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Atvos planeja investir R$ 350 milhões em unidade de biometano em Mato Grosso do Sul

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A produtora de etanol e açúcar Atvos anunciou nesta quarta-feira a assinatura de um memorando para investir R$ 350 milhões na construção de sua primeira unidade de biometano a partir de resíduos da cana-de-açúcar.

A unidade, a ser instalada em Nova Alvorada do Sul (MS), onde a companhia já possui uma usina de etanol, utilizará como insumos a vinhaça e a torta de filtro, resíduos resultantes da cadeia produtiva da cana.

A usina de biometano da Atvos, uma das maiores processadoras de cana-de-açúcar do Brasil, controlada pelo Mubadala Capital, está projetada para ter capacidade instalada de 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra.

“A implantação da fábrica de biometano na Unidade Santa Luzia (USL) marcará a entrada da Atvos no mercado de gás natural de origem renovável, com o diferencial de produzi-lo em larga escala para atender uma demanda que não para de crescer”, disse o CEO da Atvos, Bruno Serapião, em nota.

A expectativa é que o projeto entre agora em fase de análises de engenharia para aprovação final, e que as obras sejam iniciadas ainda neste ano.

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Segundo o executivo, o Estado de Mato Grosso do Sul e a prefeitura de Nova Alvorada do Sul criaram “condições necessárias para o desenvolvimento de novos negócios na região”. Ele não entrou em detalhes sobre a “parceria”.

A produção de biometano da Usina Santa Luzia deve ser direcionada para o abastecimento de parte da frota logística da companhia e de seus parceiros, almejando reduzir em até 40%, no médio prazo, o uso do diesel.

O volume excedente deve ser direcionado para os municípios do entorno, segundo Serapião.

Além de substituir o diesel, o biometano também pode ser utilizada para uso industrial, em substituição ao Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e ao óleo combustível, e até mesmo em usinas termelétricas.

Atualmente, a operação da Atvos em Nova Alvorada do Sul tem capacidade para moer 5,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e produzir 498 milhões de litros de etanol.

Ainda em Mato Grosso do Sul, a empresa também possui a Unidade Eldorado (UEL), situada em Rio Brilhante, que produz tanto etanol quanto açúcar VHP; e a Unidade Costa Rica (UCR), localizada no município homônimo, direcionada para a produção do biocombustível à base da cana-de-açúcar.

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Fonte: Forbes Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Hereford e Braford: provas de eficiência reforçam seleção genética para uma pecuária mais produtiva e sustentável

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A busca por uma pecuária mais eficiente e sustentável ganhou novos avanços com a apresentação dos resultados das Provas de Eficiência Alimentar (PEA) e de Emissão de Gases (PEG) das raças Hereford e Braford. Os dados foram divulgados durante um dia de campo realizado na última segunda-feira (29), na sede da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé (RS), reunindo criadores, pesquisadores, técnicos e representantes do setor.

Além de apresentar o desempenho dos animais avaliados, o evento destacou o papel da genética na redução dos custos de produção e na diminuição das emissões de metano, fatores cada vez mais relevantes para a competitividade da pecuária brasileira.

Avaliação mediu desempenho, consumo e emissão de metano

Na edição de 2026, foram avaliados 31 animais oriundos de diferentes criatórios do Rio Grande do Sul, sendo 15 exemplares da raça Hereford e 16 da raça Braford.

As provas analisaram indicadores como:

  • ganho de peso;
  • consumo alimentar;
  • eficiência produtiva;
  • consumo alimentar residual;
  • emissão de metano.

As informações permitem identificar animais capazes de produzir mais carne consumindo menos alimento e emitindo menor volume de gases de efeito estufa.

Braford teve Retiro do Ouro como destaque

Na categoria Braford, o melhor desempenho foi do animal C0021, pertencente à P.A.P Namur Paixão Suñé, da propriedade Retiro do Ouro.

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O segundo lugar ficou com D079, de Sérgio Renato Dias Barbieri, da Fazenda Santa Prenda, enquanto a terceira colocação foi conquistada pelo FIV T5610, de Ney Artur Azambuja, da Fazenda Santa Tereza.

Hereford premiou genética de alto desempenho

Entre os Hereford, o primeiro lugar foi conquistado pelo animal 1335, de Vitor Leston e Jacques Rodrigues Leston, da Agropecuária Dom Vitor.

Na sequência ficaram:

  • X44, de Miguel Vargas Chuy, da Cabanha Don Angélico, em segundo lugar;
  • TE L06, de Gonçalo Neves Correia, da Fazenda Casuarinas, em terceiro.
Eficiência alimentar reduz custos e fortalece sustentabilidade

Segundo o gerente executivo da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), Felipe Azambuja, as avaliações unem dois dos principais desafios da pecuária moderna: aumentar a rentabilidade e reduzir os impactos ambientais.

De acordo com ele, identificar animais que apresentam menor consumo alimentar para produzir a mesma quantidade de carne representa um importante avanço para os sistemas produtivos.

“Identificar linhagens que consumam menos para produzir o mesmo quilo de carne significa encontrar animais mais sustentáveis e que custem menos dentro do sistema de produção”, destacou.

Emissão de gases passa a integrar seleção genética

A Prova de Emissão de Gases foi conduzida paralelamente à Prova de Eficiência Alimentar, permitindo que os pesquisadores mensurassem a emissão de metano dos animais durante todo o período de avaliação nutricional.

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A integração entre as duas análises amplia a capacidade de identificar linhagens geneticamente superiores, combinando produtividade com menor impacto ambiental.

Dados servirão de base para novas DEPs

As informações obtidas durante as avaliações serão utilizadas na construção de uma população de referência das raças Hereford e Braford.

Essa base permitirá o desenvolvimento das Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs) para características como eficiência alimentar, consumo alimentar residual e emissão de gases, ferramentas fundamentais para orientar a seleção de reprodutores.

Segundo Felipe Azambuja, a expectativa é que esses indicadores estejam disponíveis futuramente para todos os criadores, ampliando o acesso à genética voltada para eficiência produtiva e sustentabilidade.

Programação reuniu pesquisadores e produtores

Além da divulgação dos resultados das provas, o dia de campo contou com palestras técnicas sobre eficiência alimentar, emissão de metano e estratégias nutricionais para maximizar a expressão do potencial genético dos animais.

A iniciativa reforça a importância da integração entre pesquisa, inovação e produtores para acelerar o desenvolvimento de uma pecuária cada vez mais eficiente, rentável e alinhada às exigências dos mercados nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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