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Oxitec e Suzano Firmam Parceria para Combater a Praga do Eucalipto

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A Oxitec, líder em inovações biológicas para o controle de pragas, anunciou uma parceria com a Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência na fabricação de bioprodutos a partir do eucalipto. O objetivo da colaboração é desenvolver uma solução eficaz para combater o psilídeo-de-concha (Glycaspis brimblecombei), uma das principais ameaças às plantações de eucalipto no Brasil, responsável por prejuízos estimados em USD 46 bilhões.

Originário da Austrália, o psilídeo-de-concha se adaptou bem às condições climáticas brasileiras desde sua chegada em 2003, danificando diversas espécies de eucalipto. O inseto deposita seus ovos nas folhas, e suas ninfas se alimentam do floema, provocando descoloração, desfolhamento e morte das pontas das folhas, o que impacta diretamente na produção de madeira.

Diante da escassez de inseticidas registrados e suas limitações de eficácia, a Oxitec e a Suzano estão trabalhando em uma abordagem inovadora e sustentável. O projeto irá focar na compreensão da biologia da praga, análise das práticas de manejo atuais e aplicação da Tecnologia do Bem™ no enfrentamento desse desafio.

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A Tecnologia do Bem™ oferece uma solução não tóxica e ambientalmente sustentável, utilizando insetos machos geneticamente modificados que possuem uma característica autolimitante. Isso significa que, ao se reproduzirem, suas descendentes fêmeas não atingem a fase adulta, reduzindo assim a população da praga ao longo do tempo.

“Esta parceria reflete o compromisso da Oxitec e da Suzano com a agricultura sustentável e a inovação. Estamos animados em trabalhar juntos para desenvolver soluções seguras e eficazes que beneficiem o meio ambiente e impulsionem a economia do país”, afirma Natalia Ferreira, Diretora Geral da Oxitec do Brasil.

Edival Zauza, Gerente de Pesquisa Florestal da Suzano, destaca que a busca por soluções sustentáveis é fundamental para o futuro da empresa. “A inovação e a colaboração são essenciais para gerar valor ao negócio e ao setor florestal, especialmente na gestão de pragas que afetam nossa indústria”, ressalta.

A silvicultura desempenha um papel crucial na economia brasileira, sendo essencial para a produção de celulose, matéria-prima de diversos produtos, como papéis e embalagens. Em 2022, o Brasil foi o maior exportador de celulose do mundo, gerando R$ 260 bilhões, conforme dados da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores). O setor ainda é responsável por 9,94 milhões de hectares de árvores plantadas e pela conservação de 6,7 milhões de hectares de florestas nativas.

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A parceria entre Suzano e Oxitec visa não apenas proteger as plantações de eucalipto, mas também promover um manejo florestal sustentável e eficiente, contribuindo para o crescimento contínuo do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dependência de fertilizantes importados expõe vulnerabilidade do agronegócio brasileiro e pressiona custos no campo

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A elevada dependência de fertilizantes importados segue como um dos principais pontos de vulnerabilidade estrutural do agronegócio brasileiro, mesmo diante da posição de destaque do país no comércio global de alimentos. O tema ganha ainda mais relevância em um cenário de forte oscilação geopolítica e volatilidade nos mercados internacionais de insumos.

A avaliação é de Nivio Domingues, da Samba Export Brazil, especialista no mercado de insumos agrícolas e seus impactos sobre o custo de produção e a formação de preços dos grãos.

Brasil bate recorde, mas segue altamente dependente de importações

Em 2025, o Brasil atingiu a marca de 49,11 milhões de toneladas de fertilizantes entregues ao mercado interno, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume representa um recorde histórico para o setor.

Apesar disso, a dependência externa permanece elevada: do total consumido, 43,32 milhões de toneladas foram importadas, o equivalente a 88,2% do mercado nacional.

A concentração é ainda mais crítica quando analisada por nutriente:

  • Potássio: 97% importado
  • Nitrogênio: 95% importado
  • Fósforo: 75% importado

Até fevereiro de 2026, a Rússia liderava como principal fornecedora individual de fertilizantes ao Brasil, respondendo por 22,1% das compras externas.

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Risco geopolítico afeta planejamento do agro brasileiro

A forte dependência externa expõe diretamente cadeias produtivas estratégicas do agronegócio, como soja, milho, café e proteínas animais, a decisões tomadas fora do país.

O impacto desse risco ficou evidente a partir de 2022, com o início da guerra na Ucrânia, que interrompeu parte do fornecimento de potássio oriundo da Rússia e da Bielorrússia. O episódio acendeu um alerta global sobre segurança de insumos e seu reflexo direto no plantio em importantes regiões produtoras do Brasil, como Mato Grosso e Paraná.

Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, entidades do setor produtivo como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a ANDA têm articulado o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre os principais gargalos, está a baixa produção nacional de nutrientes estratégicos. Atualmente, a Petrobras é a única produtora de nitrogênio em escala industrial no país, enquanto novos projetos de fertilizantes NPK dependem de maior investimento privado e segurança regulatória para avançar.

Fertilizantes já influenciam preço dos grãos e margens do produtor

No comércio internacional, o custo dos fertilizantes já faz parte das negociações globais de grãos, influenciando diretamente a competitividade do Brasil no mercado externo.

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A volatilidade desses insumos se reflete nos preços finais da soja, do milho e do açúcar nos portos brasileiros, ampliando a exposição do produtor rural a fatores que não estão sob seu controle direto.

Segundo especialistas do setor, a dependência externa cria um efeito cascata sobre toda a cadeia produtiva, impactando desde a decisão de plantio até a margem final do produtor.

Potencial mineral ainda subaproveitado no Brasil

Para analistas do setor, o país ainda não explora plenamente seu potencial mineral estratégico. O exemplo mais citado é a reserva de potássio localizada em Sergipe, considerada uma das mais importantes do hemisfério ocidental.

“O Brasil não é potência agrícola apesar da dependência de fertilizante importado: é potência agrícola que ainda não converteu sua maior reserva de potássio em produção relevante”, avalia Domingues. Segundo ele, avançar nessa agenda teria impacto direto na competitividade das exportações brasileiras nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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