AGRONEGÓCIO

Bioestimulantes e manejo de invasoras aumentam a produtividade do arroz

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O uso de bioestimulantes e o controle eficaz de ervas daninhas resistentes estão entre as mais recentes estratégias para melhorar o cultivo do arroz. A Sipcam Nichino Brasil, uma das principais empresas do setor, destaca que a aplicação dessas novas soluções pode resultar em ganhos significativos para os produtores, tanto em termos de saúde das plantas quanto de qualidade dos grãos colhidos.

José de Freitas, engenheiro agrônomo da Sipcam Nichino, explica que a adoção de bioestimulantes no manejo do arroz está se tornando uma tendência para os próximos anos. A empresa recentemente lançou a Plataforma de Bioestimulantes, incluindo o Abyss®, um produto que combina micronutrientes com extratos puros de algas marinhas. “O Abyss® amplia a capacidade fotossintética do arroz, promovendo melhor desenvolvimento vegetativo”, afirma De Freitas. “Essa combinação de nutrientes ajuda a planta a tolerar condições de estresse e otimiza a absorção de nutrientes, resultando em grãos mais saudáveis.”

Além de melhorar a resistência a estresses, o Abyss® também previne e recupera fitotoxicidade causada por herbicidas. Isso é especialmente importante em culturas de arroz, onde o uso de produtos químicos para controle de ervas daninhas é comum. O bioestimulante também facilita o crescimento equilibrado das plantas, reduzindo riscos de danos por pragas e doenças.

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Outro destaque da Sipcam Nichino é o herbicida Sirtaki® 360 CS, lançado há cerca de dois anos, que vem sendo utilizado com sucesso na rizicultura para combater invasoras de difícil controle, como capim-carrapicho, capim-pé-de-galinha e capim-arroz. “O Sirtaki® 360 CS é um graminicida sistêmico seletivo de última geração, que utiliza a tecnologia de formulação encapsulada para aumentar a eficácia e resistência a atritos”, diz De Freitas. Ele explica que o produto é especialmente eficiente em aplicações de pré-emergência, com a chuva atuando como um agente ativador.

Para os agricultores de arroz, lidar com ervas daninhas persistentes é um desafio contínuo. A recomendação para o Sirtaki® 360 CS é aplicá-lo na pré-emergência das ervas daninhas, seguindo a orientação de “plante e aplique”. Segundo a Sipcam Nichino, essa abordagem oferece maior precisão no controle de invasoras e pode ajudar a melhorar a qualidade geral da colheita.

Fundada em 1979, a Sipcam Nichino Brasil é resultado da fusão entre a italiana Sipcam e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). Com foco em inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para a proteção de culturas, a empresa busca trazer soluções eficientes e sustentáveis para os agricultores brasileiros. O uso de bioestimulantes e herbicidas avançados é parte dessa missão, contribuindo para um cultivo de arroz mais produtivo e resiliente.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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