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Especialistas alertam para a necessidade de nutrição adequada diante do clima adverso

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“O impacto das chuvas intensas entre janeiro e março vai além da possível redução na rentabilidade do agricultor; também pode afetar outros setores interligados”, explica Borges, que é pós-doutor em agronomia pela Universidade de Edimburgo, Escócia. “Com o plantio atrasado, a cana jovem enfrentará condições climáticas mais adversas, uma vez que o outono traz um clima mais seco e temperaturas mais baixas. Isso significa que o desenvolvimento da cana ocorrerá durante o inverno, um período menos favorável para o crescimento vegetal.”

Enquanto o início do ano é propício para um rápido crescimento da cana devido ao clima mais úmido e quente, o período de abril a agosto, do outono até o inverno, tende a ser mais seco e frio, impactando negativamente o desenvolvimento das plantas. Conforme a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), atrasos no plantio podem resultar em menos plantas prontas para a colheita no final do ciclo. Assim, a adoção de estratégias para fortalecer raízes, reduzir o estresse e estimular o crescimento se torna fundamental para minimizar as consequências do atraso.

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Para ajudar os agricultores a enfrentar esses desafios, a BRQ Brasilquímica oferece soluções inovadoras para melhorar a eficiência da produção. “Temos o enraizador e condicionador de solo Organik, feito de leonardita, uma matéria-prima sustentável rica em ácido húmico, e o Fertitop, uma fonte de aminoácidos que estimula o crescimento da cana, tornando-a mais resistente ao inverno”, destaca Borges.

O gerente técnico também ressalta a importância do manejo pré-seca durante o outono para lidar com o estresse oxidativo. “O Qualymix Ultra é um fertilizante que fornece nutrientes como zinco, manganês, potássio e molibdênio, todos essenciais para dar suporte nutricional à cana, ajudando as plantas a enfrentarem a desidratação e a serem mais resilientes ao clima adverso”, completa Borges.

Diante do atraso no plantio, as previsões para a safra 2024/2025 são menos otimistas, com consultorias prevendo uma possível redução na colheita de cana. Tal resultado reverteria a tendência de aumento na produção, que registrou um crescimento de 17% na safra 2023/2024 em relação ao ciclo anterior, atingindo um recorde de 713 milhões de toneladas, conforme dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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