AGRONEGÓCIO

Mosaic entra em bionutrição de safras no Brasil, vê alta de 2% no mercado de adubos em 2024

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Com cerca de um quarto do mercado de fertilizantes no Brasil, a empresa almeja também ser líder em bionutrição. Em um primeiro ano, projeta números “modestos” de vendas de seus bioinsumos no valor de 1 milhão de dólares, mas este faturamento deve subir cem vezes até 2030, para 100 milhões de dólares, disse o country manager da Mosaic no Brasil, Eduardo de Souza Monteiro.

Segundo ele, o mercado de bioinsumos “altamente promissor” tem crescido a taxas de 30% a 40% ao ano, podendo atingir a cifra de 30 bilhões de dólares no mundo ao final desta década, o que tem atraído a companhia para o segmento não apenas no Brasil, mas em outras partes do planeta.

“A Mosaic Fertilizantes tem um grande dia da sua história (com a entrada em bioinsumos). Temos o objetivo de nos tornarmos um dos grandes protagonistas da bionutrição, com produtos que vão ativar o potencial do solo, da planta e o microbioma, para melhorar o desempenho da colheita”, disse Monteiro.

Inicialmente, o foco dos produtos de bionutrição da Mosaic Biosciences Brasil será os mercados de soja e milho. Tanto que o lançamento dos inoculantes e bioestimulantes acontecerá nesta semana na feira Show Safra, em Lucas do Rio Verde, importante polo agrícola de Mato Grosso.

“Nossa proposta de valor no final do dia é trazer ganhos de produtividade ao agricultor na ordem de 10%, para aquele que utilizar este pacote completo”, afirmou Monteiro, ressaltando que os bioinsumos são complementares aos fertilizantes tradicionais.

O portfólio será composto inicialmente por quatro produtos, todos focados para uso no solo ou sementes, disse o diretor da Mosaic Biosciences Brasil, Alexandre Ricardo Alves, explicando que as matérias-primas utilizadas nos bionutrientes são basicamente bactérias, como bradyrhizobium e azospirillum, entre outras.

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A companhia ofertará produtos que deverão dar maior resiliência às plantas em uma situação de estresse hídrico, destacou o diretor.

Os executivos afirmaram que em um primeiro momento vão trabalhar com produtos desenvolvidos com parceiros comerciais do Brasil, em um sistema “tolling”, mas não descartam trazer no futuro novidades de outros países onde a Mosaic já atua no segmento, como os Estados Unidos, a depender da aprovação dos reguladores.

Segundo Monteiro, as projeções da Mosaic para as suas vendas de produtos de bionutrição são baseadas em crescimentos orgânicos, mas o executivo disse que nada impede que a companhia venha a avaliar aquisições, caso surja alguma oportunidade.

A Mosaic vai se manter focada em nutrição de safras, mantendo-se distante do mercado de bionsumos para controle de pragas e doenças das lavouras.

FERTILIZANTES

O country manager da Mosaic afirmou que, a despeito de uma esperada queda no plantio da safra de milho — que não será tão “abrupta” — e das lentas vendas para a nova safra de soja, o Brasil tem possibilidade de quebrar um recorde nas vendas de fertilizantes em 2024.

No ano passado, as entregas aos consumidores de adubos ficaram perto da máxima histórica de 2021, somando 45,826 milhões de toneladas, mas em 2024 a expectativa é de crescimento de 2% ante 2023, para um novo recorde, reiterou Monteiro.

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“Partindo da premissa de que a gente seja capaz de cobrir esse atraso da comercialização de soja, aí a gente continua com a nossa premissa de um mercado crescendo na casa de 2% este ano. Essa é a nossa leitura desse instante”, disse.

Segundo ele, a redução na demanda de fertilizantes para o milho será compensada pelo crescimento do consumo para outras culturas, como cana-de-açúcar, laranja, café e algodão, cujos mercados estão mais interessantes no momento, afirmou o executivo.

Ele disse ainda que as metas devem ser atingidas à medida que as vendas para a nova safra de soja deslanchem.

Até o momento, a velocidade da comercialização antecipada de adubos para a soja da nova temporada, que será plantada a partir de setembro, atingiu 40%, versus 60% da média de três anos para a época, disse o executivo, lembrando que os preços da oleaginosa não estão tão bons como em anos anteriores, o que deixa agricultores retraídos.

Agora em março, contudo, a Mosaic já verificou alguma recuperação no ânimo dos agricultores, que já compraram cerca de 70% do potássio a ser utilizado para soja, mas estão atrasados nas compras de fósforo, o que tem impactado no índice geral.

Do fósforo, os agricultores do Brasil fecharam as compras de 35% do produto que deve ser usado na próxima safra de soja, enquanto aguardam preços mais baixos que podem não vir, alertou Monteiro, avaliando que o Brasil já tem o menor valor entre os principais consumidores para esta matéria-prima.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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