam melhora na relação de troca entre boi gordo e matérias-primas, impulsionada pela maior oferta de grãos e subprodutos industriais.

Safra recorde de soja amplia oferta de farelo

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de soja deve atingir níveis recordes, elevando o volume de processamento e, consequentemente, a disponibilidade de farelo de soja no mercado.

O insumo, antes menos utilizado por grandes confinamentos, ganha espaço nas formulações de dietas devido à maior oferta e competitividade de preços.

DDG e farelo de algodão entram no radar do confinamento

Outro destaque é o DDG (grãos secos de destilaria), que deve registrar maior regularidade de oferta ao longo do semestre.

Segundo o coordenador de Planejamento de um grupo do setor pecuário, ajustes operacionais realizados no início do ano devem ser normalizados, ampliando a disponibilidade do insumo.

“Algumas usinas passaram por ajustes operacionais no início do ano, mas a tendência é de normalização ao longo do segundo semestre. Quem se antecipou na compra garantiu melhores condições”, explica Fabiano Carvalho.

O farelo de algodão também pode apresentar oportunidades pontuais de aquisição, especialmente diante dos estoques industriais e da proximidade da nova safra, exigindo atenção ao timing de compra.

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Produção de etanol de milho reforça oferta de subprodutos

A expansão da produção de etanol de milho no Brasil, estimada em cerca de 20 bilhões de litros anuais segundo a União Nacional do Etanol de Milho, também deve contribuir para o aumento da oferta de subprodutos utilizados na nutrição animal.

Com mais milho direcionado à produção industrial, cresce a disponibilidade de coprodutos utilizados nas dietas de confinamento.

Cautela com o milho diante de volatilidade global

Apesar do aumento de oferta, especialistas recomendam cautela na aquisição do milho, principal componente da dieta de confinamento.

“O milho, como qualquer commodity, está sujeito a oscilações influenciadas por fatores geopolíticos. É fundamental considerar possíveis variações de preços”, alerta Fabiano Carvalho.

Estratégias de compra ganham importância na gestão do confinamento

Ao longo de 2025, estratégias de aquisição escalonada mostraram-se fundamentais para proteger margens e reduzir riscos de volatilidade. Entre as principais práticas adotadas por grupos do setor estão:

  • Fixação parcial e escalonada de insumos
  • Gestão de margem por lote
  • Monitoramento diário dos mercados físico e futuro
  • Controle rigoroso da conversão alimentar
  • Uso de tecnologia para acompanhamento de desempenho individual
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Segundo especialistas, essas práticas ajudam a reduzir a exposição às oscilações de mercado e aumentam a previsibilidade do custo por arroba produzida.

Eficiência produtiva passa a ser determinante na rentabilidade

Além do controle de custos, indicadores como ganho de carcaça e produção de arrobas ganham protagonismo na análise de desempenho dos confinamentos.

“O peso vivo pode variar, mas o ganho de carcaça e a produção de arrobas no período de engorda refletem o resultado real da operação e a margem no frigorífico”, destaca Fabiano Carvalho.

Perspectiva para 2026 reforça profissionalização do confinamento

O cenário para 2026 aponta para a manutenção do confinamento como ferramenta estratégica na pecuária brasileira, com maior exigência de gestão profissionalizada, uso de tecnologia e disciplina na compra de insumos.

Para especialistas do setor, a combinação entre oferta favorável de alimentos e gestão eficiente de custos deve sustentar a competitividade das operações mais tecnificadas ao longo do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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