AGRONEGÓCIO

Ações chinesas seguem tendência positiva nos mercados asiáticos

Publicado em

As ações chinesas acompanharam a tendência de alta observada em outros mercados asiáticos nesta quinta-feira, impulsionadas pela avaliação dos investidores sobre as perspectivas da taxa de juros nos Estados Unidos, com o setor bancário liderando os ganhos.

Desempenho dos Mercados Asiáticos

Os mercados asiáticos registraram seus maiores ganhos em um mês, enquanto o dólar se estabilizou e os mercados de títulos apresentaram sinais de recuperação. O petróleo, por sua vez, encontrou suporte após uma queda significativa devido a preocupações com a demanda e à falta de uma resposta imediata de Israel ou dos EUA ao recente ataque do Irã a Israel.

Principais Índices de Mercado
  • O índice de Xangai teve alta de 0,09%, enquanto o índice CSI300, que engloba as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, registrou ganho de 0,12%.
  • Em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,82%.
  • No setor financeiro, o subíndice do CS300 subiu 1,08%, enquanto o setor de bens de consumo básicos teve alta de 0,45%. Por outro lado, o índice imobiliário caiu 0,74% e o subíndice do setor de saúde recuou 1,05%.
Leia Também:  Mosaic entra em bionutrição de safras no Brasil, vê alta de 2% no mercado de adubos em 2024
Tensões Geopolíticas e Cautela dos Investidores

Apesar do otimismo nos mercados, os investidores permanecem cautelosos devido às tensões geopolíticas, especialmente após o presidente dos EUA, Joe Biden, propor tarifas mais altas sobre produtos de metal chineses. Essa medida visa atender aos trabalhadores de siderúrgicas na Pensilvânia, mas pode gerar atritos com Pequim.

Desempenho em Outros Mercados Asiáticos

  • Tóquio: o índice Nikkei avançou 0,31%.
  • Seul: o índice KOSPI teve valorização de 1,95%.
  • Taiwan: o índice TAIEX registrou alta de 0,43%.
  • Singapura: o índice STRAITS TIMES valorizou-se 1,05%.
  • Sydney: o índice S&P/ASX 200 avançou 0,48%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Queda no preço das terras em Goiás expõe desafios financeiros e novo cenário do agronegócio brasileiro

Published

on

O agronegócio de Goiás, um dos mais relevantes polos de produção agropecuária do Brasil, enfrenta um momento de transformação marcado pela desvalorização das terras rurais, aumento do endividamento e pressão crescente sobre a rentabilidade do produtor. O cenário revela um novo equilíbrio no campo, em que escala produtiva já não garante estabilidade financeira.

A avaliação é de Fernando Liani, sócio da KPMG e líder do escritório da empresa em Goiânia. Segundo ele, a recente queda nos preços das propriedades rurais evidencia fragilidades estruturais que vêm ganhando força no setor agropecuário goiano.

“Mesmo operando com eficiência técnica, parte relevante dos produtores enfrenta margens comprimidas, acesso limitado a financiamento e crescente instabilidade financeira”, analisa Fernando Liani ao abordar o atual momento do agro em Goiás.

Goiás consolidou protagonismo no agronegócio brasileiro

Nas últimas décadas, Goiás ampliou sua relevância nas cadeias de:

  • grãos;
  • carnes;
  • leite;
  • algodão.

O crescimento foi impulsionado principalmente pela combinação entre:

  • expansão da escala produtiva;
  • adoção tecnológica;
  • ganhos de produtividade;
  • evolução dos sistemas de rastreabilidade.

Esse avanço consolidou o estado como um importante fornecedor tanto para o mercado interno quanto para o comércio internacional, especialmente nas exportações de commodities agrícolas.

Segundo Fernando Liani, a forte demanda externa, principalmente da China, ajudou a sustentar o crescimento do agro goiano nos últimos anos.

Leia Também:  Brasil Expande Acesso a Mercados na União Econômica Eurasiática para Amêndoas de Cacau
Desvalorização das terras rurais acende alerta no setor

Apesar do desempenho produtivo, o setor enfrenta uma deterioração financeira crescente.

De acordo com a análise de Fernando Liani, propriedades rurais em Goiás vêm sendo negociadas por valores significativamente abaixo dos registrados em ciclos anteriores. Em alguns casos, os preços atuais se aproximam da metade dos valores históricos observados no mercado de terras agrícolas.

O movimento está relacionado a fatores como:

  • aumento do endividamento rural;
  • juros elevados;
  • restrição ao crédito;
  • crescimento das recuperações judiciais no campo;
  • pressão sobre margens operacionais.

A queda no valor das terras, tradicionalmente consideradas um dos principais ativos do produtor rural, reforça a preocupação com a sustentabilidade econômica da atividade agropecuária.

Dependência de commodities amplia vulnerabilidade do agro

Fernando Liani destaca que a elevada dependência de grandes compradores internacionais e de produtos com menor valor agregado aumenta a exposição do setor aos riscos globais.

Segundo ele, questões comerciais, sanitárias e regulatórias podem impactar diretamente a estabilidade financeira do agro brasileiro.

Nesse contexto, mercados mais exigentes, como a União Europeia, surgem como oportunidade de diversificação e agregação de valor, embora imponham exigências rigorosas relacionadas a:

  • sustentabilidade;
  • rastreabilidade;
  • origem da produção;
  • conformidade ambiental.
Tecnologia e rastreabilidade ganham papel estratégico

O especialista avalia que Goiás avançou significativamente em soluções de controle e monitoramento da produção agropecuária.

Leia Também:  Colheita ainda exige cautela: riscos climáticos podem comprometer a safra até o último grão

Entre os destaques estão:

  • integração lavoura-pecuária;
  • sistemas digitais de monitoramento;
  • protocolos sanitários;
  • rastreabilidade bovina;
  • adequação a programas como o SISBOV e o protocolo “Boi China”.

Segundo Fernando Liani, ferramentas como:

  • blockchain;
  • inteligência artificial;
  • plataformas avançadas de rastreabilidade;
  • podem se tornar fundamentais para ampliar competitividade, reduzir custos e facilitar acesso a mercados premium.

Essas tecnologias também podem contribuir para uma distribuição mais equilibrada de valor ao longo da cadeia produtiva.

Equidade de valor será decisiva para futuro do agro

Na avaliação do sócio da KPMG, um dos principais desafios do agro brasileiro está na fragmentação da cadeia produtiva, que dificulta uma divisão mais equilibrada dos ganhos entre produtores, indústria e exportadores.

Para Fernando Liani, o futuro do agronegócio goiano dependerá menos da capacidade de produzir em larga escala e mais da habilidade de adaptação às novas exigências do mercado global.

“A estabilidade dependerá de uma diversificação comercial mais inteligente, enquanto a sustentabilidade econômica passa, inevitavelmente, pela equidade de valor”, afirma Fernando Liani.

O especialista conclui que o atual cenário representa um ponto de inflexão para o agro brasileiro, exigindo maior coordenação entre os elos da cadeia, inovação tecnológica e capacidade de resposta rápida diante das mudanças regulatórias e econômicas globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA