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PorkExpo Brasil & LATAM 2024: Programa Científico em Foco

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A PorkExpo Brasil & LATAM 2024 – 12º Congresso Latino-Americano de Suinocultura e 2º Congresso Nacional Mulheres da Suinocultura está prestes a ocorrer nos dias 23 e 24 de outubro, no Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, em Foz do Iguaçu (PR). O evento contará com mais de quarenta palestrantes, incluindo renomados profissionais de países como China, Holanda, França, Estados Unidos e Canadá, que compartilharão as mais recentes inovações e tecnologias para uma produção suinícola eficiente e sustentável.

A programação científica abrangerá temas relevantes para o setor, com traduções simultâneas em inglês, espanhol e mandarim, uma novidade que reforça a importância do encontro no contexto internacional das proteínas de origem animal.

No primeiro dia do evento, os participantes terão a oportunidade de discutir as perspectivas desafiadoras para a produção de carne suína em diversas regiões do mundo. A abertura contará com a presença de Luciano Roppa, um dos principais especialistas do mercado global de carnes. Em seguida, o painel Pork of Tomorrow abordará aspectos cruciais como cadeia produtiva, rentabilidade e competitividade na suinocultura. O dia culminará com a tradicional confraternização October Pork e o Torresmo Festival, celebrando a carne suína, que é o foco de trabalho e pesquisa de todos os envolvidos no setor.

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O segundo dia do congresso iniciará com apresentações voltadas para a ciência, na Sala Vivace, abordando temas como monitoramento remoto de silos, mortalidade de fêmeas, nutrição e inovações em fitotecnologia. À tarde, ocorrerá a segunda edição do Congresso Nacional das Mulheres da Suinocultura, que discutirá a formação de equipes de alta performance, o programa Mulheres Superagro, a sucessão familiar no setor e a importância da liderança com impacto.

Simultaneamente, na Sala Tocata, novos avanços tecnológicos nas granjas e indústrias estarão em pauta, incluindo controle e eliminação de micoplasma, novas tendências em biossegurança, maximização de desempenho, designs inovadores de granjas e a gestão sanitária. Serão abordados também temas como alimentação de precisão, diversidade genética e alternativas ao uso de antibióticos na suinocultura.

O evento também se dedicará à apresentação de trabalhos científicos, homenageando estudantes, professores e profissionais que contribuem com inovações em benefício dos produtores e da indústria suinícola. A programação completa do PorkExpo Brasil & LATAM 2024 pode ser acessada no site oficial do evento: www.porkexpo.com.br.

Adicionalmente, no dia 22 de outubro, ocorrerá a Academia do Fomento, que focará na Indústria de Aves e Suínos. O evento oferecerá formação e atualização para profissionais que atuam em empresas, cooperativas e criações, abordando métodos e técnicas de extensão rural, além de comunicação assertiva. O programa contará com palestras de especialistas com vasta experiência no setor, abordando temas essenciais para o desenvolvimento da atividade.

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Localizado na Região Oeste do Paraná, na Tríplice Fronteira Brasil – Paraguai – Argentina, o evento ocorrerá em um espaço estratégico para a produção de suínos e grãos, refletindo a força dos complexos sistemas integrados das cooperativas do Sul do Brasil.

A PorkExpo 2024 promete ser um marco de atrações, informações, negócios, gastronomia e ciência, reunindo criadores, suinocultores, líderes, extensionistas, executivos, estudantes, professores e pesquisadores de mais de vinte países. Os painéis abordarão os desafios da carne do futuro, conectando agentes da produção à segurança alimentar e ao mercado consumidor. O evento será uma oportunidade única para discutir temas como genética, gestão, formação de líderes, nutrição, desenvolvimento e sustentabilidade, em um momento em que o Brasil alcança recordes de produção e consumo. Durante todo o congresso, também haverá uma Feira de Negócios dedicada às tecnologias voltadas para a produção suinícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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