AGRONEGÓCIO
Queda no preço das terras em Goiás expõe desafios financeiros e novo cenário do agronegócio brasileiro
Publicado em
25 de maio de 2026por
Da Redação
O agronegócio de Goiás, um dos mais relevantes polos de produção agropecuária do Brasil, enfrenta um momento de transformação marcado pela desvalorização das terras rurais, aumento do endividamento e pressão crescente sobre a rentabilidade do produtor. O cenário revela um novo equilíbrio no campo, em que escala produtiva já não garante estabilidade financeira.
A avaliação é de Fernando Liani, sócio da KPMG e líder do escritório da empresa em Goiânia. Segundo ele, a recente queda nos preços das propriedades rurais evidencia fragilidades estruturais que vêm ganhando força no setor agropecuário goiano.
“Mesmo operando com eficiência técnica, parte relevante dos produtores enfrenta margens comprimidas, acesso limitado a financiamento e crescente instabilidade financeira”, analisa Fernando Liani ao abordar o atual momento do agro em Goiás.
Goiás consolidou protagonismo no agronegócio brasileiro
Nas últimas décadas, Goiás ampliou sua relevância nas cadeias de:
- grãos;
- carnes;
- leite;
- algodão.
O crescimento foi impulsionado principalmente pela combinação entre:
- expansão da escala produtiva;
- adoção tecnológica;
- ganhos de produtividade;
- evolução dos sistemas de rastreabilidade.
Esse avanço consolidou o estado como um importante fornecedor tanto para o mercado interno quanto para o comércio internacional, especialmente nas exportações de commodities agrícolas.
Segundo Fernando Liani, a forte demanda externa, principalmente da China, ajudou a sustentar o crescimento do agro goiano nos últimos anos.
Desvalorização das terras rurais acende alerta no setor
Apesar do desempenho produtivo, o setor enfrenta uma deterioração financeira crescente.
De acordo com a análise de Fernando Liani, propriedades rurais em Goiás vêm sendo negociadas por valores significativamente abaixo dos registrados em ciclos anteriores. Em alguns casos, os preços atuais se aproximam da metade dos valores históricos observados no mercado de terras agrícolas.
O movimento está relacionado a fatores como:
- aumento do endividamento rural;
- juros elevados;
- restrição ao crédito;
- crescimento das recuperações judiciais no campo;
- pressão sobre margens operacionais.
A queda no valor das terras, tradicionalmente consideradas um dos principais ativos do produtor rural, reforça a preocupação com a sustentabilidade econômica da atividade agropecuária.
Dependência de commodities amplia vulnerabilidade do agro
Fernando Liani destaca que a elevada dependência de grandes compradores internacionais e de produtos com menor valor agregado aumenta a exposição do setor aos riscos globais.
Segundo ele, questões comerciais, sanitárias e regulatórias podem impactar diretamente a estabilidade financeira do agro brasileiro.
Nesse contexto, mercados mais exigentes, como a União Europeia, surgem como oportunidade de diversificação e agregação de valor, embora imponham exigências rigorosas relacionadas a:
- sustentabilidade;
- rastreabilidade;
- origem da produção;
- conformidade ambiental.
Tecnologia e rastreabilidade ganham papel estratégico
O especialista avalia que Goiás avançou significativamente em soluções de controle e monitoramento da produção agropecuária.
Entre os destaques estão:
- integração lavoura-pecuária;
- sistemas digitais de monitoramento;
- protocolos sanitários;
- rastreabilidade bovina;
- adequação a programas como o SISBOV e o protocolo “Boi China”.
Segundo Fernando Liani, ferramentas como:
- blockchain;
- inteligência artificial;
- plataformas avançadas de rastreabilidade;
- podem se tornar fundamentais para ampliar competitividade, reduzir custos e facilitar acesso a mercados premium.
Essas tecnologias também podem contribuir para uma distribuição mais equilibrada de valor ao longo da cadeia produtiva.
Equidade de valor será decisiva para futuro do agro
Na avaliação do sócio da KPMG, um dos principais desafios do agro brasileiro está na fragmentação da cadeia produtiva, que dificulta uma divisão mais equilibrada dos ganhos entre produtores, indústria e exportadores.
Para Fernando Liani, o futuro do agronegócio goiano dependerá menos da capacidade de produzir em larga escala e mais da habilidade de adaptação às novas exigências do mercado global.
