AGRONEGÓCIO

Brasil Registra Recorde de 28.847 Empresas Exportadoras em 2024

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O Brasil fechou 2024 com um número histórico de 28.847 empresas exportadoras, marcando um aumento de 1,1% em relação ao ano anterior. Esse crescimento vem após a alta de 2% registrada em 2023, que havia sido o maior aumento até então, com 28.524 empresas exportadoras. Os dados fazem parte do relatório “Exportação e Importação por Porte Fiscal das Empresas”, divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) nesta sexta-feira (7/3).

Este relatório tem como objetivo expandir as estatísticas de comércio exterior, oferecendo uma análise detalhada sobre o porte fiscal das empresas exportadoras e importadoras brasileiras. Ele permite identificar as microempresas, microempreendedores individuais (MEI), empresas de pequeno porte (EPP) e empresas de maior porte que operam no comércio exterior do país.

“O entendimento do perfil das empresas exportadoras brasileiras é essencial para dar continuidade aos programas do governo federal, que buscam promover o setor produtivo e exportador. Um exemplo disso é o programa Acredita Exportação, aprovado recentemente pela Câmara dos Deputados, que ajudará empresas de pequeno porte, devolvendo 3% de suas receitas de exportação”, afirmou o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin.

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A maior parte dos exportadores, 59,5%, é composta por empresas médias ou grandes, que totalizam 17.172, e foi o segmento que apresentou o maior crescimento, com um aumento de 2% em relação a 2023. As empresas de pequeno porte também registraram crescimento, de 1,5%, totalizando 5.480 no final de 2024. As microempresas e os MEI somaram 5.952 empresas, enquanto outras 243 empresas foram classificadas em uma categoria distinta.

“Esse panorama marca mais um recorde para o comércio exterior brasileiro. O aumento no número de empresas exportadoras é consistente e está alinhado com os esforços do governo federal em fortalecer a cultura exportadora e criar novas oportunidades para os empreendedores do país”, comentou a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.

Ao analisar os dados por setor, observa-se que, entre as microempresas e empresas de pequeno porte, o maior crescimento ocorreu na indústria extrativa, com 8,1% e 2%, respectivamente, no último ano. Para as empresas médias e grandes, o setor que mais se expandiu foi a agropecuária, com um crescimento de 5,9% em 2024. A indústria de transformação, no entanto, continua sendo o setor predominante, representando 80% ou mais das empresas que exportam bens industriais.

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O relatório também fornece dados detalhados sobre as exportações e importações por porte, além de informações sobre os países de destino e origem das transações comerciais, bem como as empresas envolvidas no comércio exterior por regiões e estados brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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