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Kepler Weber lança alimentador de cavaco para automação de secadores de grãos

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A Kepler Weber (KEPL3) apresentou recentemente o KW Biocav, um alimentador de cavaco projetado para converter fornalhas tradicionais à lenha em fornalhas que operam com queima de cavaco, facilitando a automação no processo de secagem de grãos. A inovação é fruto de um investimento de R$ 3,5 milhões em pesquisa e desenvolvimento pela equipe de engenharia da companhia, ocorridos no ano passado.

O KW Biocav chega ao mercado para atender a uma tendência do setor agrícola, em busca de soluções mais eficientes e seguras. O cavaco, por ser uma matéria-prima menor e mais homogênea que a lenha, proporciona uma combustão mais uniforme, o que garante maior sustentabilidade e reduz a necessidade de mão de obra. De acordo com a doutora Marina Pozitano, analista sênior de marketing de portfólio da Kepler Weber, a queima uniforme do cavaco melhora o controle da temperatura de secagem, proporcionando uma melhor qualidade dos grãos secos.

Além disso, o novo alimentador pode ser conectado ao sistema de automação do secador de grãos, aumentando ainda mais a eficiência do processo. No Brasil, mais de 17 mil unidades de beneficiamento e armazenagem de grãos requerem atualizações, e parte delas precisa adaptar as fornalhas à lenha para operar com cavaco. O sistema de automação compatível com o KW Biocav é o Procer, empresa na qual a Kepler Weber adquiriu uma participação no ano passado. A Procer já monitora mais de 1,7 mil unidades de beneficiamento e armazenagem no Brasil.

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Bernardo Nogueira, CEO da Kepler Weber, destaca que o KW Biocav será apresentado durante a Agrishow 2024, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A feira é uma oportunidade para a empresa estreitar laços com seus clientes e avançar em negociações. Nogueira ressalta que a demanda por soluções de armazenagem e beneficiamento de grãos é alta devido ao déficit estimado em mais de 100 milhões de toneladas de capacidade de armazenagem no Brasil. A falta de infraestrutura para armazenamento causou prejuízos de cerca de R$ 30 bilhões em prêmios negativos de soja no ano passado.

Mesmo com uma redução na expectativa de safra para este ano, a necessidade de infraestrutura para armazenamento continua a pressionar os agricultores. Para Nogueira, é essencial investir em maior proximidade com o cliente por meio de Centros de Distribuição, permitindo que os agricultores tenham acesso rápido às soluções pós-colheita. “Quando a safra está em pleno vapor, um equipamento não pode ficar parado esperando manutenção. Por isso, nossa presença nas principais regiões agrícolas é fundamental”, conclui o CEO da Kepler Weber.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Defensivos para milho verão crescem 21% e atingem R$ 2,9 bilhões na safra 2025-26, aponta Kynetec Brasil

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O mercado brasileiro de defensivos agrícolas para o milho verão registrou forte retomada no ciclo 2025-26, com crescimento de 21% e movimentação de R$ 2,9 bilhões. O resultado representa avanço em relação à safra anterior, quando o setor somou R$ 2,4 bilhões, segundo levantamento FarmTrak Milho Verão, da Kynetec Brasil.

O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelo aumento da área plantada e pela maior intensidade no uso de tratamentos fitossanitários nas lavouras brasileiras.

Área maior e mais aplicações sustentam crescimento do mercado

De acordo com o gerente de pesquisas da Kynetec Brasil, Lucas Alves, o avanço do setor está diretamente relacionado a dois fatores principais: expansão da área cultivada e aumento no número médio de aplicações por propriedade.

A área plantada cresceu 9%, alcançando 3,9 milhões de hectares. Já a média de tratamentos subiu de 17 para 18 aplicações por ciclo, o que representa alta de 6% na intensidade de manejo.

Esses dois movimentos combinados explicam a recuperação do mercado de defensivos no milho verão após ciclos anteriores de menor dinamismo.

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Herbicidas lideram mercado de defensivos no milho

O levantamento FarmTrak Milho Verão 2025-26 aponta que os herbicidas seguem como a principal categoria do segmento, respondendo por 31% do mercado total, o equivalente a cerca de R$ 900 milhões.

Na sequência aparecem:

  • Inseticidas: R$ 826 milhões (28%)
  • Fungicidas: R$ 580 milhões (20%)
  • Tratamento de sementes: 14%
  • Nematicidas: 3%
  • Outros insumos: 4%

No total, essas categorias somam R$ 2,9 bilhões movimentados no ciclo atual.

Uso de fungicidas avança e muda perfil tecnológico das lavouras

Um dos destaques do estudo é o crescimento consistente no uso de fungicidas no milho verão. A adoção passou de 67% na safra 2019-20 para 75% no ciclo mais recente.

O avanço também foi observado em áreas destinadas à silagem, onde a utilização subiu de 24% para 52% no mesmo período.

Segundo Lucas Alves, o comportamento do produtor também vem mudando em relação às tecnologias utilizadas. Os fungicidas do tipo “stroby mix”, que antes dominavam o mercado, perderam espaço para soluções consideradas premium.

Na safra 2019-20, esses produtos representavam 52% da área tratada com fungicidas. No ciclo atual, caíram para 30%, enquanto os produtos premium já respondem por 38% das aplicações.

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Mudança tecnológica reflete busca por eficiência e produtividade

A substituição gradual de tecnologias tradicionais por soluções mais avançadas reflete a busca por maior eficiência no controle de doenças e melhor desempenho agronômico das lavouras.

O estudo indica que os produtores têm adotado estratégias mais intensivas e tecnificadas, acompanhando o avanço da genética do milho e o aumento do potencial produtivo das áreas cultivadas.

Levantamento ouviu quase 2 mil produtores no Brasil

O FarmTrak Milho Verão 2025-26 foi elaborado a partir de cerca de 2 mil entrevistas presenciais com produtores rurais das principais regiões produtoras de milho do país, incluindo:

  • Goiás
  • Mapiba (Maranhão, Piauí e Bahia)
  • Minas Gerais
  • Paraná
  • Santa Catarina
  • São Paulo

O levantamento reforça o papel do milho verão como uma das principais culturas do agronegócio brasileiro e evidencia a crescente sofisticação no manejo fitossanitário adotado no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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