“A estabilidade dependerá de uma diversificação comercial mais inteligente, enquanto a sustentabilidade econômica passa, inevitavelmente, pela equidade de valor”, afirma Fernando Liani.
O especialista conclui que o atual cenário representa um ponto de inflexão para o agro brasileiro, exigindo maior coordenação entre os elos da cadeia, inovação tecnológica e capacidade de resposta rápida diante das mudanças regulatórias e econômicas globais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Etanol despenca com avanço da safra de cana e registra menor preço de 2026 no Brasil
Published
30 minutos agoon
25 de maio de 2026By
Da Redação
O avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil já começa a provocar impactos diretos no mercado de combustíveis. Com aumento da oferta de biocombustível, o preço do etanol hidratado registrou a maior queda entre os combustíveis na segunda semana de maio e atingiu o menor patamar de 2026.
Levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, mostra que o litro do etanol caiu 3,83% em relação à última semana de abril, passando para R$ 4,48 na média nacional.
O movimento reforça a pressão baixista provocada pela intensificação da moagem de cana-de-açúcar e pela maior disponibilidade do produto no mercado interno.
Etanol amplia vantagem frente à gasolina
Enquanto o etanol apresentou forte retração, os demais combustíveis tiveram comportamento mais moderado no período analisado.
A gasolina comum recuou 0,27%, para R$ 6,76 por litro, enquanto o diesel S-10 caiu 1,27%, chegando a R$ 7,21 por litro.
Preços médios nacionais – 2ª semana de maio de 2026
- Gasolina comum: R$ 6,76/litro (-0,27%)
- Etanol hidratado: R$ 4,48/litro (-3,83%)
- Diesel S-10: R$ 7,21/litro (-1,27%)
Desde o pico registrado em meados de abril, o etanol já acumula queda próxima de 7%, com redução de R$ 0,34 por litro no período.
Além de aliviar parcialmente o bolso do consumidor, o movimento também aumentou a competitividade do biocombustível frente à gasolina.
A relação de preços entre etanol e gasolina caiu de 71,7% no fim de abril para 69,7% na segunda semana de maio, retornando ao nível considerado economicamente vantajoso para veículos flex.
Tradicionalmente, o mercado utiliza o percentual de 70% como referência para indicar quando o etanol se torna mais atrativo em relação à gasolina, embora a eficiência varie conforme o modelo do veículo e as condições regionais.
Centro-Sul lidera queda nos preços do etanol
Os maiores recuos no preço do etanol foram observados em estados ligados diretamente à produção sucroenergética do Centro-Sul brasileiro.
Estados com maiores quedas no preço do etanol
- Goiás: -R$ 0,24 por litro (-4,9%)
- Distrito Federal: -R$ 0,22 (-4,6%)
- São Paulo: -R$ 0,21 (-4,7%)
- Minas Gerais: -R$ 0,20 (-4,2%)
- Mato Grosso: -R$ 0,19 (-4,1%)
A presença de importantes polos produtores entre as maiores quedas reforça o impacto direto da ampliação da moagem de cana sobre os preços finais ao consumidor.
Safra de cana aumenta pressão sobre o mercado
O mercado acompanha de perto a evolução da safra 2026/27 no Centro-Sul, principal região produtora de cana-de-açúcar do país.
Com o avanço da colheita e da moagem nas usinas, cresce a disponibilidade de etanol hidratado, ampliando a pressão baixista sobre o combustível renovável.
Além da safra brasileira, investidores e agentes do setor monitoram outros fatores que influenciam os preços:
- comportamento do petróleo no mercado internacional;
- oscilações do dólar;
- demanda doméstica por combustíveis;
- estratégia das usinas entre produção de açúcar e etanol.
A definição do mix de produção continua sendo um dos principais pontos de atenção do setor sucroenergético, especialmente diante das oscilações nos preços globais do açúcar e da energia.
Mercado de combustíveis segue em ajuste
Analistas avaliam que o comportamento dos preços nas próximas semanas dependerá principalmente do ritmo da safra no Centro-Sul e das condições internacionais do petróleo.
Caso a oferta de etanol continue avançando acima da demanda, o mercado pode registrar novas reduções nos preços do biocombustível ao longo do segundo trimestre.
Para o consumidor, o atual cenário aumenta a competitividade do etanol e reforça a importância do biocombustível na matriz energética brasileira, especialmente em um momento de maior volatilidade no mercado global de energia.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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